segunda-feira, dezembro 12, 2011

O elogio da burrice



Durante a última campanha para a presidência do sporting houve alguém que teve a infeliz ideia de dar um microfone e tempo de antena ao Paulo Futre. Ficou ai bem patente que Futre pode ter sido um grande jogador mas não tem qualquer aptidão para discursar de forma coerente e muito menos para fazer sentido. Ao rever o vídeo fica a sensação que os gato fedorento não fariam melhor. Mas num golpe de asa notável, Futre conseguiu por a render as suas bacoradas ganhando contratos televisivos e publicitários. Não me chateia nada que o rapaz ganhe dinheiro, o que já me chateia é que seja com a sua burrice e ainda seja elogiado no processo!

Ao que parece Futre deixou descendência, há uma tal de cátia que está fechada numa casa algures na Venda do Pinheiro, mas que mesmo assim não há parede que contenha a sua imaginação para alterar a geografia mundial ou inventar novas palavras. A rapariga é também douta em desconhecimento geral sobre… bem, é geral… Ou muito me engano ou a rapariga vai mesmo ganhar aquela espécie de concurso, ou lá o que quiserem chamar.

Atenção que eu não me acho mais especial ou mais inteligente que os outros, e as pessoas burras também têm direito à vida, a serem felizes etc etc… O que já me custa aceitar é que isso seja um trunfo para a vitória. Custa ver que uma falta de conhecimento seja um motivo para se gostar de alguém.

Claro que quem está minimamente com atenção percebe que a menina fica mais burra quando é entrevistada em directo, e sabendo à partida que os votos não valem nada, levanto a suspeita que se calhar é o próprio operador televisivo que nos está a fazer de burros, ao eleger uma burra como vencedora e ao fazer programas como aquele… Isso não me deixa mais contente, antes pelo contrário, mas são contas de outro rosário.

Sim, o autor do blog vê a casa dos segredos, que posso dizer.. o terror fascina…

quarta-feira, novembro 30, 2011

De olhos bem fechados


O título e a imagem deste post têm em comum o pertencem a um filme, sendo essa a única semelhança entre ambos.

A escolha do título é importante pois para vermos bem, temos de abrir os olhos.

Sugiro então que o façam, olhem bem para a fotografia com "olhos de ver" e quando virem, ou não acreditarem no que estão a ver, façam como eu e vão ao vosso DVD, depois... comecem a pensar....

quinta-feira, novembro 17, 2011

A roda


Perguntei a um amigo meu alemão o que significava ser alemão na Alemanha, visto que ele não se sente muito alemão…. A pergunta, segundo ele, deveria ser antes o que é que significa ser um bom alemão.

O tópico dá pano para mangas mas grosso modo, os alemães são muito respeitadores da lei e da autoridade, muito ciosos dos seus valores de sociedade e de respeitabilidade, e portanto, ser bom alemão implica ter um bom trabalho e ser bem vistos pelos outros. Como os alemães vêem muito as coisas em bem ou mal, preto ou branco quem não se encontra nas condições em cima não é um bom alemão, e pela lógica germana é um mau alemão, um outsider, um troublemaker, e ninguém quer ser um troublemaker, pois estes são logo posto de parte.

A pressão social que isto gera sobre as pessoas é fortíssima porque para não ser um troublemaker, os alemães empenham todo o seu esforço em ser uma peça útil na sua sociedade o que se manifesta na sua forma eficiente de trabalhar e no seguimento cego das normas que regram o seu mundo. Se por um lado isto se reflecte numa capacidade de trabalho e organização afamada, também leva a que uma grande parte das pessoas se sinta á beira da exaustão e incapaz de parar, devido á pressão dos seus pares e com medo de se tornar um troublemaker e ser afastado pela grande máquina.

A analogia é inevitável e usada inclusive pelos alemães, no fundo toda a nação é como uma grande máquina e todos os seus habitantes pequenas peças, todas desempenhando a sua função com uma precisão de um relógio. Os troublemakers, os ousiders, são as peças estragadas e que devem ser identificadas e retiradas o quanto antes da máquina, sob pena de esta poder encravar. Todas as peças estragadas são um perigo à integridade da máquina.

Esta forma de encarar a vida colocou imensos e graves problemas à Europa e ao mundo nos últimos 100 anos, mas também nos trouxe BMW´s e outras coisas afins, é uma pena que toda esta eficiência não esteja ao serviço do bem-estar comum pois poderia fazer coisas extraordinárias.


E nós?


Fez no passado dia 12 de Novembro 20 anos do massacre de Santa cruz, os timorenses que até aí vinham a ser mortos em quase total silencio, acabaram por ter nessa tragédia um grito de alerta à sociedade mundial sobre o que se estava a passar em Timor leste. A história que se seguiu é conhecida, passo a passo foram conseguidas as condições que levaram à sua independência. Gosto de pensar que de certa forma, Portugal contribuiu para isso, foi muito bonito ver aquele cordão humano que juntou centenas, milhares de pessoas pelas nossas cidades para chamar à atenção para o que se passava em Timor.

Foi um exemplo impar pois normalmente é muito difícil juntar o pessoal aqui do burgo num projecto comum, o costume é cada um seguir o seu próprio caminho e a sua própria agenda. O que é uma pena pois a nossa história mostra que somos capazes de fazer coisas extraordinárias se nos empenhássemos em prol do conjunto e não das suas individualidades.

Se a Alemanha é uma máquina super eficiente, em que cada peça trabalha na perfeição executando o seu trabalho para o sucesso da máquina, Portugal por seu lado, é uma máquina em que algumas peças funcionam e outras não, umas dão 157%, outras 24% e nem sempre remam todas para o mesmo lado.

Se fossem carros, a Alemanha seria um Mercedes super tecnológico em que tudo seria calculado ao milímetro, Portugal ao invés, seria um carro velho cheio de mossas em que se punha gasolina e logo se via pelo caminho.

O alemão nunca vai compreender um português, e ainda menos se o nosso carro chegar á frente… aí, está o caldo entornado…

terça-feira, outubro 18, 2011

humanidade (ou falta dela)

Existe uma maneira fácil de acabar com o défice português, todos nós começávamos a trabalhar 16 horas por dia e a receber metade do ordenado, funcionários públicos e privados inclusive. As empresas não gastavam nada com segurança ou condições de higiene e o estado supervisionava tudo. Estou certo que no final de 2012 estaríamos a crescer no mínimo uns 10%.

A grande questão é, se é isso que queremos? Que pessoas somos e queremos ser? Que legado deixar aos nossos filhos?

Bem sei que cada vez me revejo menos neste povo mas independentemente dos nossos problemas sociais e culturais, que existem e devem ser melhoradas, temos também boas qualidades que em última análise nos definem como humanos. A verdade é que a Europa e também Portugal deveriam ser um exemplo de humanidade, mais que não fosse pelo seu passado histórico. Infelizmente esse legado é cada vez mais relegado para trás em nome de um capitalismo voraz que ignora tudo e todos, mesmo as mais básicas qualidades de ser, que nos diferencia, no limite, de uma vara de porcos.

O vídeo seguinte tem imagens chocantes, se é uma pessoa impressionável não veja, se acha que é uma pessoa que não se choca, não veja na mesma.

Muito simplesmente uma criança é atropelada e durante 7 minutos ninguém lhe passa cartão, é novamente atropelada e ninguém se preocupa nem um pouco.

Os portugueses têm muitos defeitos, aceito-os todos, até podemos estar na penúria e ser uns pobretanas e ter os políticos que temos, mas aquilo que mostra o vídeo nunca isto se passaria cá, tenho a certeza.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Pautas perdidas

À medida que a vida vai tomando o seu curso também a banda sonora que a acompanha vai crescendo, modificando, perdendo algumas folhas.

Este ano duas bandas que me acompanharam no final da adolescência decidiram terminar. Nos dias de hoje já mal as oiço, mas quando isso acontece é sempre bom.

Portanto e em sua homenagem aqui fica



sexta-feira, setembro 30, 2011

Informação desnecessária IV

Actualmente 1 euro equivale a 10.759,47 rublos da Bielorussia.

terça-feira, maio 31, 2011

Votar



Depois de ler os comentários que foram colocados no meu anterior post, e que desde já agradeço, achei por bem responder sobre a forma de um novo post, que vou tentar que seja o último em que fale abertamente de política. Pelos comentários e porque dizer simplesmente que se vota em branco ou em nulo não chega, aqui vai.

Há já alguns anos que nenhum partido em Portugal recebe um voto meu, e a principal razão é não me rever em nenhum partido, são todos farinha do mesmo saco…

Dos 5 partidos principais temos um partido comunista que, como diz o chavão, engoliu a cassete e não sai, nem um pouco, da uma linha do pensamento URSS 1918. O bloco de esquerda composto por uma elite rica de esquerda, que pese embora seja liderada por um excelente economista, vive noutro sistema solar e perde-se demasiado em temas como o casamento homossexual ou legalização das drogas. O CDS é liderado por um troca tintas e quando olhamos para os outros dois, temos dificuldade em delimitar as suas diferenças, exceptuando o PS ser liderado pelo politico mais mentiroso de sempre.

E a razão porque é difícil separar PS de PSD é que eles não existem com o propósito de defender Portugal diferindo apenas na ideologia e forma de agir. Não, ambos existem com o propósito de defenderem interesses económicos e outros, de vária espécie, responsáveis pela sua existência, e por detrás do alarido com que esgrimam argumentos, existe uma agenda oculta que não sendo directamente contra o País não é necessariamente a favor.

Claro que esta eleição é muito diferente de todas as que a precederam pois está em causa a reeleição de Sócrates, e sobrevivência de Portugal como o conhecemos.

Ora, se consigo entender a gravidade do primeiro factor, Sócrates não pode ser eleito novamente para o bem de todos nós, não vislumbro a mínima alternativa no horizonte e não se pode falar em verdadeira democracia quando se tem apenas 2 incompetentes para escolher! Se num boletim de voto apenas aparecesse Hitler e Estaline, como escolher? O menos mau? Como é que se pode fazer essa escolha de ânimo leve? Pôr uma cruz num deles e sair assobiando para o almoço de família?

Nada disto faz sentido para mim, como também não faz sentido, numa lógica de responsabilidade, estar a falar de estado social, referendos ao aborto, novas oportunidades, paquistaneses e andar a pavonear por feiras quando o País está á míngua, e prestes a ser governado por estrangeiros que imporão medidas draconianas para reduzir o défice. E o documento da troika? Pois… disso ninguém fala, não convém… o que é importante é ser eleito, depois de dia 6 quando Portugal for virado do avesso é que toda a gente vai começar a chorar, até lá o Fábio coentrão ajuda a animar a malta…

Como é possível votar nesta gente sem nos sentirmos enganados?

Eu não consigo…

Mas então e votar em branco resolve alguma coisa?

Antes de mais, votar em branco não é abstenção, abstenção é ficar em casa a ver um filme ou ir à praia, nas palavras de Campos e Cunha (que foi ministro de Socrates)

"(...) o voto em branco (ou deliberadamente nulo) é, do meu ponto de vista, um voto que me merece a maior consideração. É de alguém que se deu ao trabalho de não ir à praia, que participa na democracia mas que não se revê nos partidos e nas pessoas que se apresentam a votos. O voto em branco é um voto de protesto contra essas pessoas e esses partidos, em concreto. Mas não é um voto contra a democracia ou contra os partidos, em geral, como é a abstenção. Infelizmente, o nosso sistema eleitoral não distingue as duas situações. (...) O voto em branco (não a abstenção) é um voto politicamente consciente e deveria estar parlamentarmente representado por ninguém."

Subscrevo inteiramente, eu não o diria melhor.

Votar em branco é esvaziar moralmente o poder politico, é dizer ,não vos reconheço autoridade. Nos dias que correm aparecem apelos contra o voto branco, que não resolve, que inclusive são distribuídos pelos vencedores… todas estas falácias só aparecem agora porque cada vez mais pessoas votam desta maneira, e os políticos assustam-se pois precisam mais do povo que o povo deles.

E é possível que eu nunca mais vote?

Votarei num partido que seja liderado por uma pessoa honesta e que diga a verdade

Votarei num partido que diga que o estado social como existe hoje não é sustentável

Que diga que terá de aumentar a idade da reforma, mais que não seja pela inexorável marcha da demografia que faz de Portugal o 5º pais mais velho do mundo. Que diga que a reforma vai aumentar para os 70 anos, mas que à medida que se aproxima essa idade vai-se trabalhando cada vez menos horas, chegando aos 70 com umas 8 ou 10 horas semanais fazendo uma transição para a inactividade mais racional. E que imponha um limite máximo às reformas.

Que mostre as finanças publicas de forma clara e sem rodeios ao povo e que gaste apenas o que recebe e não embarque em dividas e mais dividas.

Que extinga os organismos não necessários e não tenha problemas em despedir funcionários públicos se for (e è) necessário.

Que reduza as forças armadas ao mínimo criando uma marinha forte e bem equipada e um exército muito reduzido e bem equipa e treinado. Reduzindo sobretudo as altas patentes…

Que reestruture o sistema de transportes em Portugal apostando em comboio normal (não TGV´s) e deixe de fazer auto-estradas. Não faça um novo aeroporto de Lisboa e desloque as low costs para Alverca se necessário. Que junte todas as empresas de transportes das capitais (Lisboa porto) numa só e que não façam percursos sobrepostos.

Que aposte em energias renováveis viáveis e não se limite a plantar ventoinhas que estão paradas a maior parte do tempo, pare as barragens que está a fazer e gaste um décimo desse dinheiro a educar as pessoas em poupar energia, e a transformar os edifícios por esse pais fora e torná-los mais eficientes energeticamente, pois o problema não passa por produzir mais mas em gastar mais eficientemente.

Que reveja as suas políticas de educação privilegiando uma politica de educação que prime pela exigência e não pelo facilitismo, que não se limite a não chumbar para não traumatizar, mas que também não caia no pólo oposto. Seria importante perceber porque chumbam os miúdos? Porque não se interessam e o que fazer para mudar, ouvindo as crianças, os pais e os professores.

Melhorasse a justiça impedindo que os processos se arrastem durante anos e anos

Fomentar os negócios produtivos como as industrias, agricultura e pescas para reduzir significativamente a nossa dependência do estrangeiro

Que construa uma cadeia especializada em presos por corrupção e comece a enche-la.

Que comece tributar as mais valias bolsistas e a tributar os bancos como todas as outras empresas

E que não os salve se forem á falência.

Que reduza a burocracia a sério

Que reduza o número de municípios e acabe com a figura do governador civil do presidente da junta e da assembleia municipal

Que privatize apenas o que dá prejuízo e mantenha as empresas que dão lucro.

Que tenha pulso firme, mas que saiba ouvir…

No dia em que um partido se proponha a fazer isto, ou pelo menos grande parte disto eu voto nele…

sexta-feira, maio 27, 2011

Ser ou não ser? eis a questão

Desta vez.... desta vez estou indeciso... Desta vez não sei em quem votar...

Não sei se vote em branco ou nulo...
 
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