sexta-feira, junho 15, 2012
Esperança
A fotografia acima é de uma árvore aqui em Lisboa, foi cortada rente a um altura de pouco mais de 1 metro de altura do chão, com o único propósito de a matar.
Há sempre esperança, mesmo quando tudo parece perdido.
quarta-feira, maio 09, 2012
Fakebook
sábado, maio 05, 2012
Temos treinador
sábado, março 17, 2012
Crenças
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
Verniz
Então Meryl Streep ganhou mais um Óscar, foi? Bom para ela…
Por: Anatólio Urso, um simples habitante de Svalbard
Arte
sábado, fevereiro 18, 2012
Porque o fim...*
Imaginem por uns instantes que o País onde vivem decidia, por decreto alterar o regime político vigente de democrata para uma ditadura. Que fariam se de um momento para o outro fosse legal os funcionários do estado entrarem nas vossas casas para vasculhar as suas posses, conhecer os seus hábitos e devassar a vossa vida privada? Bem, certamente muitas formas de luta seriam válidas uma das quais abandonar esse País.
Felizmente o nosso País não está assim, ainda, mas para lá caminhamos, e as empresas privadas aproveitam o balanço e também vão esticando as garras. Recentemente a Google anunciou que iria mudar as suas políticas de privacidade. Esta mudança pretende agregar debaixo de uma única política de privacidade todos os serviços que a Google oferece permitindo uma maior integração entre os mesmos
Dizem os senhores que dessa forma obteríamos uma melhor experiência de utilização. Na prática isto implica juntar todos os serviços Google desde o gmail ao Google plus ao youtube o blogger etc… sobre uma única conta/usuário. E aqui começam os problemas, pois se por um lado a Google elimina muita burocracia, também lhes permite fazer um mapa do usuário, saber que a pessoa X que tem conta gmail vê determinados vídeos no youtube e escreve cenas maradas no blog e por ai fora.
Naturalmente isto não me agrada nada pois não só gosto desta forma de actuar, como ninguém acredita que a Google faça isto só para simplificar, estão envolvidos alguns milhões em futuros lucros com publicidade, e claro, um maior controlo dos cidadãos.
Perante isto, e com alguma pena minha decidi trasladar o blog para outras paragens, tentei fazer um mirror do blog no wordpress mas a coisa não correu bem e apenas os títulos passaram, nada de conteúdo ou fotos, e passar à mão 240 artigos era uma tarefa gigante pelo que optei por um plano B.
Tomei então, a decisão de deixar de escrever aqui e dar o blog a outra pessoa, que se encarregue dele e seja capaz de o levar a bom porto mantendo o perfil actual.
Este é, pois, o meu ultimo post aqui no blogger, chuinf chuinf…. Tenho outro projecto em mãos que vou tentar fazer, mas que ainda carece de mais trabalho, quando estiver aceitável logo será comunicado aqui.
Entretanto os post continuarão a ser escritos com a habitual falta de regularidade, mas agora da autoria de um novo autor, a okenite desidratada, uma pessoa da minha inteira confiança, que eu conheço bem, e que não me irá desiludir pois tirando as artes estamos em grande sintonia, vejam este novo autor como um Alberto Caeiro que terá apenas de se resguardar das correntes de ar para que tudo corra bem.
*Nunca é o fim….
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
A teoria da conspiração
Quando pensamos em teoria da conspiração normalmente pensamos em nerds meio alucinados, que têm medo da sua própria sombra e que providos de uma imaginação sem limites, conjecturam todo os tipo de possibilidades umas mais rocambolescas que as outras.
Certamente que existirá muita gente assim, mas eu prefiro centrar-me naquelas pessoas que insatisfeitas com as respostas oficiais, com aquilo que é aceite como verdade, tentam encontrar respostas alternativas que forneçam uma melhor explicação para determinado assunto, e é tanto mais fácil que isto aconteça quanto mais frágeis foram as explicações e os argumentos. É pois inevitável, que perante uma história mal contada apareça logo alguém com uma explicação alternativa, que embora possa parecer fantasiosa convém não esquecer que a vida real é sempre mais imaginativa que a ficção.
Tomemos por exemplo o 11 de Setembro (o dos estados unidos, pois o que não falta por ai são 11s de Setembro…), aquilo que é mais aceite é que dois aviões embateram nas torres gémeas, a mando de Bin Laden, e as fizeram cair. (Depois do pó assentar) * e analisando os factos a frio, chegamos facilmente à conclusão que a história está mesmo muito mal contada, presa por arames a explicações frágeis e contraditórias, fornecendo assim, caminho fértil aos teóricos da conspiração.
O que é então a teoria da conspiração?
A teoria da conspiração é uma versão alternativa para a história aceite como real devido às fraquezas que esta apresenta.
O que cada um de nós precisa de ter em mente é que a história é escrita por quem a escreve, que normalmente são os vencedores, e que as possíveis coincidências com a realidade são meras coincidências. O que cada um de nós precisa de aceitar é que o mundo não é como nos contaram e por mais que custe não há nada como encarar a realidade, pois de outra forma corremos o risco de viver na m@trix, o que não é nada bom.

Ps* em sentido figurado
sábado, janeiro 28, 2012
Postas de pescada

6 anos a mandar postas de pescada... sim senhor....
Sugestão de confecção
Uma vez que a pescada é um peixe muito seco nós costumamos fazer da seguinte maneira:
Junta-se um pacote de natas a uma embalagem de sopa de cebola da knorr ou de outra marca que não do pingo doce, faz um molho e rega-se as postas/medalhões de pescada.
Leva-se ao forno a assar.
acompanha-se com qualquer coisa e fica muito bom...
Ps, não pense que lá porque está a comer peixe está a seguir uma dieta saudável, a dita sopa de cebola altamente artificial e ainda por cima com natas, vai fazer o seu colesterol subir à troposfera.
domingo, janeiro 08, 2012
Pingos

Os vertebrados (do latim vertebratus, com vértebras) constituem um subfilo de animais cordados, compreendendo os ágnatos, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Caracterizam-se pela presença de coluna vertebral segmentada e de crânio que lhes protege o cérebro[1]. (in wikipédia)
A Coluna vertebral, é uma das coisas que nos distingue, por exemplo, dos moluscos e de outros animais sem ossos, isto biologicamente falando pois também poderá ser entendida como uma metáfora para o facto de podermos andar erguidos, orgulhosos e honrados em oposição a sermos uma matéria esponjosa que se contorce conforme as marés.
E marés há muitas, muitas mais que marinheiros que nestes tempos difíceis serão postos à prova, nas suas habilidades náuticas, em levar o barco a porto seguro.
Ao que parece, o mar português anda bastante agitado, ao passo que o mar holandês oferece ondas mais suaves e ventos mais amenos. Parece ter sido essa razão que levou Soares dos Santos, esse grande patriota, a vender parte do seu património a uma empresa sua na Holanda. Foram 15% de razões para que Soares dos Santos agisse como agiu, 15% que vai poupar em impostos que são de apenas 10% nos países baixos. Foi um golpe muito baixo de uma pessoa que até há pouco tempo dava lições de patriotismo aos nossos políticos e por essa razão ainda lhe fica pior do que aos outros que lhe antecederam as pisadas.
Defendia-se no jornal expresso que “tinha o direito a defender o seu património”. Pois tem caríssimo, e cada um luta com as armas que tem, eu, como não posso pagar impostos noutro pais mais favorável, vou optar por retaliar optando por não fazer compras no pingo doce, pela minha parte deixou de pingar para os seus lados. Bom seria que toda a gente fizesse o mesmo, assim certamente iria arrepiar caminho, é que 15% de zero, é zero.
Infelizmente o que vai acontecer é isso mesmo, zero, o pingo doce pode fugir para onde quiser e fazer o que bem lhe apetecer e apenas por uma pequena e simples razão… porque pode… e pode porque nada lhe irá acontecer de negativo, é que as pessoas cada vez são menos vertebradas. Perante um acontecimento ignóbil todos se levantam em protesto para no minuto seguinte virarem as costas como se de nada se tratasse e tudo estivesse bem, como se uma onda repentina nos agitasse momentaneamente para depois seguirmos o nosso rumo… sem rumo…
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Férias itinerantes
Apercebi-me que este blog anda muito negro e depressivo, o mundo (ainda) não acabou, vamos pois concentrarmo-nos em coisas boas que vão ser necessárias daqui para a frente.
Aqui segue o tradicional post das férias que ficou na gaveta à espera do frio, só o post saberá porquê
A distancia é um conceito que tanto tem de objectivo como de subjectivo. De Tróia a Lagos, com passagem pelo Cabo de São Vicente são pouco mais de 300 km e 300km são 300km aqui e em qualquer lado do planeta, mas uma coisa é faze-los de carro, outra é fazer a pé ou de bicicleta.
E foi precisamente de bicicleta que nos propusemos a fazer toda a costa vicentina desde a península de Tróia até ao cabo de são Vicente, sempre em bicicleta e em ritmo de passeio para poder apreciar uma das mais belas paisagens de Portugal. O passeio seria feito em 5 dias e com carro e apoio. Podíamos fazer em menos tempo, 3 dias seria possível, mas implicava pedalar o dia inteiro e não dormir em parques de campismo pois o trabalho de montar as tendas é um martírio ao fim de uns dias, além de que uma cama confortável sabe sempre bem principalmente depois de um esforço físico.
Aqui deixo um relato mais ou menos resumido do que fizemos com algumas fotos e percursos que poderão servir a quem se quiser aventurar também
Dia 1
Partimos de Lisboa, já a pedalar até à estação de Roma areeiro onde apanhámos o comboio da fertagus para Setúbal. A fertagus deixa levar a bicicleta gratuitamente no comboio desde que não seja em hora de ponta, e como percebemos no regresso, apenas 2 bicicletas por carruagem (depende da boa disposição do revisor).
Chegamos a Setúbal e apanhamos o ferry para Tróia, aqui também não se paga mais pela bicicleta desde que seja depois das 10 da manhã. Convém chegar cedo no verão, mas há sempre a vantagem das bicicletas não terem de esperar na fila como os carros (que em Agosto custa bastante).
A Arrábida ao longe serviu de inspiração e assim que chegámos a terra firme atacámos a primeira etapa que terminaria na Galé, juntamente com um grupo de amigos que se juntaria a nós nesse dia (o trabalho impediu de fosse mais tempo).
O trajecto foi feito todo em estrada e praticamente plano sem problemas de maior. Há que ter muita atenção ao trânsito que pode ser muito intenso no verão por causa das praias, depois da comporta alivia. Um piquenique em frente da prisão de alta segurança de pinheiro da cruz e num instante chegamos à galé, saímos da estrada principal e fizemos 5km em estrada batida até ao parque de campismo. Quando delineei os trajectos tive oportunidade para ler que a estrada de terra batida era muito má, mas nada me preparou para aquilo! Foi a pior estrada de toda a viagem, foram 5 km mas custaram bastante em todo o corpinho….
O parque da galé foi uma boa surpresa, bem equipado, bonito e pertíssimo da praia, mais perto era impossível. A praia também é muito bonita, o único senão são os mosquitos, muitos e terríveis!
Dia 2
Saímos os 4 da galé com destino a porto covo. O pior desta etapa foram os km iniciais para sair do parque (outra sova) e o calor do final da etapa. Passamos por Melides, almoçamos em Sines onde ainda apanhámos a ressaca do festival músicas do mundo e chegámos a porto covo. Ficaríamos essa noite no parque de campismo de porto covo. Não foi fácil entrar, primeiro porque fomos atendidos pela ovelha choné, depois porque o parque estava praticamente cheio e não pudemos reservar com antecedência, lá conseguimos um buraco para pormos as duas tendas. O parque é bastante básico mas faz o serviço.
Porto covo é uma vilazinha pitoresca que sofre inflamações de verão, como que picada pelos mosquitos da galé, no inverno não se passa nada, mas no verão a população deve multiplicar-se por 100 e incha de gente. Foi este último cenário que encontrámos, montes de gente na rua, animações e musica, toda a gente animada. Vale pena visitar
Dia 3
Esta iria ser a etapa mais longa da viagem, como se nisso não bastasse, alguém, (eu) teve a ideia de se ir visitar a ilha do pessegueiro e fez-se um “pequeno desvio” de 10km. 10km não é muito, mas de bicicleta a coisa toma outra proporção e quando chegámos ao final o meu conta km marcava 67km. Apesar dos km, o trajecto não tinha dificuldades, uma ou outra subida mas nada de outro mundo. Almoço em Vila Nova de Mil fontes junto á praia, passagem em Almograve e cabo sardão, destino final parque de campismo do Zmar.
Foi nessa altura que nos amaldiçoamos por não termos trazido tendas instantâneas, depois de tantos km, montar a tenda era tudo o que não nos apetecia.
O Zmar é um parque de campismo com um conceito diferente, aconselho a visitar o site deles para mais informação e quem puder não hesite em lá ficar, leve a família e fique uns dias. É o parque de campismo com melhores condições onde já fiquei, tem uma piscina de ondas e outra exterior com mais de 100 metros (eu medi). É um pouco mais caro mas vale a pena. Como único senão a falta de árvores que lhe confere uma aridez algo inóspita. O chão tb é duro…
A partir desse dia teríamos mais 2 amigos a pedalar connosco, seriamos 6 a chegar ao Algarve.
Dia 4
Com o quarto dia chegaria aquela que supostamente seria a etapa mais difícil de todas, 650 metros de acumulado e mais de 50km com 2 subidas mais íngremes. Ao contrário dos outros dias optamos por não sair logo de manha para aproveitar mais o Zmar pois as piscinas souberam a pouco no dia anterior. Íamos sair com o calor mas chegaríamos ao fim, na arrifana, pelo fresquinho. Saímos do Zmar sobre um calor tórrido seguindo Alentejo abaixo. Na herdade da casa branca ultimavam-se os preparativos para o Sudoeste, mas a nossa música era outra. Paragem estratégica na Zambujeira do mar para reforçar o estômago e preparar-nos para as subidas e descidas que íamos ter ao longo da costa.
Chegados a Odeceixe tínhamos a primeira subida digna desse nome pela frente, optamos por subir pela vila dentro para evitar trânsito, mas para além de mais inclinado o piso em empedrado não facilita a ascensão. Vencida Odeceixe o caminho é bastante rolante até Aljezur. O calor já amainava e a paisagem ia ficando cada vez melhor.
Em Aljezur virámos para a arrifana, outra subida bem inclinada, mas uns mais depressa que outros vencemos a adversidade e chegámos ao topo. Mais uns km em sobe e desce e estávamos na pousada da Juventude total 58km. Hoje merecíamos uma cama! Banho tomado, missão cumprida e um por do sol magnifico, que mais desejar….
Dia 5
Esta seria a etapa da consagração, e depois do dia de ontem seria bem mais fácil… puro engano! As subidas não eram tão íngremes e fizemos um desvio pois foi-nos dito na pousada que a descida para a praia do cavaleiro não era aconselhada para bicicletas de cross country, apenas all mountain, pelo que arrepiámos caminho e fizemos o percurso de volta até Aljezur, o que facilitou a etapa. O grande problema foi mesmo o vento, o vento era tão forte que nem dá para descrever, a dada altura na praia da bordeira tínhamos que pedalar para descer! E foi assim o caminho todo até Vila do Bispo, uma etapa que até seria simples tornou-se muito difícil, a mais difícil de todas.
Mas não ia ser um vento, por mais forte que fosse, que nos iria impedir de chegar ao destino final ali tão perto. Almoçámos em Vila do Bispo e seguimos até ao farol do cabo de São Vicente. Ao fim de tantos kms tínhamos chegado… foi uma óptima sensação.
Ficamos essa noite e o dia seguinte no parque de campismo de Sagres, talvez o mais fraquinho de todos, muito simples só para usar de passagem, mas a palavra de ordem era descansar e retemperar forças e um pouco de praia.
Dia 6
E pronto, faltava só pedalar um pouco mais até lagos onde apanharíamos o comboio de volta a casa, apenas 30km, mas o vento voltou a atacar forte e feio até Vila do Bispo fazendo-nos perder muito tempo pelo que os nossos planos de encontrar caminhos alternativos ficaram para segundo plano e fizemos todo o trajecto até lagos pela EN 125. Esta estrada é de todo desaconselhada para bicicletas mas como tem berma na maior parte do percurso e não é este o troço mais perigoso decidimos arriscar. Conseguimos chegar a horas ao comboio.
Por a bicicleta no comboio em Portugal é um desatino, quando estive na Noruega reparei que os comboios têm um vagão inteiro para bicicletas, o nosso tinha um pequeno cubículo onde cabe pouco mais de uma meia dúzia, e estavam umas 15 bicicletas para serem despachadas. Felizmente os revisores estavam muito bem-dispostos e fizeram de Júlio isidrio a colocar pessoas num twingo e couberam todas! Nota mental, para a próxima reservar com antecedência para não haver surpresas. A viagem foi calma até Lisboa e demorou um pouco pois para transportar bicicletas é preciso apanhar o regional que vai parando por todo o sítio. Em Tunes tem de se mudar de comboio porque a concordância foi destruída aquando da expo 98 para se fazer um viaduto. Nem vale a pena pensar porquê….
Um total de 338km em cima da bike, foi um passeio inesquecível e revelador do que somos capazes de fazer quando realmente nos empenhamos. A costa vicentina é um dos meus sítios preferidos e agora vou vê-la com outros olhos, nunca mais será a mesma.
percursos
Dia 5 Arrifana - Cabo de São Vicente






