sábado, janeiro 02, 2010

a vidente

E como o verde é a cor da esperança ele dirigiu-se a vidente.......

O Sporting ainda vai ser campeão este ano???




Deve ser verdade deve..............................................................

chuva


Os nossos jornalistas gostam mesmo é de sangue, agora que tem chovido imenso vão a sítios como o Reguengo do Alviela entrevistar os autóctones e perguntam em tom alarmante

Então a cheia? Vem ai… tem medo???

Qual quê, isto é uma alegria, estava tudo seco e a chuva é uma bênção…

A resposta é linda, e suficiente para o jornalista enfiar a viola no saco (leia-se microfone) e voltar cabisbaixo para o sítio de onde veio, faz-me lembrar quando eles vão a Bragança perguntar se está frio…. Enfim…

Foi só um parêntese



Está a chover como caraças, dirão alguns, mas se calhar é preciso….

É costume dizer-se (a chuva vai continuar até quarta feira e depois vem o bom tempo…) e porque é que chover não pode ser bom tempo? Acontece que eu gosto chuva! Há já alguns anos que me reconciliei com a chuva e desde então recebo os dias húmidos sem a habitual carantonha deprimida. Deixa chover, irriga os campos, lava-me o carro e remove a porcaria que se acumula em todo o lado. Gosto de adormecer e ouvir a chuva lá fora. Gosto de chuva nos campos, na obra, nos rios, nos vidros, em cima de mim. Não gosto de chuva nos filmes…

Passo a explicar… como um quadro ou um livro, qualquer expressão artística socorre-se de artifícios uns mais subtis que outros para querer dizer alguma coisa sem o explicitar. Assim, quando aparece chuva num filme isso significa que vai haver uma mudança, personagens que se zangam, comportamentos que se modificam, algo que ate ai se mantinha constante e que após a chuva muda completamente. Agora não me ocorre nenhum exemplo mas estejam atentos ao próximo filme e à chuva que vai aparecer e poderão comprovar o que digo.

Claro que sabendo isto fico chateado quando vejo chuva nos filmes por duas razões, principalmente porque acontece em todos os filmes, chuva = mudança, e eu acho que não deveria ser assim, onde está a liberdade do realizador, e chover quiser ter outro significado? e se chover só por chover. Será que um artista é mesmo livre para criar? Ou está sempre preso a estes pormenores para fazer valer a sua palavra?

E se eu quiser pintar o sol de azul apenas porque sim?

E dou por mim sentado em frente ao ecrã a pensar… And here w e go again…

Claro que se calhar existe uma razão para que a chuva apareça na mudança, é que a chuva muda… lembro-me de isso me acontecer a mim, a nós… e de sentir um aperto, um aperto bom.

Na passagem de ano choveu, e choveu precisamente ao som da meia noite, e pensei não em mim mas neste pais que tanto precisa de uma chuvada valente, para limpar tudo mas principalmente as pessoas….

Por isso, que continue a chover……..a chover………… a chover…………..

Axo mal


Conforme a alexandrite já escreveu aqui o sistema nacional de saúde é uma vergonha, por isso, quando fiz 26 e perdi o direito à ADSE os meus pais decidiram fazer-me um seguro de saúde, a coisa funcionou bem até ao ano de 2008 altura em que precisei de o usar bastantes vezes e para me “agradecer” a seguradora aumentou o “prémio”.

Decidi mudar de seguradora…

Tudo corria bem até fazer anos, duas semanas antes de completar 32 anos recebi uma bela cartinha em casa a dizer que o dito prémio iria subir…. Não devia ser assim, mas à medida que envelhecemos o seguro de saúde vai subindo de preço, a explicação é simples, vamos ficando mais velhos e precisando cada vez mais de cuidados de saúde e as seguradoras não foram feitas para perder dinheiro… está mal, mas é assim que funciona e não vale a pena procurar outra pois são todas assim.

O que me irritou não foi o conteúdo mas a forma, a carta não dizia que me iam aumentar o seguro devido à minha mudança de escalão etário, dizia que iam aumentar o seguro devido à minha eventual mudança de escalão etário… Ora partindo do principio que eu só não mudo de escalão etário se morrer, basicamente o que a minha seguradora me quis dizer foi: se você não morrer até domingo 13 a gente vai aumentar-lhe o seguro (só faltou por um smile no fim da frase).

Se calhar é psicologia invertida, no fundo a pessoa fica contente por ver o seguro aumentado porque isso é bom sinal, é sinal que continua vivo!

Eu.. axo mal

domingo, novembro 15, 2009

paredes


as pessoas são como paredes de diferentes materiais, ao atirarmos uma bola com a mesma força, o seu comportamento será diferente, umas refletem outras refratam outras absorvem, com mais ou menos força, com mais ou menos intensidade. Um milhão de materiais diferentes, um milhão de comportamentos.

o dificil é saber com que tipo de parede é que estamos a falar.

domingo, outubro 11, 2009

water closet

Estou certo que qualquer pessoa que leve a si a responsabilidade de construir a sua própria casa se depare com a grande dificuldade de montar uma casa de banho, tal é a variedade de material que temos à escolha, se juntarmos a isto uma cara metade com opiniões diferentes a coisa fica ainda mais complexa… é um pouco como aqueles treinadores que têm uma grande equipa e não sabem bem quem por de inicio, só que aqui a dúvida é que cor de azulejos usar e será que ficam bem com aquela banheira???

A vida é feita de escolhas, e quando perante um problema, se existir apenas uma solução tudo fica mais simples.

É isso que se passa em Viena, talvez para simplificar o modo de vida dos austríacos parece haver apenas um modelo de casa de banho, e sobretudo apenas um tipo de sanita. Um pesadelo para quem não suporta a normalização que é agravado pelo tipo de sanita que foi eleito… e qual é a tal sanita?

Apresento-vos a por mim apelidada sanita planalto…




Acho que a imagem fala por si, e a bem do nível do blog não vou aqui descrever o desenvolvimento de uma utilização normal neste sanitário. Fácil também se torna áqueles de imaginação mais fértil, a utilização desta sanita numa altura de maior aperto…

Mal de nós, habituados que estamos aos nossos lavabos depararmo-nos com isto… mas o pior é que parecia não haver muita imaginação no design de lavatório austríacos pois 95% das casas de banho por nós frequentadas tinham este tipo de sanita, e acreditem, todas as casas de banho frequentadas foram analisadas quanto ao tipo de sanitas...

Como parece não haver muita imaginação na Áustria aqui deixo o link da roca onde os sharzeneger s podem tirar umas ideias…


segunda-feira, outubro 05, 2009

eslovenia em imagens

A antiga jugoslávia era formada por republicas, A Servia, croácia Eslovénia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Macedónia, e com tanto pais o seu ditador, o marechal Tito escolhia a Eslovénia para tirar férias…. Porque será?

Em vez de ficar aqui a explicar como o sitio é giro desta vez vou fazer uma reportagem fotográfica…


Ljubliana, vista do rio,

Cidade pequena, limpa e pacata, foi pena o tempo encoberto pois teria certamente outro encanto.




Vistas de piram,

Os eslovenos só têm 40 km de costa, mas são quarenta km que valem bem a pena, e sempre têm o adriático com agua quente e calminha, o que lhes falta é a areia, que para mim até é uma vantagem…





Vista do 3 maior desfiladeiro subterrâneo do mundo,

A Eslovénia é um autentico queijo suíço, é grutas por todo o lado, a foto acima não foi tirada por mim pois é proibido tirar fotografias nas grutas, foi sem dúvida a melhor que visitei, pela grandiosidade da caverna principal quer pela forma como a guia conduziu a viagem.
(nota, a foto está demasiado clara, na realidade a gruta é bem mais escura).


Lago bled,
Era aqui que o senhor marechal passava ferias… tratava-se bem, o senhor….



Quedas de água às paletes… e esta nem sequer é das melhores….

domingo, setembro 27, 2009

bolos à parte

Como sabem, eu sou muito guloso por isso não vou voltar a dize-lo…. Bolas já disse…

Uma imagem que irá ficar de Viena é a do sacher torte… diz a história que um dia hà 175 anos atrás um senhor chamado Franz Sacher inventou a receita de um bolo de chocolate. O bolo na minha descrição é um bolo de chocolate simples coberto de chocolate preto e com um pequeno selo de garantia também de chocolate, é servido com natas para não ser tão maçudo. Poderia estar aqui a rasgar-me em elogios ao bolo mas não é necessário, se um bolo é vendido desde hà 175 anos é porque deve ser bom…..

O ataque ao sacher deu-se no café do próprio hotel Sacher onde é feito o melhor bolo Sacher, e de facto o bolo é divinal, doce mas não muito roça a perfeição. O preço? 4,80€… é muito por uma fatia de bolo? É mas como dizemos nestas alturas quando é a próxima vez que visito Viena? Talvez nunca mais, por isso venha dai o bolo e já agora, um chá verde com ervas do bosque pelo mesmo preço de um sacher.

Enquanto degustava o bolo não pude deixar de pensar que sou, éramos, uns privilegiados, quantas pessoas terão a mesma oportunidade que eu tive, de comer um bolo fantástico… quantas pessoas vivem com menos de um euro por dia? E se pensarmos nas pessoas que vivem com menos de 5 euros por dia esse número cresce ainda mais!

Dá que pensar, quando nos queixamos que a nossa vida é má, devíamos morder a língua e pensar que muita gente está bem pior que nós. Devíamos sim dar graças por termos o que comer, vivermos num pais seguro podermos estudar e ser livres para escrever num blog.

Algo está muito errado no mundo




referenciais II



Bonito não é?

Lembro-me, um dia, de andar às voltas com um pedra sem perceber muito bem se estava perante um fóssil ou um mineral (às vezes não se percebe muito bem). Ao mostrar o espécimen a um colega espanhol que estava por cá a fazer um erasmus ele respondeu, António, depende da pessoa a quem o mostrares, se for um professor de mineralogia dirá estar perante um mineral, se for um paleontólogo ele não terá dúvidas em afirmar ser um fóssil…

No fundo, as pessoas vêem o que querem ver e não necessariamente aquilo que as coisas são. Isto pode ser extrapolado para um sem número de situações similares. Se não gostarmos de alguém o que ela nos diz está à partida errado , mesmo que esteja certo e por ai adiante.

De certa forma eu já tinha consciência disto, mas mesmo racionalizando é difícil não fazer estes “juízos” de valor. Desde já recomendo a leitura do livro irracional.

Bom, e a foto em cima?

Estas foram umas férias muito movimentadas onde passei por 4 países, uma daqueles férias que quando acabam se quer mais férias para se descansar. Passei pela Áustria, Eslovénia, Itália e Croácia. A ideia inicial seria visitar a Eslovénia, mas como a minha adorada TAP não faz voos directos para a Eslovénia as viagens foram via Viena (3 dias) e regresso por Zagreb em que só pernoitaríamos uma noite porque já sabemos, aquilo é muito feio.

Começando pelo fim, Zagreb é uma cidade muito feia. A entrada deu-se pela principal auto estrada que liga ljubliana à capital croata. E logo logo deu para perceber que se estava perante um pais diferente, onde não faltaram inúmeros edifícios da Alemanha de Leste (expressão por mim empregue para apelidar aqueles edifícios de apartamentos enormes cinzentos e enfadonhos e a cair de podre).

Com a malas já entregues ao hotel, (de que falarei mais tarde) passeamos por Zagreb. A cidade tem o seu centro histórico mas o resto é mesmo muito feio. Os comentários pouco simpáticos para com a capital croata foram-se repetindo entre o grupo até nos depararmos com o edifício da fotografia acima…

Estava eu a fotografar semáforos quando me deparei com aquilo. Não sei se sofreu um incêndio ou se ainda é resultado da guerra dos Balcãs, mas que estava em mau estado estava e a fotografia não lhe faz jus…

Após fotografar o objecto virei-me para a esquerda e deparei-me com outro edifício que dominava a praça…




O que estão a ver é o teatro de Zagreb, que em contraste absoluto com o prédio em ruínas é lindíssimo.

Como é possível que perante duas imagens tão distintas todos nós nos focássemos só naquilo que é mau?

Porque era o que estávamos à espera. Se Zagreb é feia então só faria sentido que fosse o prédio a existir e não o teatro…

A realidade é sempre o meio termo, nem Zagreb é assim tão feia, nem a Eslovénia assim tão bonita, nem os austríacos todos umas bestas…

Ok… se calhar a Eslovénia é assim tão bonita….
 
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