quarta-feira, março 26, 2008

CU

Agora que vou comprar um carro novo a minha mania das matriculas conheceu novo ânimo.

A ideia é andar à coca de uma matricula mais recente do que a ultima que acabámos de ver.


Tudo começou quando as matriculas mudaram e passou-se a ter as letras no meio, a minha curiosidade levou-me a andar á procura do primeiro carro com essa particularidade, os AA, mas depois foram os AB´s e os AC´s e por ai fora… sempre à procura de uma matricula mais recente, a ponto de muitas vezes nem ligar ao carro e só querer saber da matricula.


Depois passou-me, mas agora que terei um carro novo (mais tarde ou mais cedo) estou muito curioso na matricula que me irá calhar. Actualmente vai se no FJ pelo que o carrinho será um FJ ou FL, ou se tudo se atrasar ainda mais, um FM. FM soava muito melhor que FL ou FJ, mas mais vale um FL agora que um FM depois… ehehe… FI é que não! O que por pouco ia acontecendo….


E não… não se trata de um preciosismo, isto é um assunto muito importante pois as matriculas fazem parte da estética do veículo, além de que permitem uma série de trocadilhos e baptismos que podem ser bons ou muito desagradáveis.


A título de curiosidade a matricula CU foi abolida pela DGV, isto tudo porque todas as pessoas que queriam matricular os seus carros estavam a fazer um compasso de espera para que a sua viatura não foi um CU. Como os processos se estavam a arrastar a DGV teve de tomar uma atitude e deixou cair a terminação passando do CT para CV.


Agora imaginem que tinham um CU, ou melhor, que o vosso carro era CU, já pensaram na quantidade de trocadilhos que iriam sofrer por causa disso?


“olha olha, agora tens dois…”

“vê-lá se lavas o carro tens o cu todo sujo”


And so on, and soo n…


Já para não falar na eventualidade de ter um acidente o que só por si já era mau lá teria de gramar com “olha, foram-te ao CU…”

Estou ansioso de ver o que me calha….

sexta-feira, março 21, 2008

Farol parte III (vida de faroleiro)

E o que faz um faroleiro?

“Ser faroleiro? É o melhor emprego do mundo, recebem bem e não fazem mais nada a não ser pescar o dia todo, e dormir de noite…. Ah sim, e ligam e desligam o farol J” e ainda por cima têm adjuntos!!

Se isto é o que faz um faroleiro o que farão os seu adjuntos? Confesso que não fiquei nada entusiasmado com o trabalho de faroleiro. Mas enquanto visitava o farol lembrei-me de quando trabalhava em alter do chão e tive de acompanhar uns arqueólogos. Nessa altura, revirei os olhos e pensei “ que seca, aturar esta gente que fica entusiasmada com cacos de barro só porque tem 2 mil anos, como se isso fosse alguma idade importante.” Mas claro que não brindei os arqueólogos com este desprezo porque não consegui. Não consegui porque vi neles e no trabalho que faziam, o mesmo amor com que olho a geologia e aquilo que faço.


Com a mesma paixão falou-nos o faroleiro, da torre, das lentes fresnel, de todo o mecanismo do farol, das bóias que têm de colocar à entrada da barra, de todos os outros faróis espalhados por Portugal…. Como não gostar ou não nos sentirmos entusiasmados com os faróis os faroleiros e a sua importância?


Pode não ser um trabalho tão movimentado como o meu mas é bem importante.

farol parte II (jogos de luz e sombras)


Farol: estrutura elevada, habitualmente uma torre, dotada de um potente aparelho óptico (fonte de luz e espelhos ou reflectores), cujo facho de luz é visível a longas distâncias.


A ideia, desde há incontáveis décadas sempre foi o de orientar a navegação, ajudar as embarcações a encontrar o caminho para terra, evitar um futuro sombrio nau(fragada) algures em parte incerta.


Serve o foco de luz para guiar as embarcações para porto seguro, e foi assim que me senti, como um barco, que após longo tempo à deriva encontra um porto seguro, sem que o esperasse, no meio da confusão, das ondas e dos ventos, a luz foi aparecendo, e sendo cada vez maior me guiou a terra, a um porto seguro.

Farol parte I


O convite…. 4 Dias num farol, amigo de infância, namorada do amigo, amiga da namorada, visitar o Algarve e Sevilha no super-kadett, passear na praia no Inverno, comer barriga de atum ….


Sim, como se eu precisasse de muitas desculpas para passear…


Confesso que tinha algum receio do nosso meio de transporte, apesar de ter feito todas as minhas viagens em carros velhos, não me sentia muito confortável numa viagem a Sevilha num carro com 21 anos…. Mas aquele carro não é um carro normal e claro está não nos deixou mal. Quem nos deixou mal foi o meu estômago que numa rara crise estomacal não aguentou com duas mega tostas de frango e atum carregadas de maionese e manteiga, (vá-se lá saber porquê?). esta… gravidez sevilhana… prejudicou bastante a nossa visita ao pais vizinho, e para ser resolvida teve de englobar uma visita nocturna às urgências de vila real de santo António, confesso que estava um pouco receoso pois vê-se tanto alarido com as urgências hospitalares que não sabia bem o que esperar, mas tudo correu bem, se Sevilha me passou ao lado, o resto do Algarve foi apreciado com muito mais força.


Gosto do Algarve, mas apenas nesta altura, deserto de turistas, mais calmo e sem confusões e com preços normais. Ao passear na ilha de Tavira onde apenas os ouriços e as gaivotas davam sinal de vida imaginava com seria aquilo no verão, apinhado de gente, um horror sem dúvida…


Só faltou mesmo a barriga de atum, tanto alarido com um prato de comida, não percebia. Seriam as vísceras retiradas da barriga e depois recheada com outros petiscos? Mas se é assada? Não percebo. Após termos desistido de procurar um restaurante com o dito petisco, lá perguntámos o que era.


A barriga de atum é a parte mais cara e nobre do atum, é a parte do lombo de grande grossura. Aquilo que nos foi explicado é que é cortada do peixe fresco e deve se logo preparada porque senão perde qualidades e estraga-se. Além disso ao que parece os japoneses adoram barriga de atum, para fazer sushi e sashini chegando a pagar 200 euros por kilo. Dai ser difícil encontrar nas nossas bandas.


Fiquei fã de faróis, espero voltar em breve.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Dor de cabeça

7:30 da manhã, vindo directo do turno da noite onde poucas coisas correram bem só pensava em ir-me embora para casa e dormir… Estava no balneário a trocar de roupa, tirei o fato macaco e curvei-me para o por no cesto da roupa suja, descuidei-me e bati com a cabeça no secador das mãos, mesmo na quina. Perdido de dor levei as mãos à cabeça e ia começar a praguejar. Olhei-me ao espelho para ver se tinha aberto a cabeça e não pude deixar de reparar no pequeno autocolante que têm todos os espelhos dos escritórios da mina:

Está a olhar para o grande responsável pela sua segurança

Adoro quando as palavras certas aparecem no momento certo….

E nem sequer fez sangue…..

terça-feira, fevereiro 19, 2008

A outra face da moeda


Publicidade enganosa…. Enganosa, enganosa não é, porque infelizmente aqueles defeitos existem mesmo, podem é ser em pequena concentração, medidos em ppm´s e claramente suplantados por outras qualidades.

Sim porque não existem pessoas perfeitas, essas já se suicidaram por não terem nada que alcançar nem ninguém à sua volta para os ajudar no caminho, para quê, se já são perfeitas?

Amanha vou a um stand de automóveis, o vendedor vai-me enaltecer as performances do veículo e tentar convencer-me que tem tudo o que eu preciso para ser feliz, claro está que o que não interessa ele vai certamente olvidar.

Sou mau a vender-me mas posso sempre melhorar, nunca é tarde para mudar e por isso aqui vai um novo perfil apenas com coisas boas.

Quer dizer, o que é bom para uns é mau para outros….

Bolas, lá estou eu, será que há por ai um livro de publicidade para totós?

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Pé no travão (ainda com mais força)!

Por falar em fundamentalismo. Saiu uma notícia nas últimas semanas que falava que o governo estava a ponderar baixar o limite de velocidade dentro dos centros urbanos para 30 quilómetros horários. A princípio nem liguei muito, pensei, “Ok, mais uma ideia louca de alguém que passa demasiado tempo no gabinete e como tal com pouca percepção da vida real”. Mas depois lembrei-me que os limites de velocidade na mina são de 20km horários! E como eu não os cumpro, (nem de perto nem de longe), qualquer dia ando mais depressa na mina do que em Lisboa…

Sou só eu ou há algo de errado nesta história?

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Sinais de fumo



Faz já 1 mês desde que entrou em vigor a nova lei do tabaco. Não deveríamos estar muito contentes por isso, porque leis como esta nem deveriam ter de ser aprovadas. A lei é apenas uma variante de muitas outras que já estão em vigor por essa Europa fora à Eons, mas como para tudo, aqui a Portugal chega tudo sempre mais devagar, excepção feita ao preço do petróleo.


Após um mês, acho que é chegada a altura de um balanço da minha parte.


Tendo eu uma relação de total aversão com os cigarros, devo dizer que fiquei bastante satisfeito com a aprovação desta nova lei, foram muito anos em cafés, restaurantes escolas e sabe-se lá onde a levar com o fumo dos outros, ainda por cima eu posso não gostar do fumo, mas ele gosta muito de mim pois vem sempre ter comigo onde quer que esteja, a ponto de já nem me preocupar muito na escolha da cadeira… eu sou (era)?, aquilo que se pode chamar um fundamentalista…


Hoje acho que já não sou fundamentalista, até porque existe gente muito pior que eu. Talvez esteja mais velho e mais ponderado (não me parece) ou talvez porque trabalhando na mina não me venham falar em tabaco quando já devo fumar uns 80 maços por dia.


A verdade é que cada vez tenho mais simpatia pelos fumadores, não concordo com a escalada dos impostos pois vejo-o como uma maneira muito pouco ética do governo ir buscar dinheiro. Acho-a pouco ética pois está a aproveitar-se da fraqueza das pessoas que por serem viciadas são “obrigadas a comprar o tabaco”


Depois porque em alguns locais esta lei está a ser muito mal aplicada, claro que não se pode fumar no local de trabalho, plenamente de acordo, mas e se o local de trabalho for uma propriedade ao ar livre com 35 hectares? Faz algum sentido obrigar alguém a pular a vedação para não infringir a lei?


Mas isto também é muito tuga, esta propensão para o exagero, ora não temos nada ora temos tudo. Esta lei do tabaco faz-me lembrar a tolerância zero. As nossas estradas são o que são e era preciso fazer alguma coisa, e lembrámo-nos de ser implacáveis para com os prevaricadores, nem que fosse a 51 era-se multado.


E todos nós concordámos…


Hoje, anos volvidos as tabuletas ainda lá estão, mas é possível (como eu fiz este fim de semana) atravessar a N125 sem ver um único policia. Hoje a tolerância 0 é bastante mais tolerante.


Infelizmente acredito que aconteça o mesmo á nova lei anti-tabaco. Primeiro foram os casinos e agora já se fala em todo o tipo de excepções pelo que já faltou mais para se voltar a fumar em todo o lado. Cá estaremos a observar os futuros desenvolvimentos….


Mas o que eu queria mesmo era que não se pudesse fumar no estádio de Alvalade, claro que sendo recinto desportivo ao ar livre é possível fumar mas não imaginam como é irritante levar com o fumo de tanta gente com stress. E não há nada que possa fazer porque é ao ar livre e porque o fumo vem sempre ter comigo anyway….

quarta-feira, janeiro 16, 2008

DAKARzito



Estou bastante desapontado pelo cancelamento do Dakar, não pelo facto de não ter oportunidade de me deliciar com as belas paisagens que acompanham a caravana desde a partida, nem mesmo pela cedência que é feita ao medo, a única arma do terrorismo. A razão do meu desapontamento reside no facto de eu ter tido sempre uma grande vontade de entrar num Dakar, desde pequenino. E este ano podia ter conseguido realizar o meu sonho, pois o trajecto foi amputado para um pequeno passeio entre o centro cultural de Belém e o mosteiro dos Jerónimos. Acho que nunca mais terei uma oportunidade como esta..

terça-feira, janeiro 01, 2008

Ano novo

2008......

Lembro-me de ver escrito 2008 nas latas de atum, parecia um prazo de validade eterno....

e num instante já cá chegámos...

bom ano a todos

sábado, dezembro 29, 2007

Os embrulhos são como as molduras

Detesto andar ás compras! Mesmo que seja para mim, para que eu compre qualquer coisa, principalmente roupa, é preciso que esteja inspirado. Ora, pegando nesta linha de raciocínio se perder tempo em compras é penoso, pior será quando as compras são para outras pessoas, por duas razões:


Primeiro porque vai ser dinheiro gasto noutras pessoas quando seria muito melhor empregue se fosse gasto em mim (que pensamento tão egoísta!!!… vale 50 chicotadas nos costados).

Segundo, eu não tenho imaginação nenhuma para dar presentes e como não quero dar sempre os mesmos do costume (after-shaves e coisas do género) deparo-me com um universo inimaginável de coisas que se podem oferecer… o problema é que é mesmo inimaginável….nunca sei o que dar a ninguém, como eu também me preocupo, (demasiado), se a pessoa a quem vou oferecer vai de facto gostar do presente que lhe vou comprar estão reunidas todas as condições para stressar…


É nestas condições que eu chego à altura do Natal, altura em eu tudo se agudiza exponencialmente, porque o volume de prendas é maior e porque todas as pessoas invadem os habituais locais de compras com uma fúria desconcertante. O resultado é sempre o mesmo, acaba comigo a tentar adiar o inevitável e acabando por fazer as compras de natal mesmo à ultima.


Este ano fiz todas as minhas compras de Natal dia 24! Acordei de manhãzinha e fui às compras com um amigo meu que sofria do mesmo mal, dia 24 e sem nada para oferecer.


Local do crime, campera, objectivos mãe, pai, irmãs e sobrinha. No fim acabou por ser fácil, porque eu não sofro do problema de ir ás compras de prendas e acabar por comprar tudo para mim, ao contrário da companhia da desgraça. Acabou por ser bastante divertido porque me fartei de rir, homens e compras é coisa que não liga muito bem. Continuo sem conseguir ver a cor fucsia e tenho de perguntar se aquela coisa é mesmo um porta moedas, será que as moedas vão cair??


Mas se comprar até nem custou muito, embrulhar já não posso dizer o mesmo, quando nos embrulhavam as compras estava tudo bem mas quando tínhamos de ser nós a fazer o embrulho era o descalabro. No principio eu tentei fugir ao problema e pensei que bastava um saco qualquer agrafado, ora digam lá se não é bem mais prático, os embrulhos são como as molduras, o que interessa não é o que envolve é o que tem dentro, mas apesar de tanta filosofia desviante lá acabei por dar por mim frente a frente com os utensílios para embrulhar.


Devo dizer que lutei ferozmente, concentrei-me na tesoura e no papel tentando não fazer asneira e desta forma não encarar o pequeno magote de pessoas que certamente se ria a bom rir nas nossas costas. “tu consegues, és um engenheiro… raios… se consegues fazer marcha atrás com uma pick up na total escuridão numa mina a 400 metros de profundidade e não bater em nada porque é que não consegues fazer um mísero embrulho de natal!!! Concentrei-me mais ainda tentando lembrar-me de como apenas minutos antes, uma rapariga muito simpática tinha embrulhado um livro nuns ridículos 30 segundos…. Que técnica….

Eventualmente o embrulho acabou por ficar concluído, olhei a minha obra, e pensei…”os embrulhos são como as molduras”…. “Porque é que este quadro parece uma representação de uma parte de trás de um acidente?”


Derrotado, só tinha uma solução, gritar por ajuda maternal, e lá ficaram feitos os embrulhos, com o mesmo papel lá ficaram a parecer…. Embrulhos de Natal.

Nota mental… para a próxima usa menos papel….

Se bem que aquela cena do saco……

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Atacamite




Todos os anos no inicio de Dezembro e apanhando o feriado de dia 8 realiza-se em Lisboa, na antiga faculdade de ciências a feira dos minerais de Lisboa. Este ano foi a vigésima primeira.


Tendo eu uma pancada muito forte por minerais, está claro que não podia faltar, aliás faltar é coisa que eu não faço desde há quase 15 anos! Já mesmo antes de ter entrado para a faculdade já eu era coleccionador e freguês assíduo da feira dos minerais. E em 15 anos pude acompanhar a evolução da feira, vendo a feira a ficar cada vez mais pequena e os minerais cada vez mais caros. Quando era mais novo só me babava pois não tinha dinheiro e pensava, “quando trabalhar eu venho cá e compro a feira toda!”


Claro que sendo novo e inconsciente não pensei na inflação e embora hoje tenha consideravelmente mais dinheiro que na altura, e de facto compre exemplares maiores, eu controlo-me muito e nunca cometo grandes loucuras até porque alguns minerais são colocados a preços demasiado elevados para aquilo que eu acho que eles valem. Ver este post

http://antoniosubtil.blogspot.com/search?q=+O+valor+relativo+das+coisas


Este ano a feira estava um pouco atípica, primeiro não tive de andar ás cotoveladas a ninguém apesar de ter ido no sábado (o pior dia), depois porque os minerais não estavam muito mais caros do que é normal. Este ano também não fui com um mineral em vista, como o ano passado em que queria mesmo comprar uma okenite, estava de espírito aberto, podia comprar tudo menos a quadra pirite/calcopirite/galena/esfalerite (já chega)


Apesar da feira estar repleta daquelas amostras que só são compradas com o euromilhões e que naturalmente enchem o olho a qualquer miúdo grande, não tinha muita coisa que me chamasse à atenção, ….não sei….. Faltava qualquer coisa….


Nunca tinha entrado numa feira dos minerais com tanto dinheiro, mas acabei por gastar apenas 50 euros, comprei apenas um mineral, um belo exemplar de atacamite, que não é aquele que se pode ver na fotografia, o meu é bem maior e mais bonito, (eu só não sei onde pus a minha máquina).


Só por curiosidade a atacamite tem este nome devido ao sítio onde foi encontrada originalmente e onde existe com mais frequência, o deserto de Atacama no Chile, que assim só por curiosidade é o sitio mais seco do planeta. O deserto de Atacama detêm o record da maior seca de sempre, 400 anos sem chover!

Péssimo sitio para plantar nabos…

segunda-feira, novembro 26, 2007

Booom

Iria ser a segunda vez a trabalhar no turno da noite, e por isso já estava avisado, na noite da véspera iria tentar dormir o mais tarde possível.

Sendo assim, quando sai do Irish pub pelas 3 da manha estava bastante satisfeito com o horário, mas o destino fez com que me deitasse ainda mais tarde


Vinha eu na auto-estrada, na descida para Alverca, quando um dos pneus do meu carro se lembra de rebentar. Ia a uns modestos 130km/hora, mas mesmo assim senti o carro a dançar. Lembrei-me logo das vezes em que ando mais depressa e que se calhar devia ter mais cuidado, pois uma coisa destas está sempre à espreita para acontecer.


Eram 3:30 da manha, estava sozinho, estava frio e escuro, não via nada e nem sequer havia uma berma decente para encostar o carro. Tinha tudo para ser um momento deveras desagradável, mas não.


Foi o meu primeiro furo, e devo dizer que fiquei muito contente, quer dizer, acabei por gastar 124 euros na compra de um par de pneus, que foi a parte chata, mas gostei de ter de parar na auto-estrada, e dar uso ao colete, e ao triangulo que nunca sequer tinha montado, diverti-me imenso a trocar pneu.


Always look on the bright side of life.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Padrões...

O Sporting empatou com a Roma hipotecando assim as esperanças de passar à fase seguinte da liga dos campeões, o resultado, como é obvio, não me deixou nada satisfeito como é de imaginar, mas principalmente a forma como ele apareceu, com um auto golo no ultimo minuto, deixou-me bastante chateado. Chateado, não possesso, porque infelizmente este tipo de situações continuam a repetir-se no clube de verde, quase que podemos fazer um padrão, jogos em que o Sporting joga bem mas não vai consegue ganhar, (as chamadas vitórias morais), ou então está a ganhar mas não conseguir manter o resultado e mesmo quando ganha é sempre com uns últimos 20 minutos de sofrimento atroz, até parece que têm prazer em fazer sofrer o adepto, e isto tudo é algo que me deixa intrigado.


O Sporting clube de Portugal tem 100 anos, por lá já passaram milhares de jogadores, dezenas de treinadores e de várias nacionalidades, mentalidades e educações diferentes, Como é possível que as mesmas situações continuem a acontecer? É algo que me transcende. Da mesma maneira que o Sporting perde, existem outros clubes que estão fadados para ganhar no último minuto, nem que seja com um golo às três tabelas, o que me leva a suspeitar que talvez não seja coincidência.


No fundo, um determinado grupo comporta-se com um determinado padrão, até aqui nada de novo, o que é mais intrigante é que esse padrão de comportamento se mantenha ao longo dos anos apesar da sua constante renovação.


Eu já tinha chegado a esta conclusão na faculdade ao observar que diferentes cursos tinham características diferentes e bem vincadas uns dos outros, de tal forma que se conseguia distinguir de que curso era a pessoa apenas reparando na sua forma de estar, não vou falar de engenharia geológica (e olhem que dava para falar, e muito) porque eu conhecia toda a gente, por razões obvias, mas por exemplo Eng.ª civil era muito fácil de identificar.


As pessoas que compõem um curso na faculdade são oriundos de diferentes partes do País, diferentes educações mas têm um ponto comum que são as matérias que estudam, então a minha teoria é a de que estas matérias (moldam… deformam?) a sua forma de pensar e naturalmente de se comportarem. Isto explicaria porque um determinado curso apresenta um padrão de comportamento. Só ainda não arranjei explicação para o facto do Sporting continuar a perder jogos no último minuto.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Banda Sonora

Decidi melhorar a banda sonora do blog. Até agora para ouvir musica aqui era preciso fazer download da playlist da soma fm, o que não era prático e embora as músicas fossem do meu gosto eram, por vezes, demasiado alternativas, acresce o facto das escolhas disponíveis não contemplarem o rock e o jazz, além de não ser eu a escolher as faixas que tocavam.

Deste modo inscrevi-me no cotonete e criei duas rádios a mining rádio e a jazzz rádio. A primeira é uma rádio de metal com prevalência em músicas de nu metal (a musica das profundezas! Se bem que não deve de modo nenhum ser ouvida durante a condução no local de trabalho! A segunda é uma rádio que cobre quase todos os tipos de jazz que existem, desde os mais tradicionais (aqueles americanos pretos com grandes bochechas) até ao nu jazz e jazz electrónico que é bastante mais do meu agrado, na onda de St germain. Adicionei também a música “triste sina não saber” das xaile, não é jazz nem nada parecido mas decidi por na mesma porque sim. Ambas as rádios têm música colocada por mim, outras tocam porque pertencem ao mesmo género, por exemplo é normal que ouçam Diana krall na jazz rádio, mas declino toda a responsabilidade se também ouvirem Duke Ellington.


Falta-me agora criar mais duas rádios, uma de música clássica e outra onde possam tocar Dave matthews band e pink floyd


Para ouvirem as rádios basta irem ao player que se encontra mesmo por baixo da caixa de recados depois é passar o rato por baixo de onde diz cotonete e escolher as duas rádios disponíveis até ao momento, a Mining rádio e a jazzz. Depois é clicar play e pronto. Por enquanto as rádios ainda só têm umas 30 músicas escolhidas por mim, mas há que dar tempo ao tempo.


Infelizmente não consigo por a rádio a tocar usando o firefox, não sei se é problema do browser ou falta-me algum plug in manhoso. Como Internet Explorer funciona. Também é importante ter colunas no computador!


Ps a propósito de cotonetes, não se devem usar cotonetes para limpar os ouvidos, pois as cotonetes acabam por empurrar a cera provocando um efeito contrario ao pretendido, é preferível deixar a cera cair por si. Se a produção de cera for muita, o melhor é mesmo lavar os ouvidos.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Santa Bárbara




A fotografia acima foi tirada na igreja matriz de Aljustrel durante uma missa em honra de Santa Bárbara na qual foram também benzidas as imagens de Santa Bárbara e a ambulância da mina.

A primeira vez que ouvi falar de Santa Bárbara foi através da minha avó, que começava a rezar religiosamente sempre que começava a trovejar. Santa Bárbara de Nicodema é a santa que protege dos trovões mas é também a padroeira dos mineiros.

Podem ler sobre ela aqui mas em resumo, reza a história que Santa Bárbara nasceu no século IV na Ásia menor, como era muito bonita o seu pai trancou-a numa torre longe de olhares alheios para que só se casasse com quem ele escolhesse. Entretanto como ela se converteu ao cristianismo foi perseguida e castigada pelo seu pai, no entanto Santa Bárbara sempre consegui evitar males maiores através de uma série de milagres que lhe são atribuídos. Numa dessas situações a Santa esconde-se numa mina e é ajudada por mineiros gregos, mas é traída por um pastor, pastor esse, que morre logo de seguida e vê os seus animais transformados em gafanhotos. Finalmente Santa Bárbara é levada à autoridade local que ordena a sua condenação à morte, tendo esta sentença de ser executada pelo seu próprio pai. Este leva a cabo a execução decapitando Santa Bárbara. Após a sua morte o pai é fulminado por um raio.

A adoração da Santa Bárbara por parte dos mineiros, ao ponto de a elegerem como Padroeira, poderá encontrar-se na sua história lendária. Para além de relações possíveis, que podem ser consideradas menores, do refúgio de Bárbara no interior da terra, quando primeiramente perseguída pelo pai, parece fora de dúvida que o motivo essencial da adoração se encontre na súplica, feita pela Santa a Jesus, para que, quando em situações de morte iminente, todos os que implorassem a Deus, por seu intermédio, a Extrema Unção, a obtivessem, ficando absolvidos de todos os seus pecados. Tais situações de morte iminente tê-las-iam sempre os mineiros diante dos olhos quando no seu trabalho no subsolo.

Uma coisa é certa, não duvidem do respeito que os mineiros têm por santa Bárbara, a ponto que todos os túneis possuírem uma imagem da santa à entrada do mesmo. Foram essas imagens que foram abençoadas. Foi uma cerimónia bonita, uma missa diferente e eu senti-me bastante orgulhoso de poder participar, se me quiserem ver na fotografia eu sou aquele que está do lado esquerdo com o capacete vermelho… resta dizer que o padre entrou a tocar guitarra, e teve o desplante de dizer que como era uma cerimonia diferente o ofertório era facultativo!

Manchas aparte, depois de abençoadas as imagens foram colocadas à entrada das minas e fomos todos trabalhar, esperando que a ambulância, também ela abençoada nunca tenha de ser usada para problemas graves, nem que para isso contemos com ajuda divina.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Objectivo Mulhacén dias 5 e 6

Depois da tareia que foi a subida ao Mulhacén o que vinha mesmo a calhar era um dia de turismo “convencional”, entenda-se passear, comer e não fazer nada , ferias como são entendidas pela generalidade das pessoas. Desmontamos a tenda outra vez, para grande espanto dos nossos colegas de campismo e rumamos a Granada.


Granada é uma cidade bonita, mas a minha intenção era sobretudo visitar o Alhambra. O Alhambra é um antigo castelo apalaçado resquício do antigo reino mouro de Granada. Estava farto de ver fotografias e não era agora que estava em granada que ia deixar passar a oportunidade de o visitar. Pensava eu, a verdade é que este é um monumento muito concorrido e é praticamente impossível entrar sem comprar os bilhetes com alguma antecedência, a afluência de publico é enorme e para agravar a situação o número de visitantes diários está limitado a 7700 pessoas. Foi-nos dito mais tarde pelo guia turístico que o monumento abre todos os dias pelas 8 da manha mas ás 6 já se encontram pessoas na fila, e que inclusive na semana anterior os interessados chegavam à bilheteira pelas 4 da manha!!! Claro está que bati com o nariz na porta, o que foi uma pena pois prometia ser uma visita inesquecível.


Claro que nem só de Alhambra vive granada e pudemos ainda visitar a catedral e passear pela cidade, mas não muito, o meu joelho não me permitiu grandes andanças como é habitual e não pude visitar a parte antiga da cidade, subir ainda subia, mas descer era quase impossível para mim.
Encontramos um hotel barato para passar a noite e repousamos mais um pouco, no outro dia era para o regresso à realidade.

Dia 6


O último dia foi gasto na viagem, pusemo-nos a caminho e não paramos senão para abastecer o carro, entenda-se encher o depósito de gasolina espanhola. Desta vez fizemos um caminho diferente, uma vez em Sevilha subimos na direcção de Beja indo sempre por estradas nacionais, o que se revelou acertado, primeiro porque acabou por ser mais perto, depois porque sendo a condução orientada para a poupança de combustível não havia necessidade de optar por autovias. Deixei a Anita em Beja, no terminal rodoviário despedi-me dela até ao Natal e rumei à vila mineira. Tomei banho e deitei-me na cama. O descanso do guerreiro. Estava feliz.

terça-feira, setembro 18, 2007

Objectivo Mulhacén dia 4

Chegamos então ao dia D, o dia em que íamos subir ao pico Mulhacén, apesar da “tareia” do dia anterior não me sentia nada cansado, acordamos um pouco antes do nascer do sol, o refúgio natural das sete lagunas continuava belo. Tomámos o pequeno-almoço, barra de cerais com sabor a maça e 2 bolicaos, e desmontamos a tenda. O sol ia-nos acompanhar. Antes de partirmos fomos interpelados por duas espanholas que nos perguntaram onde era a nascente da lagoa, porque as tinham avisado de que não se devia beber da água da lagoa directamente pois tinha muita diversidade de “fauna” hum… informação muito útil, mas como todas as grandes lições da vida a tendência é aprende-las demasiado tarde.


A parte inicial do caminho que liga as 7 lagunas ao pico Mulhacén é bastante íngreme e difícil e torna-se ainda mais difícil se não se seguir o trilho específico, vão por mim, mas independentemente da escolha, obvia ou a absurda chega-se a um patamar com uma vista privilegiada para as 7 lagunas e de onde se consegue avistar o pico Mulhacén e o pico Alcazaba (o 3º mais alto da serra Nevada). Com a meta á vista não podíamos esmorecer e por isso pusemo-nos uma vez mais a caminho.


O caminho segue aos ziguezagues por meio de milhares de rochas soltas, e que rochas! Nestas ocasiões vou sempre a olhar para o chão á cata de alguma coisa que possa ser interessante, desta vez tive sorte. Os xistos que eu pensava serem mosqueados não eram xistos mosqueados mas sim micaxistos com granadas! Trouxe 2 exemplares de media qualidade, pequenos para não pesarem muito.


A fim de três horas de subida chegámos por fim ao pico Mulhacén. 3482 metros, o ponto mais alto da península ibérica. A vista é esmagadora como seria de esperar, em 360 graus existe sempre um quadro novo para mirar e apreciar.


Não vou alongar-me nos porquês de gostar da montanha, mas uma das razões é sem duvida o sentimento de conseguir alcançar um objectivo, e quanto mais difícil mais saboroso é. Tínhamos saído da cota 1530 e alcançámos os 3482 metros o que perfaz um desnível de 1952 metros, é quase a altura da serra da estrela, mas se pensarmos que a Covilhã está aos 800 metros o que fizemos foi mais do que subir a serra da estrela a pé, bem mais, se juntarmos a isto uma mochila com uns bons 15 kilos, é um feito e tanto. Pelos menos para nós foi pois nunca tínhamos feito nada assim. Talvez por isso perdemos mais tempo no topo do que qualquer outra pessoa que lá estava.


Mas era altura de voltar para trás, após um período de indecisão optou-se por fazer o caminho inverso e não pernoitar no refúgio da poqueira. Assim, começamos a descer, paramos mais uma vez nas 7 lagunas para mais massa instantânea e descemos o resto até trévelez, mas a dada altura as minhas pernas começaram a fraquejar e depois o joelho, parei e tive de despejar as pedras que tinha na mochila, um quartzito enorme mas muito pesado. Descemos depressa demais e o meu joelho esquerdo ressentiu-se muito, à chegada à vila parecia um aleijado. Foi com grande esforço que me arrastei até ao parque de campismo, ainda faltava montar a tenda e tomar banho. Depois de tudo isto feito sentei-me no carro e liguei o rádio, a música era passing cloud de Stephan Micus. Desde há muito tempo que não tinha um momento tão chill out.


Fomos jantar, discutimos o sistema educativo japonês e não havia forças para mais…

terça-feira, setembro 11, 2007

Objectivo Mulhacén dia 3

Acordámos pelas 7:00 da manha (tempo de Greenwich), tomámos o pequeno-almoço e preparamos as mochilas. Roupa comida e água são essenciais assim como algum material de sobrevivência, mas o peso é um factor muito importante, quanto mais pesada estiver a mochila, mais penosa vai ser a viagem. No meu caso trouxe muita roupa de casa pois não sabia como ia estar o tempo, (a maior parte acabou por ficar no carro), a comida era á base de massas instantâneas, é só por água e já está, algumas barras energéticas para o pequeno-almoço e o leite condensado. O que pesava mais era a água, uma vez que pelo percurso não existem muitas nascentes com água potável teve de se levar água em boa quantidade e a pensar em 3 dias. Como a minha mochila tem apenas 45 litros tudo o resto foi na outra, de 65.


Então demos inicio á caminhada


O caminho começa em Trévelez, no bairro alto, e as primeiras centenas de metros são efectuados num terreno marcadamente rural. Á medida que fomos subindo a paisagem muda radicalmente. Deixámos de ver as quintas e passamos para a montanha propriamente dita, rocha solta, vegetação menos frondosa.


Aqui apercebemo-nos de uma coisa que já suspeitávamos, não estávamos em forma, os meus músculos das pernas e braços estão bons, devido à escalada, mas a minha capacidade respiratória não, se forçasse o andamento ficava logo a arfar, por outro lado a Anita tinha problemas nas suas pernas por isso o andamento era lento.


Era uma da tarde quando almoçamos, aos 2200 metros, massa instantânea, durante algum tempo seria tudo o que íamos comer! Começamos a subida para a alta montanha, agora apenas os cardos nos acompanhavam. A paisagem é bem diferente dos picos da Europa, lá, parece que estamos na lua, em contrapartida a paisagem da serra nevada tem muito mais vegetação. Mas a morfologia também é substancialmente diferente, como as rochas predominantes são os xistos e quartzitos, as elevações são muito mais arredondadas. O maciço central da serra nevada é também mais antigo que os picos da Europa pelo que encontra-se mais erodido.

Com um último esforço chegamos ao nosso objectivo para o dia, o abrigo natural das sete lagunas. Demoramos 8 horas, mas finalmente estávamos lá.

O local é magnífico, uma lagoa rodeada de montanhas por todo o lado excepto um, onde a água cai em cascata.

No fundo trata-se de um lago de barragem, geologicamente falando. Estávamos aos 2900 metros de altitude, o silêncio era maravilhoso apenas cortado aqui e ali pelo vento. Estávamos os 2 exaustos mas felizes por poder estarmos num sitio como este.




Os abrigos naturais de montanha tem as suas próprias regras, é proibido acampar na montanha excepto para passar a noite, por outras palavras, apenas é permitido montar a tenda uma hora antes do por do sol e tem de ser desmontada uma hora depois do nascer do sol do dia seguinte. Escolhemos o melhor sítio, entenda-se um sítio com pouca bosta e montámos a super tenda. Mais massa para o jantar e a altitude começou a fazer-se sentir, o frio e o vento lembrávamo-nos que o melhor era dormir, mas antes faltava beber um cházinho. eu gosto de chá e tinha piada fazer um chá áquela altitude, isto porque essa cena da água ferver a 100 graus celcius só é verdadeira ao nivel do mar, á medida que se vai subindo a pressão atmosferica vai diminuindo fazendo com que o ponto de ebulição diminua, no caso do Everest a 8848 metros a água ferve a 70 graus apenas, temperatura essa que é insuficiente para fazer um bom chá. Claro que a 2900 não deu para ver grande diferença no chá de menta, mas que arrefeceu mais rapidamente do que é normal, isso arrefeceu. Eu que estou habituado a beber um chá em 2 horas bebi-o em apenas 3 minutos! Estava frio e fui-me deitar, eram 19:00 GMT.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Objectivo Mulhacén dia 2

Saímos cedo de Sevilha, Bem sei que Sevilha é a cidade mais quente da Europa, mas 23 graus às 8 da manha??? Bolas…

Chegados a granada parámos para fazer algumas compras: uma esteira, leite condensado em bisnaga e um mapa topográfico. O mapa topográfico é importantíssimo numa expedição deste tipo, assim como uma bússola e um altímetro (que não tínhamos). A esteira é muito importante para que ao fim de uns dias, 2 no meu caso, os ossos da bacia não comecem a tornar as noites mal dormidas. O leite, bom, dá energia e é doce…

Não perdemos mais tempo e subimos logo à serra, subimos de carro até pradollanos, a estancia de sky da serra Nevada

A vista é deslumbrante e só faltava mesmo a neve, mas nesta altura do ano o sol e o calor são habituais, foi também uma forma de nos habituarmos à altitude, 2500 metros, um aperitivo para o que havia de vir.

Não ficamos muito tempo e partimos para trévelez, que fica no lado sul da Serra Nevada. Trévelez é a vila mais alta de Espanha, uma vilazita totalmente branca que desce pelo seu vale abaixo. O problema é chegar lá, a estrada é uma interminável sucessão de curvas e contracurvas. Ao fim de quase duas horas lá chegamos ao parque de campismo de Trévelez. Um parque de campismo típico de montanha com poucos atractivos excepção feita a uma piscina e um restaurante com esplanada e uma vista deslumbrante. Diga-se que o parque era bastante bonito e com boas instalações além de termos sido muito bem recebidos pelos seus gerentes que inclusive nos explicaram o melhor caminho para a ascensão. Montamos a super tenda de alpinismo e não fizemos mais nada que se aproveitasse nesse dia.

 
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