quinta-feira, novembro 01, 2007

Banda Sonora

Decidi melhorar a banda sonora do blog. Até agora para ouvir musica aqui era preciso fazer download da playlist da soma fm, o que não era prático e embora as músicas fossem do meu gosto eram, por vezes, demasiado alternativas, acresce o facto das escolhas disponíveis não contemplarem o rock e o jazz, além de não ser eu a escolher as faixas que tocavam.

Deste modo inscrevi-me no cotonete e criei duas rádios a mining rádio e a jazzz rádio. A primeira é uma rádio de metal com prevalência em músicas de nu metal (a musica das profundezas! Se bem que não deve de modo nenhum ser ouvida durante a condução no local de trabalho! A segunda é uma rádio que cobre quase todos os tipos de jazz que existem, desde os mais tradicionais (aqueles americanos pretos com grandes bochechas) até ao nu jazz e jazz electrónico que é bastante mais do meu agrado, na onda de St germain. Adicionei também a música “triste sina não saber” das xaile, não é jazz nem nada parecido mas decidi por na mesma porque sim. Ambas as rádios têm música colocada por mim, outras tocam porque pertencem ao mesmo género, por exemplo é normal que ouçam Diana krall na jazz rádio, mas declino toda a responsabilidade se também ouvirem Duke Ellington.


Falta-me agora criar mais duas rádios, uma de música clássica e outra onde possam tocar Dave matthews band e pink floyd


Para ouvirem as rádios basta irem ao player que se encontra mesmo por baixo da caixa de recados depois é passar o rato por baixo de onde diz cotonete e escolher as duas rádios disponíveis até ao momento, a Mining rádio e a jazzz. Depois é clicar play e pronto. Por enquanto as rádios ainda só têm umas 30 músicas escolhidas por mim, mas há que dar tempo ao tempo.


Infelizmente não consigo por a rádio a tocar usando o firefox, não sei se é problema do browser ou falta-me algum plug in manhoso. Como Internet Explorer funciona. Também é importante ter colunas no computador!


Ps a propósito de cotonetes, não se devem usar cotonetes para limpar os ouvidos, pois as cotonetes acabam por empurrar a cera provocando um efeito contrario ao pretendido, é preferível deixar a cera cair por si. Se a produção de cera for muita, o melhor é mesmo lavar os ouvidos.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Santa Bárbara




A fotografia acima foi tirada na igreja matriz de Aljustrel durante uma missa em honra de Santa Bárbara na qual foram também benzidas as imagens de Santa Bárbara e a ambulância da mina.

A primeira vez que ouvi falar de Santa Bárbara foi através da minha avó, que começava a rezar religiosamente sempre que começava a trovejar. Santa Bárbara de Nicodema é a santa que protege dos trovões mas é também a padroeira dos mineiros.

Podem ler sobre ela aqui mas em resumo, reza a história que Santa Bárbara nasceu no século IV na Ásia menor, como era muito bonita o seu pai trancou-a numa torre longe de olhares alheios para que só se casasse com quem ele escolhesse. Entretanto como ela se converteu ao cristianismo foi perseguida e castigada pelo seu pai, no entanto Santa Bárbara sempre consegui evitar males maiores através de uma série de milagres que lhe são atribuídos. Numa dessas situações a Santa esconde-se numa mina e é ajudada por mineiros gregos, mas é traída por um pastor, pastor esse, que morre logo de seguida e vê os seus animais transformados em gafanhotos. Finalmente Santa Bárbara é levada à autoridade local que ordena a sua condenação à morte, tendo esta sentença de ser executada pelo seu próprio pai. Este leva a cabo a execução decapitando Santa Bárbara. Após a sua morte o pai é fulminado por um raio.

A adoração da Santa Bárbara por parte dos mineiros, ao ponto de a elegerem como Padroeira, poderá encontrar-se na sua história lendária. Para além de relações possíveis, que podem ser consideradas menores, do refúgio de Bárbara no interior da terra, quando primeiramente perseguída pelo pai, parece fora de dúvida que o motivo essencial da adoração se encontre na súplica, feita pela Santa a Jesus, para que, quando em situações de morte iminente, todos os que implorassem a Deus, por seu intermédio, a Extrema Unção, a obtivessem, ficando absolvidos de todos os seus pecados. Tais situações de morte iminente tê-las-iam sempre os mineiros diante dos olhos quando no seu trabalho no subsolo.

Uma coisa é certa, não duvidem do respeito que os mineiros têm por santa Bárbara, a ponto que todos os túneis possuírem uma imagem da santa à entrada do mesmo. Foram essas imagens que foram abençoadas. Foi uma cerimónia bonita, uma missa diferente e eu senti-me bastante orgulhoso de poder participar, se me quiserem ver na fotografia eu sou aquele que está do lado esquerdo com o capacete vermelho… resta dizer que o padre entrou a tocar guitarra, e teve o desplante de dizer que como era uma cerimonia diferente o ofertório era facultativo!

Manchas aparte, depois de abençoadas as imagens foram colocadas à entrada das minas e fomos todos trabalhar, esperando que a ambulância, também ela abençoada nunca tenha de ser usada para problemas graves, nem que para isso contemos com ajuda divina.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Objectivo Mulhacén dias 5 e 6

Depois da tareia que foi a subida ao Mulhacén o que vinha mesmo a calhar era um dia de turismo “convencional”, entenda-se passear, comer e não fazer nada , ferias como são entendidas pela generalidade das pessoas. Desmontamos a tenda outra vez, para grande espanto dos nossos colegas de campismo e rumamos a Granada.


Granada é uma cidade bonita, mas a minha intenção era sobretudo visitar o Alhambra. O Alhambra é um antigo castelo apalaçado resquício do antigo reino mouro de Granada. Estava farto de ver fotografias e não era agora que estava em granada que ia deixar passar a oportunidade de o visitar. Pensava eu, a verdade é que este é um monumento muito concorrido e é praticamente impossível entrar sem comprar os bilhetes com alguma antecedência, a afluência de publico é enorme e para agravar a situação o número de visitantes diários está limitado a 7700 pessoas. Foi-nos dito mais tarde pelo guia turístico que o monumento abre todos os dias pelas 8 da manha mas ás 6 já se encontram pessoas na fila, e que inclusive na semana anterior os interessados chegavam à bilheteira pelas 4 da manha!!! Claro está que bati com o nariz na porta, o que foi uma pena pois prometia ser uma visita inesquecível.


Claro que nem só de Alhambra vive granada e pudemos ainda visitar a catedral e passear pela cidade, mas não muito, o meu joelho não me permitiu grandes andanças como é habitual e não pude visitar a parte antiga da cidade, subir ainda subia, mas descer era quase impossível para mim.
Encontramos um hotel barato para passar a noite e repousamos mais um pouco, no outro dia era para o regresso à realidade.

Dia 6


O último dia foi gasto na viagem, pusemo-nos a caminho e não paramos senão para abastecer o carro, entenda-se encher o depósito de gasolina espanhola. Desta vez fizemos um caminho diferente, uma vez em Sevilha subimos na direcção de Beja indo sempre por estradas nacionais, o que se revelou acertado, primeiro porque acabou por ser mais perto, depois porque sendo a condução orientada para a poupança de combustível não havia necessidade de optar por autovias. Deixei a Anita em Beja, no terminal rodoviário despedi-me dela até ao Natal e rumei à vila mineira. Tomei banho e deitei-me na cama. O descanso do guerreiro. Estava feliz.

terça-feira, setembro 18, 2007

Objectivo Mulhacén dia 4

Chegamos então ao dia D, o dia em que íamos subir ao pico Mulhacén, apesar da “tareia” do dia anterior não me sentia nada cansado, acordamos um pouco antes do nascer do sol, o refúgio natural das sete lagunas continuava belo. Tomámos o pequeno-almoço, barra de cerais com sabor a maça e 2 bolicaos, e desmontamos a tenda. O sol ia-nos acompanhar. Antes de partirmos fomos interpelados por duas espanholas que nos perguntaram onde era a nascente da lagoa, porque as tinham avisado de que não se devia beber da água da lagoa directamente pois tinha muita diversidade de “fauna” hum… informação muito útil, mas como todas as grandes lições da vida a tendência é aprende-las demasiado tarde.


A parte inicial do caminho que liga as 7 lagunas ao pico Mulhacén é bastante íngreme e difícil e torna-se ainda mais difícil se não se seguir o trilho específico, vão por mim, mas independentemente da escolha, obvia ou a absurda chega-se a um patamar com uma vista privilegiada para as 7 lagunas e de onde se consegue avistar o pico Mulhacén e o pico Alcazaba (o 3º mais alto da serra Nevada). Com a meta á vista não podíamos esmorecer e por isso pusemo-nos uma vez mais a caminho.


O caminho segue aos ziguezagues por meio de milhares de rochas soltas, e que rochas! Nestas ocasiões vou sempre a olhar para o chão á cata de alguma coisa que possa ser interessante, desta vez tive sorte. Os xistos que eu pensava serem mosqueados não eram xistos mosqueados mas sim micaxistos com granadas! Trouxe 2 exemplares de media qualidade, pequenos para não pesarem muito.


A fim de três horas de subida chegámos por fim ao pico Mulhacén. 3482 metros, o ponto mais alto da península ibérica. A vista é esmagadora como seria de esperar, em 360 graus existe sempre um quadro novo para mirar e apreciar.


Não vou alongar-me nos porquês de gostar da montanha, mas uma das razões é sem duvida o sentimento de conseguir alcançar um objectivo, e quanto mais difícil mais saboroso é. Tínhamos saído da cota 1530 e alcançámos os 3482 metros o que perfaz um desnível de 1952 metros, é quase a altura da serra da estrela, mas se pensarmos que a Covilhã está aos 800 metros o que fizemos foi mais do que subir a serra da estrela a pé, bem mais, se juntarmos a isto uma mochila com uns bons 15 kilos, é um feito e tanto. Pelos menos para nós foi pois nunca tínhamos feito nada assim. Talvez por isso perdemos mais tempo no topo do que qualquer outra pessoa que lá estava.


Mas era altura de voltar para trás, após um período de indecisão optou-se por fazer o caminho inverso e não pernoitar no refúgio da poqueira. Assim, começamos a descer, paramos mais uma vez nas 7 lagunas para mais massa instantânea e descemos o resto até trévelez, mas a dada altura as minhas pernas começaram a fraquejar e depois o joelho, parei e tive de despejar as pedras que tinha na mochila, um quartzito enorme mas muito pesado. Descemos depressa demais e o meu joelho esquerdo ressentiu-se muito, à chegada à vila parecia um aleijado. Foi com grande esforço que me arrastei até ao parque de campismo, ainda faltava montar a tenda e tomar banho. Depois de tudo isto feito sentei-me no carro e liguei o rádio, a música era passing cloud de Stephan Micus. Desde há muito tempo que não tinha um momento tão chill out.


Fomos jantar, discutimos o sistema educativo japonês e não havia forças para mais…

terça-feira, setembro 11, 2007

Objectivo Mulhacén dia 3

Acordámos pelas 7:00 da manha (tempo de Greenwich), tomámos o pequeno-almoço e preparamos as mochilas. Roupa comida e água são essenciais assim como algum material de sobrevivência, mas o peso é um factor muito importante, quanto mais pesada estiver a mochila, mais penosa vai ser a viagem. No meu caso trouxe muita roupa de casa pois não sabia como ia estar o tempo, (a maior parte acabou por ficar no carro), a comida era á base de massas instantâneas, é só por água e já está, algumas barras energéticas para o pequeno-almoço e o leite condensado. O que pesava mais era a água, uma vez que pelo percurso não existem muitas nascentes com água potável teve de se levar água em boa quantidade e a pensar em 3 dias. Como a minha mochila tem apenas 45 litros tudo o resto foi na outra, de 65.


Então demos inicio á caminhada


O caminho começa em Trévelez, no bairro alto, e as primeiras centenas de metros são efectuados num terreno marcadamente rural. Á medida que fomos subindo a paisagem muda radicalmente. Deixámos de ver as quintas e passamos para a montanha propriamente dita, rocha solta, vegetação menos frondosa.


Aqui apercebemo-nos de uma coisa que já suspeitávamos, não estávamos em forma, os meus músculos das pernas e braços estão bons, devido à escalada, mas a minha capacidade respiratória não, se forçasse o andamento ficava logo a arfar, por outro lado a Anita tinha problemas nas suas pernas por isso o andamento era lento.


Era uma da tarde quando almoçamos, aos 2200 metros, massa instantânea, durante algum tempo seria tudo o que íamos comer! Começamos a subida para a alta montanha, agora apenas os cardos nos acompanhavam. A paisagem é bem diferente dos picos da Europa, lá, parece que estamos na lua, em contrapartida a paisagem da serra nevada tem muito mais vegetação. Mas a morfologia também é substancialmente diferente, como as rochas predominantes são os xistos e quartzitos, as elevações são muito mais arredondadas. O maciço central da serra nevada é também mais antigo que os picos da Europa pelo que encontra-se mais erodido.

Com um último esforço chegamos ao nosso objectivo para o dia, o abrigo natural das sete lagunas. Demoramos 8 horas, mas finalmente estávamos lá.

O local é magnífico, uma lagoa rodeada de montanhas por todo o lado excepto um, onde a água cai em cascata.

No fundo trata-se de um lago de barragem, geologicamente falando. Estávamos aos 2900 metros de altitude, o silêncio era maravilhoso apenas cortado aqui e ali pelo vento. Estávamos os 2 exaustos mas felizes por poder estarmos num sitio como este.




Os abrigos naturais de montanha tem as suas próprias regras, é proibido acampar na montanha excepto para passar a noite, por outras palavras, apenas é permitido montar a tenda uma hora antes do por do sol e tem de ser desmontada uma hora depois do nascer do sol do dia seguinte. Escolhemos o melhor sítio, entenda-se um sítio com pouca bosta e montámos a super tenda. Mais massa para o jantar e a altitude começou a fazer-se sentir, o frio e o vento lembrávamo-nos que o melhor era dormir, mas antes faltava beber um cházinho. eu gosto de chá e tinha piada fazer um chá áquela altitude, isto porque essa cena da água ferver a 100 graus celcius só é verdadeira ao nivel do mar, á medida que se vai subindo a pressão atmosferica vai diminuindo fazendo com que o ponto de ebulição diminua, no caso do Everest a 8848 metros a água ferve a 70 graus apenas, temperatura essa que é insuficiente para fazer um bom chá. Claro que a 2900 não deu para ver grande diferença no chá de menta, mas que arrefeceu mais rapidamente do que é normal, isso arrefeceu. Eu que estou habituado a beber um chá em 2 horas bebi-o em apenas 3 minutos! Estava frio e fui-me deitar, eram 19:00 GMT.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Objectivo Mulhacén dia 2

Saímos cedo de Sevilha, Bem sei que Sevilha é a cidade mais quente da Europa, mas 23 graus às 8 da manha??? Bolas…

Chegados a granada parámos para fazer algumas compras: uma esteira, leite condensado em bisnaga e um mapa topográfico. O mapa topográfico é importantíssimo numa expedição deste tipo, assim como uma bússola e um altímetro (que não tínhamos). A esteira é muito importante para que ao fim de uns dias, 2 no meu caso, os ossos da bacia não comecem a tornar as noites mal dormidas. O leite, bom, dá energia e é doce…

Não perdemos mais tempo e subimos logo à serra, subimos de carro até pradollanos, a estancia de sky da serra Nevada

A vista é deslumbrante e só faltava mesmo a neve, mas nesta altura do ano o sol e o calor são habituais, foi também uma forma de nos habituarmos à altitude, 2500 metros, um aperitivo para o que havia de vir.

Não ficamos muito tempo e partimos para trévelez, que fica no lado sul da Serra Nevada. Trévelez é a vila mais alta de Espanha, uma vilazita totalmente branca que desce pelo seu vale abaixo. O problema é chegar lá, a estrada é uma interminável sucessão de curvas e contracurvas. Ao fim de quase duas horas lá chegamos ao parque de campismo de Trévelez. Um parque de campismo típico de montanha com poucos atractivos excepção feita a uma piscina e um restaurante com esplanada e uma vista deslumbrante. Diga-se que o parque era bastante bonito e com boas instalações além de termos sido muito bem recebidos pelos seus gerentes que inclusive nos explicaram o melhor caminho para a ascensão. Montamos a super tenda de alpinismo e não fizemos mais nada que se aproveitasse nesse dia.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Objectivo Mulhacém dia 1




Prólogo


Ultimamente o meu blog está a tornar-se mais um log das minhas viagens do que outra coisa, mas não é de propósito, é apenas um reflexo dos últimos tempos…

Depois das últimas saídas de Portugal terem sido mais culturais que radicais precisava de algo diferente, por isso, e mais uma vez de forma algo impulsiva, decidi rumar à Serra Nevada.


A ideia era subir ao ponto mais alto da Península Ibérica, passar uns dias na montanha, refrescar o espírito. Para tal contei com a minha companhia de sempre para estas aventuras a Ana Paula, Anita para os amigos, que recém chegada do Japão não devia ter muitas saudades de Portugal pois assim que chegou zarpou logo para outro país…


A seguir seguem os relatos desses dias:


Dia 1


São 730 km desde Lisboa até Granada que se transformam em apenas 578 se a partida for de Aljustrel, como trabalhava na quinta-feira foi fácil escolher o ponto de partida.


Depois de um dia de trabalho que nunca mais acabava, lá consegui deixar as malditas bombas que passam a vida a avariar e saí a horas, (para variar), peguei a Anita, arrumei os últimos apetrechos no meu concerto e pus-me a caminho.


Tanto o Autoroute como o guia michelin indicavam o melhor caminho para Granada como sendo apanhar a A2 rumo a faro e dai partir para Espanha, Sevilha e depois Granada. Não estou certo que seja assim, mas volto a isto mais tarde.


Partimos pelas 20:30 de Aljustrel, não abasteci o carro pois a gasolina em Espanha é notoriamente mais barata. Esta atitude levou ao primeiro stress da viagem, o combustível era à justa para chegar a Espanha, e para surpresa minha, não haviam bombas à entrada do reino pelo que me meti por uma estrada secundária e lá cheguei a Lepe, onde havia uma “gasolinera”, mas estava fechada. Cheguei a pensar em esperar para que a bomba abrisse no dia seguinte, mas decidimos arriscar e por sorte lá arranjamos uma bomba de gasolina aberta. Sem chumbo 95 1,015 euros por litro …. No coments.


A viagem correu bem, mas o meu honda gasta muito e optei por uma condução preocupada com a carteira pelo que eram 23 horas Greenwich time quando cheguei a Sevilha, cansado pela viagem e por um dia de luta na mina optou-se por dormir em Sevilha e continuar a viagem no dia seguinte. Àquela hora qualquer hotel servia e foi mesmo um de 4 estrelas, foi caro, mas não havia grandes escolhas e diga-se nunca estive num hotel tão bom.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Locais para onde enviar os inimigos



Noutro dia estava a pesquisar na net sobre a geologia da Rússia e deparei-me com o jazigo de Norilsk http://maurice.strahlen.org/siberia/norilsk.htm . Vieram-me logo á lembrança as aulas de GERE. Foi nesta cadeira que ouvi falar pela primeira vez neste sítio, importante pela sua enorme quantidade e concentração de níquel e platinoides, das maiores do mundo, 75% do paládio provem de Norilsk. A razão porque Norilsk me fascina é por ser um local de extremos, e eu sempre gostei de extremos.

Além da concentração de platinoides, outro extremo de Norilsk é o seu clima, Norilsk situa-se em plena Sibéria é a cidade mais a norte da Europa situada bem dentro do circulo polar Artico, a temperatura chega a descer aos 60 negativos, sendo a média de 10 negativos, neva durante 250 dias por ano e destes nevões metade são tempestades. Devido á latitude a que se encontra, a noite polar dura desde Dezembro até meados de Janeiro pelo que os seus habitantes não vêm o sol durante quase 2 meses.

Mas o pior é mesmo a poluição, esta é das cidades mais poluídas do mundo, desde chuvas ácidas a concentrações de metais acima do permitido tudo um pouco pode ser encontrado por aqui. 1% de todas as emissões de SO2 de todo o mundo são emitidas desta cidade. As concentrações de metais são tão elevadas que já se torna economicamente viável explorar o solo. Já disse que a neve é preta?

Norilsk foi mandada construída nos anos 30 por Estaline e funcionava como prisão, os “maus” eram mandados para as minas de níquel bem para o norte da Sibéria. Se a ideia era fazer sofrer as pessoas o objectivo foi bem conseguido, um autentico inferno na terra.

E qual é o local mais poluído do mundo? Decidi investigar mais um pouco, existem dúvidas, mas houve alguém se deu ao trabalho de produzir um top ten como forma de alerta. A lista é a que se segue:

  1. Chernobyl, Ukraine
  2. Dzerzhinsk, Russia
  3. Haina, Dominican Republic
  4. Kabwe, Zambia
  5. La Oroya, Peru
  6. Linfen, China
  7. Maiuu Suu, Kyrgyzstan
  8. Norilsk, Russia
  9. Ranipet, India
  10. Rudnaya Pristan/Dalnegorsk, Rússia

Podem ler mais e inclusive descarregar o relatório em http://www.blacksmithinstitute.org/ten.php

Apesar de existir uma ordem não existe um local mais poluído do mundo, apenas locais que necessitam urgentemente de intervenção ambiental e breve…

Mas da lista ressalta que, dos 10, 5 pertenceram à antiga união soviética. Em Dzerzhinsk, a esperança média de vida é de apenas 42 anos. Em linfen, existem mais de 200 mil poluentes. E por fim, não deixa de ser curioso que a Republica dominicana, destino de ferias e sonho de tanta gente, (vá-se lá saber porquê), também molha o pão na sopa dos mais poluídos.

segunda-feira, julho 30, 2007

Bairro Alto, take 18

* rua da rosa

Não gosto do bairro alto.


Pronto disse-o, assim, a sangue frio…


18 foi um número atirado ao calhas, não faço ideia de quantas vezes fui ao bairro alto, não sei se foram mais ou menos, mas sei que as vezes que gostei foram muito poucas, duas arrisco um número, e porquê? O que mais me chateia é ter de ficar na rua, pois os bares estão cheios, mas também muitos deles não interessam, ou estão cheios ou a musica é alta e não dá para conversar, ou a população é muito marcada e a permanência torna-se desconfortável para pessoas como eu, aparentemente normais. Há demasiada confusão nas ruas, imensa gente, tudo está sempre demasiado cheio. Não me tomem por agorofóbico, isso é a mãezinha, eu não stresso com a população, apenas prefiro estar em sítios mais calmos. Olha lá, tem atenção, vem ai o camião do lixo, toca a encostar à parede… vá, limpem lá isso que bem precisa, e já que aqui estão levem os copos de cerveja que estão espalhados um pouco por todo o lado…. Que treta.

Claro que sempre se vê algumas coisas interessantes, e sempre dá para cortar na casaca das diferentes tribos, mas de modo geral é desagradável.

A última visita ao bairro alto foi, no entanto, bastante boa, o tempo ajudou e não sei se foram efeitos secundários do seitan que comi ao jantar (comida muito estranha que o meu corpo não está preparado para dissolver) mas acabei sentado no chão (literalmente), à conversa com outras pessoas também elas aparentemente normais, conversas sobre os grandes temas da humanidade, as gaiolas pombalinas e as entretelas das camisas….

Lá está, o que interessa não é onde se está mas com quem se está.

A propósito de rua da rosa, logo no seu começo para quem a desce fica o bonsai, aconselha-se vivamente os temakis de robalo….

triunfo... mas de quem?



Uma das coisas que mais gostei em paris foi a vista do arco do triunfo, mas um dos monumentos que menos gostei foi o arco do triunfo. A partida isto pode parecer um contra-senso mas não é, o que eu não gosto é do que ele representa e não tanto da arquitectura do monumento.


O arco do triunfo é um monumento construído para comemorar as vitórias militares de Napoleão Bonaparte, e é precisamente isso que me causa apreensão. Napoleão foi responsável pela morte e sofrimento de milhares de pessoas, (6,5 milhões de mortos) foi um dirigente déspota, megalómano, louco sanguinário e com manias de grandeza. É inclusive visto por alguns como o primeiro anti-cristo. Ninguém diria pois chegando a paris ele é avenida Napoleão Bonaparte, praça Napoleão Bonaparte, museu da guerra Napoleão Bonaparte, ele é Napoleão Bonaparte por todo o lado. Esta estranha forma de imortalizar quem não merece acaba no expoente máximo no arco do triunfo onde estão inscritos os nomes das cidades conquistadas pelos franceses.

Não deixei de pensar que qualquer dia ainda vamos ter o museu Adolf Hitler, ou a praceta do Adolfo…

Lisboa não consta de tal arco…

guerras napoleonicas


terça-feira, julho 17, 2007

6 coisas

Coisas boas de paris


As mercearias típicas abertas pela uma da manha em que se podia comprar um cestinho de fruta.

A vista do arco do triunfo.

Bares onde se pode ouvir musica e ainda conseguir falar com a pessoa do lado (ao mesmo tempo!).

O museu de mineralogia, drooling time…

Passeio de barco pelo rio sena.

Os croissants, e as tartes de framboesa.


Coisas más de paris


Os esgotos de paris

O hotel íbis

O impressionismo, que sinceramente não me impressiona

Os preços, de basicamente…. Tudo

Água engarrafada sem personalidade, e absurdamente cara.

O chauvinismo frances

sábado, julho 14, 2007

Sobre rodas


Há aquela velha piada sobre comboios, piada essa que eu uso com uma frequência preocupante, que alega que a paragem do mesmo se deveu a um furo numa roda. A piada reside, como é óbvio, no facto das rodas dos comboios serem metálicas e consequentemente não furarem.

A não ser que o referido comboio seja parisiense, nesse caso a piada pode ser bem verdadeira. É que em paris várias linhas de metro têm composições cujos rodados são de borracha. Estava bastante entusiasmado por ver semelhante coisa, e devo dizer que foi uma experiência positiva. Como se pode ser na fotografia cada conjunto de rodados é composto por 4 pneus, dois verticais e outros dois horizontais. Os verticais funcionam como qualquer rodado de carro, rolam e o veiculo anda… os horizontais tem como finalidade manter o metros dentro do “carril” pois ao contrario dos rodados de metal, estes de borracha, não têm flange que impede que as rodas possam sair dos carris.

Em comparação com os metros normais este é sem dúvida mais confortável, como seria de esperar, é também mais silencioso, e ambas as qualidades são devidas, sem dúvida aos pneus. Os metros com pneus de borracha necessitam de menores distâncias de travagem e conseguem subir inclinações maiores. Possuem, no entanto, grandes desvantagens, é um sistema mais caro de ter e manter, gastam mais energia e devido ao calor que produzem as estações necessitam de ventilação reforçada.

E por falar em estações, bom, tal como é normal por essa Europa fora são chapa 5, são todas iguais e impessoais. No entanto acabei por encontrar algumas semelhanças com o nosso…. Milímetro…. Principalmente na forma como é feita a entrada nas gares, embora com tantas barreiras me questione se eles querem mesmo que nós entremos…

O metro parisiense parece maior do que é na realidade, isto porque a rede de comboios mistura-se com a rede de metro, como se isto não bastasse, a maior parte do percurso citadino é feito em túnel o que só vem ajudar na confusão. Mas, para aqueles que são mais distraídos existem duas formas fáceis de descobrir se estamos no metro ou na rede de comboios:

1 se a composição tiver nome estamos de facto nos comboios (sim eles dão nomes aos comboios, nomes como Gota, ou rona) go figure…

2 se as estações forem horríveis, vindas directamente de um filme futurista apocalíptico, também estamos na rede de comboios, (de facto, a estação de ponte D’alma recebe o prémio para a estação mais feia que jamais vi!)

Claro que também ajuda olhar para os carris e procurar pela electricidade. A electricidade da rede de metro encontra-se em baixo, ao pé dos carris, enquanto que numa rede de comboios encontra-se elevada.

Então…. Tecnicamente o metro do porto não é metro…..

sábado, julho 07, 2007

como atropelar um coelho



Estou certo que toda a gente que conduz já passou á noite numa estrada e se deparou com um coelho na estrada. Alguns terão desviado a sua rota para não ferir o pobre animal, outros terão feito pontaria ao bicho pensando já no jantar.

Este post não tem como objectivo criticar os destruidores da vida animal mas sim explicar de forma detalhada como atropelar os coelhinhos da melhor maneira…

Pois é, tem técnica, não basta dirigir o carro contra o bicho e passar-lhe por cima, a ideia é comer coelho á caçador e não hambúrguer!

A primeira coisa que se deve fazer quando se avista um roger rabit na estrada é ligar os máximos, os coelhos ficam encandeados e ficarão imóveis no meio da estrada. É também importante que o alvo fique a meio do carro pois se ele for atingido pelas rodas nem para hambúrguer servirá mas mais para panqueca. Depois quando se estiver bastante próximo do animal deve-se buzinar. Ao buzinar o coelho assusta-se e salta, é apanhado em cheio na zona do radiador e tem morte instantânea não ficando, no entanto, passado a ferro.

Depois o limite é a imaginação, Coelho Grelhado com Ervas, Coelho Guisado com Massa, Coelho com Amêndoas, Coelho com Arroz, Coelho com Mostarda

Apenas uma ideia

Coelho à Caçador

Ingredientes:
1 coelho
Vinho tinto
1 cebola
1 tomate
1 ou 2 folhas de louro
Alho, sal e pimenta q.b.
Margarina
Azeite

Preparação:
Coloque o coelho partido aos pedaços a marinar num preparado com vinho tinto, cebola cortada aos pedaços, alho, sal, pimenta e uma folha de louro. Depois escorra da marinada o coelho e passe os pedaços por farinha. Aloure o coelho com margarina e um fio de azeite. Junte depois a marinada. Deixe ferver um pouco e tempere com um pouco de sal e pimenta. Deixe cozer suavemente até o sabor ficar bem apurado.


*Ideia gentilmente cedida por Francisco Paulino, o melhor engenheiro geólogo da Fajarda…

sábado, junho 23, 2007

Gone with the wind

Madeleine, Madeleine, Madeleine… i just can´t stand it anymore….

Ele é televisão jornais, cinemas, bombas de gasolina, supermercados.. os media simplesmente não se calam com o desaparecimento da miúda.

Eu tenho muita pena da rapariga pois provavelmente a esta hora já estará morta ou sofrendo um destino pior. Tenho também pena pelos pais que para além de sofrerem muito pela perda da sua filha, devem estar a consumir-se em remorsos por a terem deixado sozinha… Mas a triste realidade é que todos os anos desaparecem crianças em todo o mundo, segundo dados do expresso são 20 mil por ano em Portugal, 800 mil nos estados unidos, e alguns milhares por dia na Índia!!!

Infelizmente a condição de criança é uma bastante frágil, por si só e pela qualidade de algumas pessoas que povoam o mundo. Infelizmente Madeleine McCann é apenas mais uma criança desaparecida entre alguns milhares. A diferença foram os média ingleses que agarraram a noticia e espremeram-na o mais possível, ainda por cima por ter acontecido em Portugal, foi mais uma oportunidade para denegrir a nossa imagem, se tudo se tivesse passado em Inglaterra já tudo teria caído no esquecimento.

Eu, por mais que pareça mal dizer, já não posso ouvir mais nada sobre o assunto.

domingo, junho 10, 2007

dont drink the water

A foto que vêm em cima (*), foi tirada por mim há algumas semanas no concerto de Dave Matthews band.

Não me considero um grande fã de DMB, mas gosto bastante de algumas musicas, como tinha companhia não hesitei em ir ao concerto, embora tal estivesse para não acontecer, isto porque a preguiça do costume voltou a atacar e quando os bilhetes foram comprados já só havia 16! Foi por um triz.


Era de esperar que esgotassem, foi a primeira vez que eles estiveram em Portugal e ainda para mais estavam na Europa para apenas 5 concertos. Foi uma honra terem passado aqui por Lisboa.

Que posso dizer, foi um concerto memorável, pavilhão atlântico cheio, (ou quase) que foi brindado com os grandes sucessos da banda durante 3 horas! Assim vale a pena pagar para ir a concertos.

De resto DMB é uma grande banda, as pessoas podem não apreciar o seu estilo de musica, mas tem de reconhecer que são excelentes músicos. A mim em particular quem mais me impressionou foi o violinista, pelo som que fazia e pela energia que demonstrava em palco. Uma nota mais para o trompetista, que tb enchia o palco, mas por outras razões…eheh

foi divinal, apenas me queixei de 2 coisas, primeiro do som, o pavilhão atlântico tem uma sonoridade bastante má e seja quem for que lá toque é irremediavelmente castigado por isso. A segunda foram as minhas costas, já não tenho idade para estar tanto tempo em pé... meus ricos rins... apesar de ter gostado bastante do concerto a dada altura já só queria que eles se calassem para que eu me pudesse sentar…

Nota(*) se não conseguirem ver a fotografia não se assustem, nada se passa de errado com vocês ou com o vosso computador, é apenas sinal de que ainda não encontrei o cabo para descarregar a fotografia do telele para o portátil…(está na forja)

segunda-feira, maio 21, 2007

The Tube



Chamem-lhe deformação profissional, I don´t care, mas que eu adorei o metro de Londres adorei.

O the tube como é conhecido, devido à forma tubular dos túneis, foi o primeiro metro do mundo a ser construído, em 1863, e é hoje um dos mais desenvolvidos tem apenas 408 km de extensão!!

Como devem imaginar fazer túneis em 1863 não era nada fácil, optou-se pela técnica do cut and cover, pelo que deve ter sido um caos numa capital movimentada como Londres, ainda para mais em plena revolução industrial (imaginem metros que trabalhavam a vapor!). Começou por se fazer um pequeno troço entre Paddington e Farringdon Street, e hoje, 144 anos depois!!! Ele é linhas que nunca mais acabam, em estações como King´s Cross atravessam-se 5 linhas diferentes, e como cada sentido tem a sua plataforma de embarque existem pelo menos 10 plataformas para apanhar comboios! Apanhar o metro podia ser um pesadelo se não fosse a excelente organização inglesa. Existem mapas explicativos por toda a parte e não acredito que mesmo os londrinos prescindam deles. A verdade é que mesmo num autêntico novelo de linhas nunca me perdi nem tive necessidade de perguntar informações.

As estações são todas iguais e bastante básicas mas bastante limpas ao contrario das milanesas.. argh… pelo que apesar da quantidade de gente andar de metro em Londres pode ser uma experiência bastante agradável.

Robim Campónio



Outro dos locais visitados foi a floresta de sherwood terra do famoso robim dos bosques.

Conta a lenda que na ausência do rei Ricardo o tirano do xerife de Nottingham explorava os pobres e oprimidos, e é nesta altura conturbada que aparece um tal de Robim que por ter optado por viver no campo foi apelidado de, “dos bosques”, e que roubava os ricos para dar aos pobres…

Devem ter sido feitos dezenas de filmes sobre o tema, desde ao meloso Robim dos bosques o príncipe dos Ladroes até àquele filme do Mel Brooks em que o tipo pára para encher os ténis de ar….

A verdade é que existiu mesmo um Robim dos bosques, não é lenda! O que as pessoas não contam é que na realidade o Robim dos bosques foi apanhado e morto pelo xerife de Nottingham. E também não contam que o xerife não era assim tão má pessoa.

Vamos pensar um pouco, o rei Ricardo coração de leão deu uma de Durão Barroso e abandonou o País (ah e tal, eu vou ali à cruzadas e já volto)! E deixou o menino nos braços do xerife. Este fez o que pôde para meter a ordem na capoeira, e havia um tal de Robim que insistia no furto. Ora, já estou mesmo a ver a conserva dos dois quando o tipo foi apanhado. Epa, Robim, isto não é nada pessoal pá, mas sabes, roubar é feio e há que manter a ordem, pelo que vou mesmo ter de separar a tua cabeça do resto do corpo…

Bom, lendas aparte, a floresta de sherwood é bonita, está repleta de carvalhos entre os quais se destaca o Major oak. É uma pequenina árvore com 800 anos, mais ano menos ano, e que os cientistas ainda não conseguiram explicar muito bem a razão do seu tamanho absurdo. Pensa-se contudo, que não será uma árvore mas 3! Que de terem crescido tão perto se fundiram numa só.

Não sei, mas que o raio da árvore é grande é…

domingo, maio 20, 2007

Londinium



Londres… fundada pelos romanos há quase 2 milénios é a capital do reino unido, tem hoje quase 8 milhões de habitantes, quase a população de Portugal. E eu portuguesito de gema estive lá há pouco tempo. Primeiro que tudo venho de Londres com uma ideia bastante desfasada da realidade, isto porque nos 2 dias que dediquei a Londres esteve um sol maravilhoso, tal qual como em Portugal, e todos nós sabemos como é o tempo de Londres, chuva, frio, nevoeiro.

Como tinha pouco tempo vi tudo a correr e não entrei em nenhum monumento até porque os preços em Londres são pela hora da morte.

Comecei a minha viagem por Camdem Town. Camdem é uma espécie de feira da ladra com a diferença de que nada é roubado ou contrafeito e tem dimensões imensamente maiores, bom, comparar Camdem town com a feira da ladra é um understatment. O lugar está repleto de gente que enchem os passeios na sua totalidade e gente de todos os tipos e feitios. As lojas são..., digamos sui generis, desde lojas para vampiros, góticos ou para pessoal das raves existe de tudo, pode-se comprar desde incenso a roupa, de caixões a móveis. De todas as que visitei recomendo sem dúvida a cyberdog esta loja é um espectáculo por si só, vale a pena entrar só para ver os vendedores!

Dos monumentos mais conhecidos aqueles que gostei mais foram as casas do parlamento e a tower bridge, porque são bastante mais bonitos do que imaginava.

Uma das coisas que mais gostei foram dos parques reais, ao contrário de Lisboa, Londres tem muitas zonas verdes espalhadas pela cidade (e bem precisa) St James Park (na foto) e hyde park são belíssimos, são locais onde apetece mesmo estar. Digo que Londres precisa de espaços verdes porque com um trânsito infernal (e paga-se para entrar no centro) e 7,5 milhões de habitantes a cidade é bastante poluída a ponto de no fim do dia assoar-me e parecia ter saído da mina.

Picadilly Circus, Oxford Street, passeei imenso pelas ruas londrinas, ia sendo atropelado algumas vezes pois ao atravessar as estradas olhava sempre para o lado errado, e por falar em atropelar, o parque automóvel é impressionante, jaguares é mato, ferraris, lamborghinis, Aston martin, até um F40 vi. Haja dinheiro….

Londres…. Sitio a regressar quando puder…

Desabafo II

A vida é muito cruel

segunda-feira, maio 07, 2007

London calling



Estava na praia, sem nada para fazer, banhava-me ao sol (algo que nem gosto de fazer) olhava o vazio do mar e questionava as ondas… será que o meu Sporting ainda vai conseguir ser campeão?... hum… ah e tal…. Apetece-me ir a Inglaterra. E como querer é poder, fui…

Não foi bem assim como devem imaginar, mas também não andou muito longe. A verdade é que a viagem já estava prometida há muito tempo, e além da conjunção astral juntaram-se dois factores muito importantes, o tempo e o dinheiro, aliado a uma concentração anormal de enxofre que me anda a fazer mal à cabeça…E convenhamos, isto de ter emigras espalhados pelo mundo também ajuda a que situações desta se proporcionem.

Convém dizer que a minha ida a Inglaterra não teve como único propósito conhecer o País, de facto, a principal razão foi mesmo o de visitar a Maria Teresa, amiga minha que não satisfeita com um curso de engenharia geológica, se sujeitou a andar do outro lado da estrada para tirar também um mestrado subordinado ao mesmo tema.

Peguei na trouxa e pus-me a caminho (literalmente). O meu itinerário por terras britânicas compreendeu Londres (claro) Nothingham e Bradden. Foram apenas 4 dias porque o tempo também não era assim muito, mas foram dias bastante produtivos. Pude visitar Bradden (leia-se bread) uma pequena mas bela localidade situada nos arredores de Towcester (leia-se toaster), do município de Butter.* Dediquei 2 dias a Londres, e ainda outro a Nothinghan que incluiu uma visita à floresta de sherwood.

Voltei contente pela experiência, feliz por ter visitado a minha amiga, e de espírito leve pela minha decisão.

Depois coloco fotos e dou mais pormenores, há muito a dizer e pouco tempo lúcido à superfície da terra.

* Desculpa, foi mais forte eu.

 
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