quarta-feira, agosto 09, 2006

Meu padre meu Rei

Os meus passeios pelo Portugal profundo mostram-me sempre realidades interessantes, nem sempre agradáveis mas sempre enriquecedoras.

Percorrendo as vilas e aldeias do distrito de Vila Real, trás os montes, não pude deixar de reparar na quantidade de igrejas que existem por aqueles lados. Cada aldeiazita, por mais pequena que seja, tem pelo menos uma, ás vezes até tem duas ou mais, e isto para nem falar nas capelinhas espalhadas pelos montes, cada um mais ermo que os outro.

Eu gosto de igrejas, pela sua beleza não deixam de ser monumentos apreciáveis, algumas são mesmo lindas. Então porque não fiquei eu todo contente por ver tantas?

Pode se dizer que o que é demais chateia, é verdade, mas não foi por isso, na realidade eu fiquei perturbado ao constatar uma religiosidade exacerbada que a meu ver é bastante negativa para as liberdades do indivíduo. Aqui não se faz nada sem ordens dos responsáveis religiosos, não se pensa pela própria cabeça e nem será preciso argumentar o quão negativo isso é.

O auge foi atingido na terra das alheiras. Chegámos a Mirandela pelas 6 da tarde, estava um calor tórrido e brisa nem na auto-estrada. Estavam a decorrer as festas da cidade e toda gente estava na rua. Chegámos mesmo na altura da procissão. Esse momento foi excelente para apalpar a religiosidade do povo, algumas pessoas (e não eram poucas) faziam a procissão descalças! 38 graus era a temperatura ambiente, na calçada de granito e no alcatrão a temperatura devia atingir uns 50 graus, mas havia pessoas descalças…

Devo dizer que isto é um pouco assustador, assustador e triste…

terça-feira, julho 25, 2006

A experiencia shostakovich

Dimitri shostakovich foi um excelente compositor russo, mas para além de ser um virtuoso era também imensamente paranóico. Só para terem uma ideia o tipo enviava cartas a ele mesmo para aferir o comportamento dos correios.

Aqui há uns tempos quando li a sua biografia pensei para os meus botões, este tipo não joga com o baralho todo…

Pois é…. Se calhar eu e o dimitri temos uma coisa em comum…. E não é a queda para a música sinfónica…

Aproveitando o facto de ter enviado uma encomenda para o Japão decidi fazer um teste e enviei duas cartas a mim próprio, uma em correio azul e outra em correio normal, em cada uma coloquei um papel a dizer “vale um escudo”, depositei as duas cartas nos correios do Colombo juntamente com a encomenda para o Japão. Isto foi sexta-feira passada.

Este blog nunca foi nem nunca teve a intenção ser um mural de escárnio, se por vezes isso acaba por acontecer, é apenas sinal que as coisas não vão bem por ai fora… Sendo assim apraz-me divulgar os resultados:

As cartas chegaram a horas! E na ordem correcta. A carta de correio azul chegou na segunda de manha á hora habitual e a carta de correio normal chegou um dia depois também pela manhã. Até agora não há notícias que a Anita tenha recebido os cd´s. Esse era aliás o meu medo, que antes de eu ver o papelinho do “vale um escudo” já todo o Japão andasse a rebolar de tanto rir com o gato fedorento.

Mas…. (lá vou eu dizer mal) do ponto de vista da eficiência esta “shostakovich experience” oferece-nos outro resultado interessante:

A pergunta é. Será que vale a pena mandar as cartas por correio azul?

Vejamos:

Correio azul, um dia, 80 cêntimos
Correio normal dois dias, 30 cêntimos.

Ora, no meu entender um dia de diferença não justifica um diferencial de preço de 2,6 vezes mais. Claro que existe sempre a urgência mas se a pressa for mesmo muita existem sempre outras alternativas.

Portanto meus caros, nada de azul…

terça-feira, julho 11, 2006

Herzlichen Glückwunsch!

Desde que Portugal ganhou à Inglaterra que decidi fazer um post com o intuito de parabenizar a sua prestação. O prometido é devido e por isso dou publicamente os meus parabéns pelo brilhante 4º lugar alcançado. Ficou a sensação que podíamos ter ido mais longe mas a falta de ponta de lança que marcasse golos e algum cansaço, da temporada e das batalhas anteriores ditaram que mais uma vez perdêssemos com os nossos velhos conhecidos. Paciência, como eu costumo dizer, as pessoas não passam de bestiais a bestas de um momento para o outro, e vice versa, pelo que as derrotas frente à França e Alemanha não apaga a excelente prestação de todos os jogadores, ok…..menos o petit que com uma expulsão, um penalti falhado e um auto golo mais valia ter ficado em Lisboa.

As exibições não foram as melhores, o campeonato foi hiper defensivo mas pessoalmente estou farto de vitórias morais, estou farto de ver jogos Portugal - Itália em que fazíamos um jogo fantástico, com muitos remates, montes de cantos, excelentes passes e no fim a Itália ganhava. Que joguem mal e tragam o caneco, que se lixe a exibição, há que ser pragmático e nisso fomos muito bons.

Mais uma vez, parabéns!

terça-feira, julho 04, 2006

O valor relativo das coisas

Como coleccionador de minerais gosto de ter expostos os melhores exemplares, ás vezes lá aparece a pergunta (quanto custa este? ou aquele ali?).
A minha resposta é sempre a mesma, depende… depende de quanto tu quiseres dar por ele, e é esse o seu valor…

Há quem não entenda, mas o facto de ter dispendido mais euros num mineral não faz com que ele valha mais do que outro, de facto o mineral mais valioso da minha colecção não me custou nem um cêntimo… foi-me oferecido…

Como nos minerais os troféus desportivos também têm um valor relativo, este valor depende se o ganhámos ou não. Se o ganhámos é a coisa mais importante do mundo, se não o ganhámos, a próxima refeição é bem mais valiosa…

Após Portugal ter ganho á equipa inglesa percorri vários jornais on-line por esse mundo fora, li jornais americanos, brasileiros, espanhóis e ingleses. Praticamente todos eram unânimes em afirmar que wayne rooney tinha sido bem expulso, (do mal o menos) mas o que me surpreendeu foi a dificuldade em dar com notícias sobre o mundial, CNN, A Marca ElPais, folha de são Paulo…. Parecia que a febre futebolística apenas tinha atacado o País de Camões! Depois apercebi-me que estes jornais são todos de países cujas equipas já foram eliminadas do campeonato mundial, um pequeno pormenor que modifica tudo, de repente ganhar o campeonato não é a coisa mais importante do mundo, de um momento para o outro é apenas um feito de menor importância, ora, até os portugueses chegam ás meias finais!

Faltava correr os jornais ingleses, o The Guardian apareceu como uma lufada de ar fresco com artigos bem feitos, mas os tablóides…. Nem é bom falar. Claro que comecei a minha ronda com o pasquim mor, o the sun. Que tem uma frase lapidar sobre a arrogância, o mau perder e aquilo que tentei escrever aqui em bem mais linhas:

“Só faltam 191 dias para o Natal e, melhor ainda apenas 7 semanas para começar o campeonato mais excitante do mundo, a premiership”

A acusação descansa…

quinta-feira, junho 29, 2006

Como os cães de Pavlov

Como os cães de pavlov..

É como eu me sinto por estes dias..
Resenha histórica. Quem foi pavlov? Pavlov foi um tipo que fez umas experiências com uns cães. Apelidá-lo de “tipo” fica muito mal, Ivan Petrovich Pavlov, de seu nome, foi um fisiólogo russo que foi premiado com as suas experiências acerca do comportamento digestivo dos cães, chegando mesmo a ganhar o prémio Nobel da medicina em 1904. Quem como eu teve o desprazer de ter psicologia no 12º ano ao invés de geometria descritiva certamente se lembra dos reflexos condicionados

A experiência era simples:

Um cão, colocado diante de uma tela branca, cada vez que recebia a comida, via projectada a figura de uma elipse. Em pouco tempo, ao ver a elipse o cão ficava alegre, abanava o rabo e salivava. Quando, pelo contrário, era projectado um círculo, o animal recebia um choque eléctrico. Cada vez que via o círculo, ele gania assustado e tentava fugir.

O que tenho eu a ver com isso? Bom por estes dias o tempo está quente, não existe humidade no ar o que origina muita electricidade estática, daí que quando eu saio do carro apanho um choque, ás vezes até mesmo quando toco em materiais maus condutores como a madeira ou cimento, isto tb depende dos sapatos. Tenho apenas um par em que isso acontece.
No entanto e como resultado deste reflexo condicionado sempre que saio do carro tenho medo de tocar no que quer que seja, uso os pés, os cotovelos (tapados pela roupa), pareço um coitadinho a fechar a porta do carro.

E pronto lá estou eu como os cães, só que para mim não há biscoito, só choques…

sexta-feira, junho 16, 2006

Música para uma ilha deserta

Alguns jogadores da selecção nacional decidiram fazer um cd de música, mais precisamente com as músicas de que eles mais gostam… Diga-se de passagem que eles têm muito mau gosto.

Não querendo ficar atrás decidi fazer o mesmo e escolhi uma série de músicas que levaria para uma ilha deserta se apenas pudesse levar um cd. A escolha não foi nada fácil porque me obriguei a correr todos os meus gostos musicais e sendo apenas um cd o tempo também estava limitado. Desta forma muita coisa ficou de fora acabando por ser injusto para algumas músicas, mas pronto, aqui vai.

One – metallica
Prayer – Disturbed
Actress AM - FM – The gift
Montego Bay Spleen – Saint Germain
So unsexy – Alanis morrisette
Air on a G string – Bach
Clair de lune – Debussy
Stay – U2
Nobody knows – Live
The last of the moicains – Enya
Tango apassionado – Astor Piazzolla
On the turning away – Pink Floyd
Porcelain – Moby
Inverno (largo) - Vivaldi
Alma Mater – Rodrigo Leão
Cinema Paraiso - Dulce Pontes e Enio Morricone



Naturalmente a música ambiente do género de Stephan Micus ficou de fora mas não se deve a um qualquer esquecimento, se eu fosse parar a uma ilha deserta teria bastantes cocos para praticar.

Alguns pensamentos sobre o mundial

Este post era suposto ter sido colocado no dia 9 de junho, mas devido a imponderáveis , tal não foi possivel, por isso só hoje aqui aparece. Peço desculpa...


Hoje começa o campeonato mundial de futebol, um momento sempre aguardado com bastante expectativa por milhões de pessoas em todo o mundo. Claro que eu não excepção e espero desde à bastante tempo pelo dia 9 de Junho.

Depois da vergonha que foi o mundial Coreia/Japão; e neste aspecto não me estou a referir apenas à exibição da selecção portuguesa, mas também das arbitragens e das exibições das equipas, que foram uma lástima; espero que este mundial seja bastante melhor.

Quanto a Portugal? Temos a obrigação moral de passar a primeira fase, Angola e o irão são selecções bastante acessíveis e com duas vitórias a passagem está assegurada sobrando o México para discutir o primeiro lugar. Onde é que eu já ouvi isto? No europeu também era assim, Grécia e Rússia fáceis e Espanha logo se via, sim, sim, depois viu-se…
Mas desta vez penso que será diferente, a selecção não está arrogante o Baía está a jogar mal e ninguém levantou a voz contra o Ricardo, os jogadores estão em forma e confiantes.

Depois da primeira fase tudo pode acontecer, Argentina, Holanda, Costa do marfim ou Servia-Montenegro, venha o diabo e escolha…

Noutro dia fazia zapping á procura de um canal que transmitisse os jogos em sinal aberto, quando parei na sky News, este canal estava em directo do aeroporto a transmitir a partida da selecção inglesa rumo à Alemanha, chegando mesmo ao ponto de mostrar o avião a levantar voo… A importância que hoje em dia se dá ao futebol… Reflectindo sobre o assunto, acho que isso tem a ver com a atitude guerreira do Homem. O futebol, de certa forma, substitui-se ás batalhas travadas no passado em que os guerreiros se de gladiavam. Talvez por isso depositamos tantas esperanças na nossa selecção e depois de falhar se passa logo de bestial a besta…

De resto, acho o futebol um desporto maravilhoso e apesar dos excessos de gente pouco inteligente, tem a capacidade para unir os povos de uma forma única.


Nota negativa para a sportv, pela primeira vez os jogos não vão ser transmitidos em sinal aberto, por outras palavras, se és pobre não tens direito a bola…

sexta-feira, junho 02, 2006

Gatos e cavalos

Li recentemente num jornal que o gato fedorento foi processado por um antigo membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.

O sketche em questão era o do velhão, sinceramente um dos melhores já feitos por aqueles que são actualmente os melhores humoristas em Portugal.

Diz então o senhor que o sketche é insultuoso aos anciões de Portugal e á sua situação…
Acho esta afirmação realmente ridícula, o sketche, além de hilariante é altamente corrosivo porque põe, isso sim, o dedo na ferida, na forma vergonhosa como tratamos os nossos velhos. Tendo eu um caso na família o problema toca-me de forma particular, mas nem vou entrar por ai, espero sim que o gato nos continue a brindar com o humor a que já nos habituou e não deixe de criticar o que merece ser criticado.

E agora para algo completamente diferente….

Nesse mesmo jornal, vinha outra noticia que me chamou atenção, o seu titulo era “Homem morre sodomizado por um cavalo”

O quê??? Foi o que pensei, ……(rapidamente imaginei um cavalo atrás de uma moita preparado para emboscar qualquer incauto, que distraído, passasse por perto… Mas afinal não, o…. acto…… até foi consentido mas correu mal…

É como eu costumo dizer, dois corpos não conseguem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo…

Apenas um filme

O filme o Código da Vinci foi proibido nas Filipinas, a igreja católica local interpôs uma providencia cautelar de forma a inviabilizar a visualização do filme. Ao ser entrevistado um homem Filipino afirmou “se uma pessoa questiona a sua fé ao ver um filme é porque a sua fé é muito fraca”.

Mas a nossa igreja católica não pensa assim, talvez por medo que as pessoas pensem pela sua cabeça não cessa de nos assustar com o pecado, o demónio e o inferno. Diz-nos o que ler, o que ver, o que pensar, como agir. Sou crente, mas se há coisa que não gosto é de uma igreja que se comporta desta maneira. Penso inclusive que existe cada vez mais gente como eu, crente de Deus, mas que pouco ou nada se revêem nesta igreja (muito pouco) católica. Sendo assim, fico contente quando aparece alguém a desmistificar os dogmas da igreja, seja o Graal, o sudário ou outro qualquer, porque o que realmente interessa são os ensinamentos que Jesus nos trouxe, de amarmos o próximo, de praticarmos a paz e por ai fora… E se Jesus fosse apenas um judeu, que teve filhos e viveu, afinal, uma vida normal? Perderiam as suas palavras veracidade ou fundamento??

Quanto ao filme em si não tinha grandes expectativas pelo que não corria o risco de sair desiludido, disseram-me que estava igualzinho ao livro (Eu devo ter sido uma das poucas pessoas no universo que não o leu), e não é isso que queremos quando vemos uma adaptação de um livro à 7ª arte?

Deixem-me apenas rematar que proibir que o filme passasse nas salas de cinema não foi nada esperto, com a pirataria que por ai anda, (esse pessoal do emule e coisas do género) esse problema é facilmente superado.

segunda-feira, maio 29, 2006

Festival eurovisão da canção

Sempre fui assíduo espectador do festival euro visão da canção, não é que goste das músicas que por lá passaram, é mais pela votação. Eu sempre gostei de votações! Parece estranho mas eu gosto de ver os votos a subir e a descer, se este ou aquele candidato começa a perder e é ultrapassado… enfim. Nos últimos tempos não tenho acompanhado muito porque Portugal deixou de participar de forma mais assídua. Nesta Europa que não para de inchar, e que conta com cada vez mais países começa a não haver lugares para todos, e alguns começaram a ficar de castigo, se as suas músicas tivessem más votações não poderiam participar no ano seguinte. Como Portugal envia sempre aquelas músicas fabulosas começou a ficar sempre de castigo e eu perdi algum interesse pela coisa.

Este ano pelos visto fizeram de maneira diferente, por eliminatórias. Ok para nós é igual fomos eliminados á primeira! E ainda bem porque a música era uma desgraça, mas pronto, queriam fazer justiça ao passado!

Mas há uma coisa que me perturba, agora eu percebo todas as línguas faladas por essa Europa fora, vai a canção espanhola, e eu percebo, vai a canção polaca e eu entendo tudo o que ele diz! Vai a canção turca, e eu compreendo que ela está a cantar!!!! Espera lá, ou eu adquiri um especial talento para línguas ou… as musicas foram todas cantadas em inglês? Como diz o outro, “mas o que é isto?”

Eu já estou a ver tudo, houve algum iluminado que achou que como as línguas são diferentes as músicas não estariam em pé de igualdade, dessa forma, toca a ser tudo em inglês para ser igual para todos. Pois então se estamos numa Europa de países iguais temos de estar em pé de igualdade! Confesso que tudo isto me ultrapassa.

Apesar desta forma de estar, este ano, tivemos uma surpresa, a música vencedora foi a da Finlândia, Pais de lagos, renas e rock pesado. E para fazer jus ás suas raízes a música apresentada foi um rock pesado (pesado para um festival), ao qual não faltou músicos a condizer. Para finalizar cantaram em finlandês, ou pelo menos a parte eu ouvi.

Se querem que vos diga, a música ganhou por ser diferente. Todas as músicas do festival são iguais e esta pelo menos sobressaiu.

Fico contente por ser assim.

Vencedores

quarta-feira, maio 03, 2006

Tomb Raider

Eu, como qualquer rapaz normal, gosto de jogar jogos de computador, jogos que vão desde os mais violentos fps como o half life ou UT2004, jogos de estratégia como o age of empires ou a série comand and conquer, até ao básico puzzle bobble. No entanto no topo da lista está a série Tomb Raider e a menina lara croft, não é á toa que é o único jogo que tem direito a link aqui no blog.

Tenho originais de todos eles e até ao quarto jogo todos foram fenomenais. Depois, a série começou a perder o charme, pelo que eu, assim como milhares de fãs aguardava com expectativa a vinda de um novo Tomb Raider, um que voltasse a deixar toda a gente de boca aberta…

Bom, o Tomb Raider 7 (legend) está ai! Estou quase a completa-lo e estou imensamente desgostoso.

(Para aqueles que não jogaram ou não conhecem o jogo as próximas linhas poderão ser bastante secantes, pelo que se quiserem podem passar directamente para os dois últimos parágrafos).

O jogo é muito curto, num jogo normal era acabado em meses, pelas minhas contas vou acabar este em apenas 8 horas (de jogo).

Tudo está muito fácil, ela auto agarra-se, pelo que é muito difícil atirá-la de um penhasco. Os puzzles que eram super difíceis agora são básicos e como se isso não bastasse são repetitivos, de tal forma que fica-se com a sensação de estar a resolver o mesmo puzzle vezes sem conta apenas num cenário diferente.

Os controles foram renovados e a meu ver para pior, nos jogos antigos bastava o cursor e mais três teclas, que ainda por cima davam jeito ás duas mãos, agora há teclas para tudo e mais alguma coisa o que torna o movimento muito mais difícil, nadar então é um autêntico pesadelo. Claro que depois nos acabamos por habituar mas se as coisas estão bem porquê mudar?

O peito está mais pequeno. Mas se com uma mão se faz uma mamoplastia com a outra torna-se o jogo num autêntico Lara show, isto porque agora a câmara roda 360 graus e podemos vê-la de frente, a ela e os seus decotes… Não é que isso me chateie (como é obvio), mas o jogo não é só a personagem principal, o jogo é a exploração, os cenários longínquos, a felicidade em conseguir resolver os puzzles, e com este jogo isso mudou, agora só dá lara, senão o que dizer do nível do Japão…

Depois temos os inimigos, a única coisa contra o que disparamos são mercenários. O que foi feito dos dinossauros, das piranhas, dos gorilas, das múmias, das aranhas do tomb raider 2, dos escaravelhos??? Estes últimos, eu dispenso, mas a verdade é que tudo ficou mais monótono.

Irritantes são também os companheiros de aventuras, zip e allister, as duas vozes que insistem em fazer comentários idiotas e dar dicas óbvias sobre o caminho a tomar… como se isso fosse necessário.

Mas o que realmente me chateia no filme é o reescrever a história, No primeiro jogo dizia-se que após ter sobrevivido ao acidente de avião Lara croft teve de sobreviver na selva e isso mudou muito o seu carácter ao ponto de deixar a sua vida fácil da aristocracia inglesa para ser exploradora, ao ponto de o seu pai a deserdar… Isto é basicamente a história que pode ser lida no livrinho do primeiro jogo.

A história foi mudada para o filme. No filme o pai até é arqueólogo e a menina lara tem muitas saudades dele…Bom, esta inversão é má mas eu compreendo que um filme com apenas uma personagem e que ainda por cima mata tudo o que vê à frente era capaz de não resultar como blockbuster e até desculpo. Agora alterar a história para os jogos eu já não posso aceitar, não posso mesmo. Costumo dizer que a história não é feita por quem a vive mas por quem a escreve e neste caso está a reescrever-se a história para dar jeito, para encaixar num novo filme que há-de de vir e isso irrita-me de sobremaneira.

A música é muito bonita, os gráficos um assombro, mas isso não chega, infelizmente este jogo não é um tomb raider…

Convém separar a realidade da ficção e eu faço isso, a tomb raider é apenas um jogo, mas apetece-me dizer que ás vezes não é bom reencontrar a nossa namorada de infância, ou aquela pessoa especial que nos encheu de esperanças que a vida ia ser uma coisa fenomenal! Não é, porque muitas das vezes acabamos por nos desiludir, porque a pessoa que deixámos não é a mesma que encaramos hoje, o tempo tornou-a amarga e cínica, o sorriso nem é mais o mesmo, ou somos nós que ficámos assim e apenas nos olhamos no espelho? Reencontros…. Eu tenho um sério problema com isso…

Há coisas que é melhor deixar para trás e nunca mais ter contacto com elas, sejam pessoas, lugares, momentos ou objectos ou um jogo de computador…

editado em 6 de maio..
Demorei 4 horas e 34 minutos : - (

quarta-feira, abril 19, 2006

Gravatas...

Acabei de ver nas notícias que a pulseira electrónica tem feito o estado poupar imenso, o recluso fica em casa mas em vez de ser posto um polícia à sua porta é colocada uma pulseira que regista os seus movimentos, de modo a que se este sair de casa ou tentar mesmo fugir é logo detectado.

Foi ai que eu pensei… Está resolvido! O que nós precisamos é de uma gravata electrónica. Desta forma assim que um deputado fosse a sair do hemiciclo antes das horas previstas a gravata começava a apertar!

Estava o problema resolvido. E escusávamos todos de andar a ver estas vergonhas!

terça-feira, abril 18, 2006

centena

Post numero 100...

Super martelo *

Existem dois utensílios que um engenheiro geólogo deve comprar quando entra para a faculdade, um é uma bússola e o outro é um martelo de geólogo.

A bússola serve para tirar atitudes e inclinações dá muito jeito na nossa futura vida profissional. Já para não falar no jeitão que dá quando estamos perdidos…

O martelo, bom, à primeira vista serve apenas para partir pedra, afinal para que é que nós haveríamos de querer um martelo!

No entanto com o passar dos anos chega-se à conclusão que o martelo é uma ferramenta espectacular e serve para tudo: como arma de defesa, para arrancar minerais, para bater as estacas da tenda, para servir de escala, para fazer valer os nossos pontos de vista numa discussão, enfim, um sem número de aplicações. Mas nas mini férias que fiz no Alentejo descobri uma nova aplicação, o martelo também serve para desempanar carros.

O meu carrito pregou-me uma partida e após ter parado em Alcácer do Sal recusou-se a voltar a trabalhar. Isto já tinha acontecido antes quando fui para Castelo de Paiva, na altura pensei que tivesse sido os ares do Porto que lhe tivessem feito mal, mas afinal não, era mesmo o motor de arranque…

Com a ajuda de um mecânico via telefone lá descobrimos onde era o dito motor e eis senão quando entra o martelo de geólogo em cena, bastaram algumas pancaditas para que o motor ganhasse vida novamente…

Bendito martelo, e benditos carros sem electrónica!

Costumo assinar os mails com a frase “quando a única ferramenta disponível é um martelo tudo se começa a parecer com um prego” bom, desta vez o prego foi o motor de arranque, agora experimentem ficar com um martelo na mão e vejam quanto tempo passam sem bater em alguma coisa…

* private joke

segunda-feira, abril 17, 2006

Academia de Polícia

Todos nós gostamos de dizer mal da brigada de trânsito, que eles só andam á caça da multa e que só chateiam quem trabalha. Basta vê-los à borda da estrada para desatarmos a fazer sinais de luzes para avisar os outros condutores para terem cuidado porque eles estão ai, pouco nos preocupamos se algum desses condutores tem álcool a mais, vem em excesso de velocidade ou mesmo com a mala cheia de droga. A verdade é que apesar de não gostarmos eles fazem um trabalho necessário.

Claro está que existem numerosas histórias de abuso de autoridade mas falando da minha ainda curta experiência com a polícia de nada me posso queixar.

O último episódio foi no domingo passado vinha eu da escalada em busca do jantar quando ao virar numa rua nos deparamos com 4 polícias, logo 4 até podiam fazer uma suecada!

Logo veio a pergunta da praxe “a menina sabe o que está a fazer?”
Logo seguida da resposta da praxe”não!”

Era óbvio que a infracção estava feita e até era muito grave, circular em contra-mão. Nem sempre foi assim mas hoje a rua já só tem um sentido.

Eu estava a seguir, quantos de vocês, que não sabem o caminho e seguem outro carro estão com atenção aos sinais? Por aqui a atenção não abunda e quando o corsa da frente virou o meu corsa não hesitou e virou também, nem vi sequer sinal algum.

A multa era inevitável, a infracção óbvia, os polícias eram 4 e como se não bastasse um deles até era o comissário! Teria sido mais seguro assaltar uma esquadra, digo eu!

Mas não. Após ter de mostrar os documentos lá saiu um “é que está ali o comissário”.

Safei-me da multa graças à compreensão do polícia e cheguei à conclusão que se a policia quiser multar mesmo. Ainda existe bom senso na polícia e há que guardar forças para os problemas maiores.

Lá fui jantar aliviado e diga-se de passagem comeu-se muito bem…

domingo, abril 09, 2006

Ambi pur

Quanto mais conheço o ambiente menos gosto dele….

A frase até nem é minha e é politicamente incorrecta, ninguém diz uma coisa destas!

Deixem-me então explicar.

Durante muito tempo o desrespeito pelo ambiente foi gritante, por negligência, desconhecimento ou maldade, o Homem do alto da sua arrogância pensou ser dono do mundo ao invés de ser apenas um pequeníssimo episódio na história deste planeta. Infelizmente ainda pensa assim, mas se falo no passado é porque muito se evoluiu desde o início do século, e assim foi porque apareceu muita gente que se preocupava e preocupa com o meio em que estamos inseridos. Mas…

Mas tudo o que é em excesso é mau, até a água.

A ultima aberração ambientalista veio de Trás-os-montes, a população quer a estrada, sedenta que está de infra-estruturas, ele é a criança que quer ir á escola ou o avozinho que desespera até chegar ao hospital, qual penitencia por crime hediondo. Dantes não havia dinheiro, agora há, mas também há ratos! E todos nós sabemos que os ratos nunca trazem nada de bom. Desta vez bastou a sua presença para que a estrada fosse cancelada, pois então se são ratos raros!

Eu faço os possíveis por proteger o ambiente, se todos colaborarmos não custa nada, mas é aqui que eu oiço o disco a riscar. Por causa duns ratos sofre uma população inteira por não ter infra-estruturas decentes. É pena é que os ambientalistas não vivam por aqueles lados senão eram os primeiros a acariciar os ratos com E 605 forte, não fosse um dia precisar de levar a filha ao hospital e não conseguir levar a tarefa a bom porto devido à bela da estrada actual.

Eu afirmo não perceber o que leva alguém a gastar 30 mil contos para fazer um túnel para 12 (doze) morcegos, mas eu até percebo, pois é certo que um período herege é sempre seguido de um outro onde o fundamentalismo religioso impera. A analogia é fácil de fazer.

Lembro-me sempre nestas alturas dos vestígios de lince que impediram durante 20 anos que a barragem de Odelouca fosse construída e não deixo de perguntar:

Então e a população ter boas condições de vida também não é bom ambiente?

quinta-feira, março 23, 2006

Verdade ou mentira?

Descia eu a avenida da liberdade enquanto se discutia a verdade. “Discutia” talvez não seja o termo mais adequado, troçava-se numa daquelas conversas sem nexo que eu gosto de ter.

Brincadeiras á parte o assunto era muito sério. Nesta sociedade da desinformação em que vivemos, o que é que podemos aceitar como verdade, em que é que podemos acreditar?

Tomemos como exemplo o caso da morte de Slobodan Milosevic. Ditador sérvio, responsável por todas as guerras que se sucederam aquando do desmembramento da antiga Jugoslávia, morreu na sua cela enquanto esperava que o seu julgamento terminasse.

E agora? De que morreu Milosevic? Ataque cardíaco é a resposta rápida, convincente, diria mesmo, se pensarmos que ele sofria do coração. Claro que os conspiradores dirão que o tipo foi assassinado, ou porque o julgamento corria mal, ou porque tinham receio que pudesse falar demais, ou que algum dos seus inimigos aproveitou um falha de segurança, existe ainda a teoria de que o próprio andava a tomar medicamentos para ficar pior de modo a ser transferido para a Rússia, País onde tinha diversos aliados e de onde provavelmente já não regressaria. Ou será que ele próprio se suicidou?

Dificilmente se saberá a verdade, mas o que é a verdade afinal? Ao fim e ao cabo a historia não é feita por quem a vive mas por quem a escreve.

No meio de tanta comédia que ia no meu carro sobressaiu uma frase de um senhor alemão cujo nome não fixei, mas que não resisto em colocar aqui.

“ Uma autobiografia é sempre verdadeira mas nem sempre sincera”.

terça-feira, março 07, 2006

Pipocas

É comummente aceite que duas coisas boas juntas não fazem necessariamente uma terceira coisa boa.

Isto vem a propósito das pipocas e do cinema. Eu adoro pipocas e gosto muito de filmes, mas não consigo juntar as duas coisas, porque ou estou concentrado no filme ou nas pipocas, estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo é um pouco como não aproveitar nenhuma na sua plenitude.

Mas quando se está numa sala de cinema o problema amplifica-se, isto porque há imensa gente que insiste em entrar na sala municiados de um mega balde de milho e maxi latas de refrigerante. Depois durante longos minutos alterna-se o ruminar das pipocas e o desagradável barulho do sorver coca-cola, com a banda sonora do filme. Isto é deveras desagradável.

Alguém que me explique, o que é que um filme, seja ele qual for, tem a ver com pipocas? Quem é que pela primeira vez decidiu associar as duas coisas? Porquê??

Fica um exercício, da próxima vez que foram ao cinema, não se levantem logo assim que o filme acabar, esperem que a maior parte das pessoas se levantem e as luzes se acendam e então saiam. Olhem para o chão e digam de sua justiça…

segunda-feira, março 06, 2006

A matança do reco

Além da festa do Carnaval era suposto haver também a festa da matança do porco. É uma festa, dependendo do ponto de vista, se nosso se do porco. Mas na província é sempre uma festa importante, em que os familiares se juntam e todos colaboram na matança, divide-se a carne entre todos, come-se e bebe-se, enfim, Portugal.

Eu pessoalmente não acho piada nenhuma à coisa, não sou daqueles fundamentalistas tipo, ah e tal e coitadinho do bichinho e isto e aquilo. Eu gosto de entremeada e o bicho não vai vivo para a brasa não é? Só que agarrar no porco, espetar o porco ouvi-lo a guinchar e a espirrar sangue por todo o lado…. Não está propriamente na minha lista de favoritos.

De qualquer maneira a porquita estava com a maré e não pôde ser morta! Ganhou mais uma semana…

O carnaval parte II

Detesto o Carnaval!

Aqueles que tiverem paciência podem recuar neste blog até 6 de Fevereiro de 2005 e lerem a primeira parte deste post.

Agora perguntam vocês, se detestas tanto o Carnaval o que andavas tu a fazer pelas ruas de Torres Vedras no passado dia 28 de Fevereiro pelas duas da manhã?

Andava vestido de mineiro…

Esta seria uma forma simplista de me dirigir à questão. No entanto resposta a esta questão admite várias abordagens.

Continuo a não gostar do Carnaval no seu sentido lato, mas confesso que me diverti imenso, quiçá pela companhia, pois é uma verdade que mesmo as coisas más se podem tornar boas com a companhia certa. Se calhar a minha disposição tb era boa. Ou sou eu que não ando bem da cabeça!

De qualquer maneira, gostei de ver os disfarces das pessoas, Serial killers, diabos, anjos, presidiários, wallys (o que tornava o jogo bastante enfadonho) muita chinesa, árabes, muitos noddys, mesmo muitos noddys e até uma pipoca lá andava.

Eu ia vestido de mineiro, mas o disfarce não funcionou como o esperado porque faltava o frontal (a luz que os mineiros têm no capacete), e então confundiam-nos com engenheiros (era como se não estivéssemos disfarçados) mas uma coisa é certa com capacete, luvas de borracha e fato de macaco não havia frio que entrasse, e se estava frio! Mas melhor ainda foram as galochas de biqueira de aço, não senti pisadela nenhuma. Já as pessoas que pisei, bom, desculpem lá qualquer coisinha, não foi por mal.

No entanto, o prémio de melhor disfarce vai sem dúvida para as meninas do gás, não eram “meninas” mas o disfarce estava muito bom, nem sequer faltaram as bilhas.

Ah, e já me esquecia, vi a Lara Croft…
 
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