Sempre fui assíduo espectador do festival euro visão da canção, não é que goste das músicas que por lá passaram, é mais pela votação. Eu sempre gostei de votações! Parece estranho mas eu gosto de ver os votos a subir e a descer, se este ou aquele candidato começa a perder e é ultrapassado… enfim. Nos últimos tempos não tenho acompanhado muito porque Portugal deixou de participar de forma mais assídua. Nesta Europa que não para de inchar, e que conta com cada vez mais países começa a não haver lugares para todos, e alguns começaram a ficar de castigo, se as suas músicas tivessem más votações não poderiam participar no ano seguinte. Como Portugal envia sempre aquelas músicas fabulosas começou a ficar sempre de castigo e eu perdi algum interesse pela coisa.
Este ano pelos visto fizeram de maneira diferente, por eliminatórias. Ok para nós é igual fomos eliminados á primeira! E ainda bem porque a música era uma desgraça, mas pronto, queriam fazer justiça ao passado!
Mas há uma coisa que me perturba, agora eu percebo todas as línguas faladas por essa Europa fora, vai a canção espanhola, e eu percebo, vai a canção polaca e eu entendo tudo o que ele diz! Vai a canção turca, e eu compreendo que ela está a cantar!!!! Espera lá, ou eu adquiri um especial talento para línguas ou… as musicas foram todas cantadas em inglês? Como diz o outro, “mas o que é isto?”
Eu já estou a ver tudo, houve algum iluminado que achou que como as línguas são diferentes as músicas não estariam em pé de igualdade, dessa forma, toca a ser tudo em inglês para ser igual para todos. Pois então se estamos numa Europa de países iguais temos de estar em pé de igualdade! Confesso que tudo isto me ultrapassa.
Apesar desta forma de estar, este ano, tivemos uma surpresa, a música vencedora foi a da Finlândia, Pais de lagos, renas e rock pesado. E para fazer jus ás suas raízes a música apresentada foi um rock pesado (pesado para um festival), ao qual não faltou músicos a condizer. Para finalizar cantaram em finlandês, ou pelo menos a parte eu ouvi.
Se querem que vos diga, a música ganhou por ser diferente. Todas as músicas do festival são iguais e esta pelo menos sobressaiu.
Fico contente por ser assim.
Vencedores
segunda-feira, maio 29, 2006
quarta-feira, maio 03, 2006
Tomb Raider
Eu, como qualquer rapaz normal, gosto de jogar jogos de computador, jogos que vão desde os mais violentos fps como o half life ou UT2004, jogos de estratégia como o age of empires ou a série comand and conquer, até ao básico puzzle bobble. No entanto no topo da lista está a série Tomb Raider e a menina lara croft, não é á toa que é o único jogo que tem direito a link aqui no blog.
Tenho originais de todos eles e até ao quarto jogo todos foram fenomenais. Depois, a série começou a perder o charme, pelo que eu, assim como milhares de fãs aguardava com expectativa a vinda de um novo Tomb Raider, um que voltasse a deixar toda a gente de boca aberta…
Bom, o Tomb Raider 7 (legend) está ai! Estou quase a completa-lo e estou imensamente desgostoso.
(Para aqueles que não jogaram ou não conhecem o jogo as próximas linhas poderão ser bastante secantes, pelo que se quiserem podem passar directamente para os dois últimos parágrafos).
O jogo é muito curto, num jogo normal era acabado em meses, pelas minhas contas vou acabar este em apenas 8 horas (de jogo).
Tudo está muito fácil, ela auto agarra-se, pelo que é muito difícil atirá-la de um penhasco. Os puzzles que eram super difíceis agora são básicos e como se isso não bastasse são repetitivos, de tal forma que fica-se com a sensação de estar a resolver o mesmo puzzle vezes sem conta apenas num cenário diferente.
Os controles foram renovados e a meu ver para pior, nos jogos antigos bastava o cursor e mais três teclas, que ainda por cima davam jeito ás duas mãos, agora há teclas para tudo e mais alguma coisa o que torna o movimento muito mais difícil, nadar então é um autêntico pesadelo. Claro que depois nos acabamos por habituar mas se as coisas estão bem porquê mudar?
O peito está mais pequeno. Mas se com uma mão se faz uma mamoplastia com a outra torna-se o jogo num autêntico Lara show, isto porque agora a câmara roda 360 graus e podemos vê-la de frente, a ela e os seus decotes… Não é que isso me chateie (como é obvio), mas o jogo não é só a personagem principal, o jogo é a exploração, os cenários longínquos, a felicidade em conseguir resolver os puzzles, e com este jogo isso mudou, agora só dá lara, senão o que dizer do nível do Japão…
Depois temos os inimigos, a única coisa contra o que disparamos são mercenários. O que foi feito dos dinossauros, das piranhas, dos gorilas, das múmias, das aranhas do tomb raider 2, dos escaravelhos??? Estes últimos, eu dispenso, mas a verdade é que tudo ficou mais monótono.
Irritantes são também os companheiros de aventuras, zip e allister, as duas vozes que insistem em fazer comentários idiotas e dar dicas óbvias sobre o caminho a tomar… como se isso fosse necessário.
Mas o que realmente me chateia no filme é o reescrever a história, No primeiro jogo dizia-se que após ter sobrevivido ao acidente de avião Lara croft teve de sobreviver na selva e isso mudou muito o seu carácter ao ponto de deixar a sua vida fácil da aristocracia inglesa para ser exploradora, ao ponto de o seu pai a deserdar… Isto é basicamente a história que pode ser lida no livrinho do primeiro jogo.
A história foi mudada para o filme. No filme o pai até é arqueólogo e a menina lara tem muitas saudades dele…Bom, esta inversão é má mas eu compreendo que um filme com apenas uma personagem e que ainda por cima mata tudo o que vê à frente era capaz de não resultar como blockbuster e até desculpo. Agora alterar a história para os jogos eu já não posso aceitar, não posso mesmo. Costumo dizer que a história não é feita por quem a vive mas por quem a escreve e neste caso está a reescrever-se a história para dar jeito, para encaixar num novo filme que há-de de vir e isso irrita-me de sobremaneira.
A música é muito bonita, os gráficos um assombro, mas isso não chega, infelizmente este jogo não é um tomb raider…
Convém separar a realidade da ficção e eu faço isso, a tomb raider é apenas um jogo, mas apetece-me dizer que ás vezes não é bom reencontrar a nossa namorada de infância, ou aquela pessoa especial que nos encheu de esperanças que a vida ia ser uma coisa fenomenal! Não é, porque muitas das vezes acabamos por nos desiludir, porque a pessoa que deixámos não é a mesma que encaramos hoje, o tempo tornou-a amarga e cínica, o sorriso nem é mais o mesmo, ou somos nós que ficámos assim e apenas nos olhamos no espelho? Reencontros…. Eu tenho um sério problema com isso…
Há coisas que é melhor deixar para trás e nunca mais ter contacto com elas, sejam pessoas, lugares, momentos ou objectos ou um jogo de computador…
editado em 6 de maio..
Demorei 4 horas e 34 minutos : - (
Tenho originais de todos eles e até ao quarto jogo todos foram fenomenais. Depois, a série começou a perder o charme, pelo que eu, assim como milhares de fãs aguardava com expectativa a vinda de um novo Tomb Raider, um que voltasse a deixar toda a gente de boca aberta…
Bom, o Tomb Raider 7 (legend) está ai! Estou quase a completa-lo e estou imensamente desgostoso.
(Para aqueles que não jogaram ou não conhecem o jogo as próximas linhas poderão ser bastante secantes, pelo que se quiserem podem passar directamente para os dois últimos parágrafos).
O jogo é muito curto, num jogo normal era acabado em meses, pelas minhas contas vou acabar este em apenas 8 horas (de jogo).
Tudo está muito fácil, ela auto agarra-se, pelo que é muito difícil atirá-la de um penhasco. Os puzzles que eram super difíceis agora são básicos e como se isso não bastasse são repetitivos, de tal forma que fica-se com a sensação de estar a resolver o mesmo puzzle vezes sem conta apenas num cenário diferente.
Os controles foram renovados e a meu ver para pior, nos jogos antigos bastava o cursor e mais três teclas, que ainda por cima davam jeito ás duas mãos, agora há teclas para tudo e mais alguma coisa o que torna o movimento muito mais difícil, nadar então é um autêntico pesadelo. Claro que depois nos acabamos por habituar mas se as coisas estão bem porquê mudar?
O peito está mais pequeno. Mas se com uma mão se faz uma mamoplastia com a outra torna-se o jogo num autêntico Lara show, isto porque agora a câmara roda 360 graus e podemos vê-la de frente, a ela e os seus decotes… Não é que isso me chateie (como é obvio), mas o jogo não é só a personagem principal, o jogo é a exploração, os cenários longínquos, a felicidade em conseguir resolver os puzzles, e com este jogo isso mudou, agora só dá lara, senão o que dizer do nível do Japão…
Depois temos os inimigos, a única coisa contra o que disparamos são mercenários. O que foi feito dos dinossauros, das piranhas, dos gorilas, das múmias, das aranhas do tomb raider 2, dos escaravelhos??? Estes últimos, eu dispenso, mas a verdade é que tudo ficou mais monótono.
Irritantes são também os companheiros de aventuras, zip e allister, as duas vozes que insistem em fazer comentários idiotas e dar dicas óbvias sobre o caminho a tomar… como se isso fosse necessário.
Mas o que realmente me chateia no filme é o reescrever a história, No primeiro jogo dizia-se que após ter sobrevivido ao acidente de avião Lara croft teve de sobreviver na selva e isso mudou muito o seu carácter ao ponto de deixar a sua vida fácil da aristocracia inglesa para ser exploradora, ao ponto de o seu pai a deserdar… Isto é basicamente a história que pode ser lida no livrinho do primeiro jogo.
A história foi mudada para o filme. No filme o pai até é arqueólogo e a menina lara tem muitas saudades dele…Bom, esta inversão é má mas eu compreendo que um filme com apenas uma personagem e que ainda por cima mata tudo o que vê à frente era capaz de não resultar como blockbuster e até desculpo. Agora alterar a história para os jogos eu já não posso aceitar, não posso mesmo. Costumo dizer que a história não é feita por quem a vive mas por quem a escreve e neste caso está a reescrever-se a história para dar jeito, para encaixar num novo filme que há-de de vir e isso irrita-me de sobremaneira.
A música é muito bonita, os gráficos um assombro, mas isso não chega, infelizmente este jogo não é um tomb raider…
Convém separar a realidade da ficção e eu faço isso, a tomb raider é apenas um jogo, mas apetece-me dizer que ás vezes não é bom reencontrar a nossa namorada de infância, ou aquela pessoa especial que nos encheu de esperanças que a vida ia ser uma coisa fenomenal! Não é, porque muitas das vezes acabamos por nos desiludir, porque a pessoa que deixámos não é a mesma que encaramos hoje, o tempo tornou-a amarga e cínica, o sorriso nem é mais o mesmo, ou somos nós que ficámos assim e apenas nos olhamos no espelho? Reencontros…. Eu tenho um sério problema com isso…
Há coisas que é melhor deixar para trás e nunca mais ter contacto com elas, sejam pessoas, lugares, momentos ou objectos ou um jogo de computador…
editado em 6 de maio..
Demorei 4 horas e 34 minutos : - (
quarta-feira, abril 19, 2006
Gravatas...
Acabei de ver nas notícias que a pulseira electrónica tem feito o estado poupar imenso, o recluso fica em casa mas em vez de ser posto um polícia à sua porta é colocada uma pulseira que regista os seus movimentos, de modo a que se este sair de casa ou tentar mesmo fugir é logo detectado.
Foi ai que eu pensei… Está resolvido! O que nós precisamos é de uma gravata electrónica. Desta forma assim que um deputado fosse a sair do hemiciclo antes das horas previstas a gravata começava a apertar!
Estava o problema resolvido. E escusávamos todos de andar a ver estas vergonhas!
Foi ai que eu pensei… Está resolvido! O que nós precisamos é de uma gravata electrónica. Desta forma assim que um deputado fosse a sair do hemiciclo antes das horas previstas a gravata começava a apertar!
Estava o problema resolvido. E escusávamos todos de andar a ver estas vergonhas!
terça-feira, abril 18, 2006
Super martelo *
Existem dois utensílios que um engenheiro geólogo deve comprar quando entra para a faculdade, um é uma bússola e o outro é um martelo de geólogo.
A bússola serve para tirar atitudes e inclinações dá muito jeito na nossa futura vida profissional. Já para não falar no jeitão que dá quando estamos perdidos…
O martelo, bom, à primeira vista serve apenas para partir pedra, afinal para que é que nós haveríamos de querer um martelo!
No entanto com o passar dos anos chega-se à conclusão que o martelo é uma ferramenta espectacular e serve para tudo: como arma de defesa, para arrancar minerais, para bater as estacas da tenda, para servir de escala, para fazer valer os nossos pontos de vista numa discussão, enfim, um sem número de aplicações. Mas nas mini férias que fiz no Alentejo descobri uma nova aplicação, o martelo também serve para desempanar carros.
O meu carrito pregou-me uma partida e após ter parado em Alcácer do Sal recusou-se a voltar a trabalhar. Isto já tinha acontecido antes quando fui para Castelo de Paiva, na altura pensei que tivesse sido os ares do Porto que lhe tivessem feito mal, mas afinal não, era mesmo o motor de arranque…
Com a ajuda de um mecânico via telefone lá descobrimos onde era o dito motor e eis senão quando entra o martelo de geólogo em cena, bastaram algumas pancaditas para que o motor ganhasse vida novamente…
Bendito martelo, e benditos carros sem electrónica!
Costumo assinar os mails com a frase “quando a única ferramenta disponível é um martelo tudo se começa a parecer com um prego” bom, desta vez o prego foi o motor de arranque, agora experimentem ficar com um martelo na mão e vejam quanto tempo passam sem bater em alguma coisa…
* private joke
A bússola serve para tirar atitudes e inclinações dá muito jeito na nossa futura vida profissional. Já para não falar no jeitão que dá quando estamos perdidos…
O martelo, bom, à primeira vista serve apenas para partir pedra, afinal para que é que nós haveríamos de querer um martelo!
No entanto com o passar dos anos chega-se à conclusão que o martelo é uma ferramenta espectacular e serve para tudo: como arma de defesa, para arrancar minerais, para bater as estacas da tenda, para servir de escala, para fazer valer os nossos pontos de vista numa discussão, enfim, um sem número de aplicações. Mas nas mini férias que fiz no Alentejo descobri uma nova aplicação, o martelo também serve para desempanar carros.
O meu carrito pregou-me uma partida e após ter parado em Alcácer do Sal recusou-se a voltar a trabalhar. Isto já tinha acontecido antes quando fui para Castelo de Paiva, na altura pensei que tivesse sido os ares do Porto que lhe tivessem feito mal, mas afinal não, era mesmo o motor de arranque…
Com a ajuda de um mecânico via telefone lá descobrimos onde era o dito motor e eis senão quando entra o martelo de geólogo em cena, bastaram algumas pancaditas para que o motor ganhasse vida novamente…
Bendito martelo, e benditos carros sem electrónica!
Costumo assinar os mails com a frase “quando a única ferramenta disponível é um martelo tudo se começa a parecer com um prego” bom, desta vez o prego foi o motor de arranque, agora experimentem ficar com um martelo na mão e vejam quanto tempo passam sem bater em alguma coisa…
* private joke
segunda-feira, abril 17, 2006
Academia de Polícia
Todos nós gostamos de dizer mal da brigada de trânsito, que eles só andam á caça da multa e que só chateiam quem trabalha. Basta vê-los à borda da estrada para desatarmos a fazer sinais de luzes para avisar os outros condutores para terem cuidado porque eles estão ai, pouco nos preocupamos se algum desses condutores tem álcool a mais, vem em excesso de velocidade ou mesmo com a mala cheia de droga. A verdade é que apesar de não gostarmos eles fazem um trabalho necessário.
Claro está que existem numerosas histórias de abuso de autoridade mas falando da minha ainda curta experiência com a polícia de nada me posso queixar.
O último episódio foi no domingo passado vinha eu da escalada em busca do jantar quando ao virar numa rua nos deparamos com 4 polícias, logo 4 até podiam fazer uma suecada!
Logo veio a pergunta da praxe “a menina sabe o que está a fazer?”
Logo seguida da resposta da praxe”não!”
Era óbvio que a infracção estava feita e até era muito grave, circular em contra-mão. Nem sempre foi assim mas hoje a rua já só tem um sentido.
Eu estava a seguir, quantos de vocês, que não sabem o caminho e seguem outro carro estão com atenção aos sinais? Por aqui a atenção não abunda e quando o corsa da frente virou o meu corsa não hesitou e virou também, nem vi sequer sinal algum.
A multa era inevitável, a infracção óbvia, os polícias eram 4 e como se não bastasse um deles até era o comissário! Teria sido mais seguro assaltar uma esquadra, digo eu!
Mas não. Após ter de mostrar os documentos lá saiu um “é que está ali o comissário”.
Safei-me da multa graças à compreensão do polícia e cheguei à conclusão que se a policia quiser multar mesmo. Ainda existe bom senso na polícia e há que guardar forças para os problemas maiores.
Lá fui jantar aliviado e diga-se de passagem comeu-se muito bem…
Claro está que existem numerosas histórias de abuso de autoridade mas falando da minha ainda curta experiência com a polícia de nada me posso queixar.
O último episódio foi no domingo passado vinha eu da escalada em busca do jantar quando ao virar numa rua nos deparamos com 4 polícias, logo 4 até podiam fazer uma suecada!
Logo veio a pergunta da praxe “a menina sabe o que está a fazer?”
Logo seguida da resposta da praxe”não!”
Era óbvio que a infracção estava feita e até era muito grave, circular em contra-mão. Nem sempre foi assim mas hoje a rua já só tem um sentido.
Eu estava a seguir, quantos de vocês, que não sabem o caminho e seguem outro carro estão com atenção aos sinais? Por aqui a atenção não abunda e quando o corsa da frente virou o meu corsa não hesitou e virou também, nem vi sequer sinal algum.
A multa era inevitável, a infracção óbvia, os polícias eram 4 e como se não bastasse um deles até era o comissário! Teria sido mais seguro assaltar uma esquadra, digo eu!
Mas não. Após ter de mostrar os documentos lá saiu um “é que está ali o comissário”.
Safei-me da multa graças à compreensão do polícia e cheguei à conclusão que se a policia quiser multar mesmo. Ainda existe bom senso na polícia e há que guardar forças para os problemas maiores.
Lá fui jantar aliviado e diga-se de passagem comeu-se muito bem…
domingo, abril 09, 2006
Ambi pur
Quanto mais conheço o ambiente menos gosto dele….
A frase até nem é minha e é politicamente incorrecta, ninguém diz uma coisa destas!
Deixem-me então explicar.
Durante muito tempo o desrespeito pelo ambiente foi gritante, por negligência, desconhecimento ou maldade, o Homem do alto da sua arrogância pensou ser dono do mundo ao invés de ser apenas um pequeníssimo episódio na história deste planeta. Infelizmente ainda pensa assim, mas se falo no passado é porque muito se evoluiu desde o início do século, e assim foi porque apareceu muita gente que se preocupava e preocupa com o meio em que estamos inseridos. Mas…
Mas tudo o que é em excesso é mau, até a água.
A ultima aberração ambientalista veio de Trás-os-montes, a população quer a estrada, sedenta que está de infra-estruturas, ele é a criança que quer ir á escola ou o avozinho que desespera até chegar ao hospital, qual penitencia por crime hediondo. Dantes não havia dinheiro, agora há, mas também há ratos! E todos nós sabemos que os ratos nunca trazem nada de bom. Desta vez bastou a sua presença para que a estrada fosse cancelada, pois então se são ratos raros!
Eu faço os possíveis por proteger o ambiente, se todos colaborarmos não custa nada, mas é aqui que eu oiço o disco a riscar. Por causa duns ratos sofre uma população inteira por não ter infra-estruturas decentes. É pena é que os ambientalistas não vivam por aqueles lados senão eram os primeiros a acariciar os ratos com E 605 forte, não fosse um dia precisar de levar a filha ao hospital e não conseguir levar a tarefa a bom porto devido à bela da estrada actual.
Eu afirmo não perceber o que leva alguém a gastar 30 mil contos para fazer um túnel para 12 (doze) morcegos, mas eu até percebo, pois é certo que um período herege é sempre seguido de um outro onde o fundamentalismo religioso impera. A analogia é fácil de fazer.
Lembro-me sempre nestas alturas dos vestígios de lince que impediram durante 20 anos que a barragem de Odelouca fosse construída e não deixo de perguntar:
Então e a população ter boas condições de vida também não é bom ambiente?
A frase até nem é minha e é politicamente incorrecta, ninguém diz uma coisa destas!
Deixem-me então explicar.
Durante muito tempo o desrespeito pelo ambiente foi gritante, por negligência, desconhecimento ou maldade, o Homem do alto da sua arrogância pensou ser dono do mundo ao invés de ser apenas um pequeníssimo episódio na história deste planeta. Infelizmente ainda pensa assim, mas se falo no passado é porque muito se evoluiu desde o início do século, e assim foi porque apareceu muita gente que se preocupava e preocupa com o meio em que estamos inseridos. Mas…
Mas tudo o que é em excesso é mau, até a água.
A ultima aberração ambientalista veio de Trás-os-montes, a população quer a estrada, sedenta que está de infra-estruturas, ele é a criança que quer ir á escola ou o avozinho que desespera até chegar ao hospital, qual penitencia por crime hediondo. Dantes não havia dinheiro, agora há, mas também há ratos! E todos nós sabemos que os ratos nunca trazem nada de bom. Desta vez bastou a sua presença para que a estrada fosse cancelada, pois então se são ratos raros!
Eu faço os possíveis por proteger o ambiente, se todos colaborarmos não custa nada, mas é aqui que eu oiço o disco a riscar. Por causa duns ratos sofre uma população inteira por não ter infra-estruturas decentes. É pena é que os ambientalistas não vivam por aqueles lados senão eram os primeiros a acariciar os ratos com E 605 forte, não fosse um dia precisar de levar a filha ao hospital e não conseguir levar a tarefa a bom porto devido à bela da estrada actual.
Eu afirmo não perceber o que leva alguém a gastar 30 mil contos para fazer um túnel para 12 (doze) morcegos, mas eu até percebo, pois é certo que um período herege é sempre seguido de um outro onde o fundamentalismo religioso impera. A analogia é fácil de fazer.
Lembro-me sempre nestas alturas dos vestígios de lince que impediram durante 20 anos que a barragem de Odelouca fosse construída e não deixo de perguntar:
Então e a população ter boas condições de vida também não é bom ambiente?
quinta-feira, março 23, 2006
Verdade ou mentira?
Descia eu a avenida da liberdade enquanto se discutia a verdade. “Discutia” talvez não seja o termo mais adequado, troçava-se numa daquelas conversas sem nexo que eu gosto de ter.
Brincadeiras á parte o assunto era muito sério. Nesta sociedade da desinformação em que vivemos, o que é que podemos aceitar como verdade, em que é que podemos acreditar?
Tomemos como exemplo o caso da morte de Slobodan Milosevic. Ditador sérvio, responsável por todas as guerras que se sucederam aquando do desmembramento da antiga Jugoslávia, morreu na sua cela enquanto esperava que o seu julgamento terminasse.
E agora? De que morreu Milosevic? Ataque cardíaco é a resposta rápida, convincente, diria mesmo, se pensarmos que ele sofria do coração. Claro que os conspiradores dirão que o tipo foi assassinado, ou porque o julgamento corria mal, ou porque tinham receio que pudesse falar demais, ou que algum dos seus inimigos aproveitou um falha de segurança, existe ainda a teoria de que o próprio andava a tomar medicamentos para ficar pior de modo a ser transferido para a Rússia, País onde tinha diversos aliados e de onde provavelmente já não regressaria. Ou será que ele próprio se suicidou?
Dificilmente se saberá a verdade, mas o que é a verdade afinal? Ao fim e ao cabo a historia não é feita por quem a vive mas por quem a escreve.
No meio de tanta comédia que ia no meu carro sobressaiu uma frase de um senhor alemão cujo nome não fixei, mas que não resisto em colocar aqui.
“ Uma autobiografia é sempre verdadeira mas nem sempre sincera”.
Brincadeiras á parte o assunto era muito sério. Nesta sociedade da desinformação em que vivemos, o que é que podemos aceitar como verdade, em que é que podemos acreditar?
Tomemos como exemplo o caso da morte de Slobodan Milosevic. Ditador sérvio, responsável por todas as guerras que se sucederam aquando do desmembramento da antiga Jugoslávia, morreu na sua cela enquanto esperava que o seu julgamento terminasse.
E agora? De que morreu Milosevic? Ataque cardíaco é a resposta rápida, convincente, diria mesmo, se pensarmos que ele sofria do coração. Claro que os conspiradores dirão que o tipo foi assassinado, ou porque o julgamento corria mal, ou porque tinham receio que pudesse falar demais, ou que algum dos seus inimigos aproveitou um falha de segurança, existe ainda a teoria de que o próprio andava a tomar medicamentos para ficar pior de modo a ser transferido para a Rússia, País onde tinha diversos aliados e de onde provavelmente já não regressaria. Ou será que ele próprio se suicidou?
Dificilmente se saberá a verdade, mas o que é a verdade afinal? Ao fim e ao cabo a historia não é feita por quem a vive mas por quem a escreve.
No meio de tanta comédia que ia no meu carro sobressaiu uma frase de um senhor alemão cujo nome não fixei, mas que não resisto em colocar aqui.
“ Uma autobiografia é sempre verdadeira mas nem sempre sincera”.
terça-feira, março 07, 2006
Pipocas
É comummente aceite que duas coisas boas juntas não fazem necessariamente uma terceira coisa boa.
Isto vem a propósito das pipocas e do cinema. Eu adoro pipocas e gosto muito de filmes, mas não consigo juntar as duas coisas, porque ou estou concentrado no filme ou nas pipocas, estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo é um pouco como não aproveitar nenhuma na sua plenitude.
Mas quando se está numa sala de cinema o problema amplifica-se, isto porque há imensa gente que insiste em entrar na sala municiados de um mega balde de milho e maxi latas de refrigerante. Depois durante longos minutos alterna-se o ruminar das pipocas e o desagradável barulho do sorver coca-cola, com a banda sonora do filme. Isto é deveras desagradável.
Alguém que me explique, o que é que um filme, seja ele qual for, tem a ver com pipocas? Quem é que pela primeira vez decidiu associar as duas coisas? Porquê??
Fica um exercício, da próxima vez que foram ao cinema, não se levantem logo assim que o filme acabar, esperem que a maior parte das pessoas se levantem e as luzes se acendam e então saiam. Olhem para o chão e digam de sua justiça…
Isto vem a propósito das pipocas e do cinema. Eu adoro pipocas e gosto muito de filmes, mas não consigo juntar as duas coisas, porque ou estou concentrado no filme ou nas pipocas, estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo é um pouco como não aproveitar nenhuma na sua plenitude.
Mas quando se está numa sala de cinema o problema amplifica-se, isto porque há imensa gente que insiste em entrar na sala municiados de um mega balde de milho e maxi latas de refrigerante. Depois durante longos minutos alterna-se o ruminar das pipocas e o desagradável barulho do sorver coca-cola, com a banda sonora do filme. Isto é deveras desagradável.
Alguém que me explique, o que é que um filme, seja ele qual for, tem a ver com pipocas? Quem é que pela primeira vez decidiu associar as duas coisas? Porquê??
Fica um exercício, da próxima vez que foram ao cinema, não se levantem logo assim que o filme acabar, esperem que a maior parte das pessoas se levantem e as luzes se acendam e então saiam. Olhem para o chão e digam de sua justiça…
segunda-feira, março 06, 2006
A matança do reco
Além da festa do Carnaval era suposto haver também a festa da matança do porco. É uma festa, dependendo do ponto de vista, se nosso se do porco. Mas na província é sempre uma festa importante, em que os familiares se juntam e todos colaboram na matança, divide-se a carne entre todos, come-se e bebe-se, enfim, Portugal.
Eu pessoalmente não acho piada nenhuma à coisa, não sou daqueles fundamentalistas tipo, ah e tal e coitadinho do bichinho e isto e aquilo. Eu gosto de entremeada e o bicho não vai vivo para a brasa não é? Só que agarrar no porco, espetar o porco ouvi-lo a guinchar e a espirrar sangue por todo o lado…. Não está propriamente na minha lista de favoritos.
De qualquer maneira a porquita estava com a maré e não pôde ser morta! Ganhou mais uma semana…
Eu pessoalmente não acho piada nenhuma à coisa, não sou daqueles fundamentalistas tipo, ah e tal e coitadinho do bichinho e isto e aquilo. Eu gosto de entremeada e o bicho não vai vivo para a brasa não é? Só que agarrar no porco, espetar o porco ouvi-lo a guinchar e a espirrar sangue por todo o lado…. Não está propriamente na minha lista de favoritos.
De qualquer maneira a porquita estava com a maré e não pôde ser morta! Ganhou mais uma semana…
O carnaval parte II
Detesto o Carnaval!
Aqueles que tiverem paciência podem recuar neste blog até 6 de Fevereiro de 2005 e lerem a primeira parte deste post.
Agora perguntam vocês, se detestas tanto o Carnaval o que andavas tu a fazer pelas ruas de Torres Vedras no passado dia 28 de Fevereiro pelas duas da manhã?
Andava vestido de mineiro…
Esta seria uma forma simplista de me dirigir à questão. No entanto resposta a esta questão admite várias abordagens.
Continuo a não gostar do Carnaval no seu sentido lato, mas confesso que me diverti imenso, quiçá pela companhia, pois é uma verdade que mesmo as coisas más se podem tornar boas com a companhia certa. Se calhar a minha disposição tb era boa. Ou sou eu que não ando bem da cabeça!
De qualquer maneira, gostei de ver os disfarces das pessoas, Serial killers, diabos, anjos, presidiários, wallys (o que tornava o jogo bastante enfadonho) muita chinesa, árabes, muitos noddys, mesmo muitos noddys e até uma pipoca lá andava.
Eu ia vestido de mineiro, mas o disfarce não funcionou como o esperado porque faltava o frontal (a luz que os mineiros têm no capacete), e então confundiam-nos com engenheiros (era como se não estivéssemos disfarçados) mas uma coisa é certa com capacete, luvas de borracha e fato de macaco não havia frio que entrasse, e se estava frio! Mas melhor ainda foram as galochas de biqueira de aço, não senti pisadela nenhuma. Já as pessoas que pisei, bom, desculpem lá qualquer coisinha, não foi por mal.
No entanto, o prémio de melhor disfarce vai sem dúvida para as meninas do gás, não eram “meninas” mas o disfarce estava muito bom, nem sequer faltaram as bilhas.
Ah, e já me esquecia, vi a Lara Croft…
Aqueles que tiverem paciência podem recuar neste blog até 6 de Fevereiro de 2005 e lerem a primeira parte deste post.
Agora perguntam vocês, se detestas tanto o Carnaval o que andavas tu a fazer pelas ruas de Torres Vedras no passado dia 28 de Fevereiro pelas duas da manhã?
Andava vestido de mineiro…
Esta seria uma forma simplista de me dirigir à questão. No entanto resposta a esta questão admite várias abordagens.
Continuo a não gostar do Carnaval no seu sentido lato, mas confesso que me diverti imenso, quiçá pela companhia, pois é uma verdade que mesmo as coisas más se podem tornar boas com a companhia certa. Se calhar a minha disposição tb era boa. Ou sou eu que não ando bem da cabeça!
De qualquer maneira, gostei de ver os disfarces das pessoas, Serial killers, diabos, anjos, presidiários, wallys (o que tornava o jogo bastante enfadonho) muita chinesa, árabes, muitos noddys, mesmo muitos noddys e até uma pipoca lá andava.
Eu ia vestido de mineiro, mas o disfarce não funcionou como o esperado porque faltava o frontal (a luz que os mineiros têm no capacete), e então confundiam-nos com engenheiros (era como se não estivéssemos disfarçados) mas uma coisa é certa com capacete, luvas de borracha e fato de macaco não havia frio que entrasse, e se estava frio! Mas melhor ainda foram as galochas de biqueira de aço, não senti pisadela nenhuma. Já as pessoas que pisei, bom, desculpem lá qualquer coisinha, não foi por mal.
No entanto, o prémio de melhor disfarce vai sem dúvida para as meninas do gás, não eram “meninas” mas o disfarce estava muito bom, nem sequer faltaram as bilhas.
Ah, e já me esquecia, vi a Lara Croft…
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Mito rodoviário
Este fim-de-semana fui para os lados de Viseu, para o Portugal profundo como eu gosto de dizer. Convêm dizer, para que não haja mal entendidos que eu gosto muito deste Portugal.
Umas das coisas que eu gosto neste Portugal são das estradas, esqueçam lá as grandes rectas, as auto-estradas com 3 faixas para cada lado e o transito caótico, aqui só passa um carro e quando vem outro no sentido contrario temos de nos encolher, o piso não esconde o passar dos anos e o traçado da estrada parece ter sido desenhado por um engenheiro bêbado. Mas eu pessoalmente gosto bastante de curvas (…) guiar numa auto-estrada é uma seca, eu gosto mesmo é de curvas, 3ª e 4ª ora para a esquerda ora para a direita, a subir e a descer.
Ora, vinha eu a percorrer a estrada entre Castelo de Paiva e Arouca quando vi um sinal que nunca dantes tinha visto, era de perigo, triangular e tinha 3 z´s desenhados! A quantidade de curvas e contracurvas era tanta que para poupar foi posto apenas um sinal como que a dizer: daqui para a frente é sempre aos esses… Este sinal já não é usado, mas também, hoje em dia já não faria grande sentido.
No entanto ainda fiquei mais surpreendido quando percorria a estrada entre sezures e outro sitio qualquer perdido no mapa que eu já não me lembro. Foi ai que eu o vi, o sinal de estrada com prioridade, para quem já não se lembra é aquele amarelo em forma de losango. A única vez em que o tinha visto tinha sido no livro do código e sinceramente pensava que era como os pilhões, um mito urbano! Mas afinal ele existe mesmo…
E viva o Portugal profundo, e a sopa de legumes e porque não, as autunites…
http://www.europcar.pt/travelcenter/drivingabroad.html
Umas das coisas que eu gosto neste Portugal são das estradas, esqueçam lá as grandes rectas, as auto-estradas com 3 faixas para cada lado e o transito caótico, aqui só passa um carro e quando vem outro no sentido contrario temos de nos encolher, o piso não esconde o passar dos anos e o traçado da estrada parece ter sido desenhado por um engenheiro bêbado. Mas eu pessoalmente gosto bastante de curvas (…) guiar numa auto-estrada é uma seca, eu gosto mesmo é de curvas, 3ª e 4ª ora para a esquerda ora para a direita, a subir e a descer.
Ora, vinha eu a percorrer a estrada entre Castelo de Paiva e Arouca quando vi um sinal que nunca dantes tinha visto, era de perigo, triangular e tinha 3 z´s desenhados! A quantidade de curvas e contracurvas era tanta que para poupar foi posto apenas um sinal como que a dizer: daqui para a frente é sempre aos esses… Este sinal já não é usado, mas também, hoje em dia já não faria grande sentido.
No entanto ainda fiquei mais surpreendido quando percorria a estrada entre sezures e outro sitio qualquer perdido no mapa que eu já não me lembro. Foi ai que eu o vi, o sinal de estrada com prioridade, para quem já não se lembra é aquele amarelo em forma de losango. A única vez em que o tinha visto tinha sido no livro do código e sinceramente pensava que era como os pilhões, um mito urbano! Mas afinal ele existe mesmo…
E viva o Portugal profundo, e a sopa de legumes e porque não, as autunites…
http://www.europcar.pt/travelcenter/drivingabroad.html
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Nem pensar
Amanhã vou até Viseu, vou passar um fim de semana a apanhar minerais, vou pegar no carro às horas que quizer, vou para onde quizer e não há ninguem que me impeça de o fazer. Não vou ser interpelado por ninguem armado com uma Ak-47 para.. o que for...
Quando saio com os amigos e amigas ninguem nos impedirá de beber (não o farei por opção) e ninguem irá bater ou apedrejar as minhas amigas por irem vestidas como quizerem.
Posso discutir politica com o meu Pai
Posso escrever estas linhas no meu blog
Ir à Gulbenkian ver um concerto
Posso comer entremeadas ao almoço, e porque não, ao jantar também! Ler um livro, ir ao cinema, passear.
Fazer a barba...
Fazer a barba e tantas outras coisas que fazemos no dia a dia às quais não damos valor, e não damos porque são naturais e nem nos passa pela cabeça não ter direito a fazê-las.
Bom, em certas partes do mundo a vida não é bem assim... não se tem liberdade de expressão, as pessoas são apedrejadas, as mulheres são tratadas abaixo de cão, corta-se um braço a uma criança porque rouba um pão, não se pode fazer a barba porque à séculos houve um profeta que não tendo lâminas andava barbudo...
E é a esta gente que temos de pedir desculpas??
Quando saio com os amigos e amigas ninguem nos impedirá de beber (não o farei por opção) e ninguem irá bater ou apedrejar as minhas amigas por irem vestidas como quizerem.
Posso discutir politica com o meu Pai
Posso escrever estas linhas no meu blog
Ir à Gulbenkian ver um concerto
Posso comer entremeadas ao almoço, e porque não, ao jantar também! Ler um livro, ir ao cinema, passear.
Fazer a barba...
Fazer a barba e tantas outras coisas que fazemos no dia a dia às quais não damos valor, e não damos porque são naturais e nem nos passa pela cabeça não ter direito a fazê-las.
Bom, em certas partes do mundo a vida não é bem assim... não se tem liberdade de expressão, as pessoas são apedrejadas, as mulheres são tratadas abaixo de cão, corta-se um braço a uma criança porque rouba um pão, não se pode fazer a barba porque à séculos houve um profeta que não tendo lâminas andava barbudo...
E é a esta gente que temos de pedir desculpas??
terça-feira, janeiro 31, 2006
fordes
A Mercedes foi fundada em 1902, já nessa altura o senhor Benz dizia que poucas pessoas teriam capacidade para guiar um automóvel.
A ford foi fundada por Henry ford em 1903,apenas um ano depois, e foi graças ao senhor Ford que os automóveis começaram a massificar – se. O primeiro carro que foi fabricado foi precisamente o ford T. Seguiram-se outros modelos: os belíssimos mustang, os cortina, os fiesta, e mais recentemente os escort e o mondeo.
Estes dois últimos carros têm um comportamento muito viril, aliás comportam-se como autênticos touros, tendo por isso o grave defeito de cegarem sempre que vêm vermelho. Até aqui tudo bem, não fosse o meu carro vermelho… e aqui a historia começa a não ter piada.
O problema dos condutores portugueses é que quando tem acidentes a culpa é sempre dos outros e nunca deles, bem… tendo eu nascido na terra de Camões acabo por não fugir à regra. Dos 2 acidentes em que me vi envolvido como condutor não fui eu o culpado. A história conta-se em poucas linhas.
No primeiro parei para deixar passar um transeunte pela passadeira e o Ford Mondeo que seguia atrás de mim não, e pronto, lá se foi o para choque.
No segundo parei para deixar passar um transeunte pela passadeira, e o ford escort que seguia atrás de mim não, e pronto, lá se foi o para choque... pela segunda vez…
I’m seeing a pattern here…
A ford foi fundada por Henry ford em 1903,apenas um ano depois, e foi graças ao senhor Ford que os automóveis começaram a massificar – se. O primeiro carro que foi fabricado foi precisamente o ford T. Seguiram-se outros modelos: os belíssimos mustang, os cortina, os fiesta, e mais recentemente os escort e o mondeo.
Estes dois últimos carros têm um comportamento muito viril, aliás comportam-se como autênticos touros, tendo por isso o grave defeito de cegarem sempre que vêm vermelho. Até aqui tudo bem, não fosse o meu carro vermelho… e aqui a historia começa a não ter piada.
O problema dos condutores portugueses é que quando tem acidentes a culpa é sempre dos outros e nunca deles, bem… tendo eu nascido na terra de Camões acabo por não fugir à regra. Dos 2 acidentes em que me vi envolvido como condutor não fui eu o culpado. A história conta-se em poucas linhas.
No primeiro parei para deixar passar um transeunte pela passadeira e o Ford Mondeo que seguia atrás de mim não, e pronto, lá se foi o para choque.
No segundo parei para deixar passar um transeunte pela passadeira, e o ford escort que seguia atrás de mim não, e pronto, lá se foi o para choque... pela segunda vez…
I’m seeing a pattern here…
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Multibanco
Finalmente veio!! Eu já pensava que os multibancos eram como os pilhões, um mito urbano, mas afinal não, eles existem mesmo
Ok, de que é que eu estou a falar? Bom, o meu velho Multibanco passou de prazo, coisas da vida, o problema foi que o meu actual banco, a caixa geral de depósitos não se lembrou de me enviar um novo e graças a isso só ontem é que voltei a ter Multibanco. Aliado à incompetência da caixa geral de depósitos, tenho de agradecer tb aos nossos magníficos correios, que ao que parece nos últimos tempos andam a passo de caracol e demoraram 15 dias a entregar uma mísera carta. Não percebo os correios, numa altura em que cada vez se mandam menos cartas, graças à Internet e ao e-mail era de esperar que os correios arranjassem novas maneiras de cativar as pessoas, sei lá, melhorando os serviços??
Enfim, tentem viver um mesito sem cartão Multibanco, olhem que não é nada fácil.
Um conselho, se algum dia quiserem enviar algo com urgência não usem os correios, usem o rodomail, vão a um entreposto da rodoviária, tipo sete rios por exemplo, e a encomenda seguirá no próximo autocarro, chegando ao destino em poucas horas, até mesmo onde judas perdeu as botas, como Portel por exemplo.
Ok, de que é que eu estou a falar? Bom, o meu velho Multibanco passou de prazo, coisas da vida, o problema foi que o meu actual banco, a caixa geral de depósitos não se lembrou de me enviar um novo e graças a isso só ontem é que voltei a ter Multibanco. Aliado à incompetência da caixa geral de depósitos, tenho de agradecer tb aos nossos magníficos correios, que ao que parece nos últimos tempos andam a passo de caracol e demoraram 15 dias a entregar uma mísera carta. Não percebo os correios, numa altura em que cada vez se mandam menos cartas, graças à Internet e ao e-mail era de esperar que os correios arranjassem novas maneiras de cativar as pessoas, sei lá, melhorando os serviços??
Enfim, tentem viver um mesito sem cartão Multibanco, olhem que não é nada fácil.
Um conselho, se algum dia quiserem enviar algo com urgência não usem os correios, usem o rodomail, vão a um entreposto da rodoviária, tipo sete rios por exemplo, e a encomenda seguirá no próximo autocarro, chegando ao destino em poucas horas, até mesmo onde judas perdeu as botas, como Portel por exemplo.
Cristaliza no sistema hexagonal
Quando eu era mais novo tinha a mania de dizer que o frio era psicológico. Hoje tive ocasião de o comprovar...
Tudo o que ouvi durante o dia foi pessoas a queixarem-se do frio, ah! e tal está frio,...
Pessoal! estavam apenas 0 graus, não é caso para tanto! Já passamos por dias mais frios, o que não houve foi condições para nevar, entenda-se precipitação, dai que não havia necessidade para tanto queixume por causa do frio. Alguns dos dias mais frios que passei foram sem dúvida no monte da Caparica, lembro-me bem de sair de casa e ter dificuldades em respirar, lembro-me dos dias em que estudava no departamental e tinhamos de trazer aquecedores para não morrermos de frio, lembro-me da Panasqueira em Novembro,isso é que era frio!! Não havia era condições de chuva porque se houvesse! Ui ui...
Mas pronto, eu sou um dos que nunca tinha visto nevar, já tinha visto neve na Serra da Estrela e nos picos da Europa e até mesmo em Montejunto, mas a nevar não, e muito menos nos Casais Novos!!!!
Ver nevar é um espectaculo magnifico, sinto-me saciado por agora, assim que puder vou fazer a minha viagem de sonho à antartida, isto é, se ganhar o euromilhoes...
A propósito, nunca é demais relembrar que a neve não é branca, é cor neve...
link
Tudo o que ouvi durante o dia foi pessoas a queixarem-se do frio, ah! e tal está frio,...
Pessoal! estavam apenas 0 graus, não é caso para tanto! Já passamos por dias mais frios, o que não houve foi condições para nevar, entenda-se precipitação, dai que não havia necessidade para tanto queixume por causa do frio. Alguns dos dias mais frios que passei foram sem dúvida no monte da Caparica, lembro-me bem de sair de casa e ter dificuldades em respirar, lembro-me dos dias em que estudava no departamental e tinhamos de trazer aquecedores para não morrermos de frio, lembro-me da Panasqueira em Novembro,isso é que era frio!! Não havia era condições de chuva porque se houvesse! Ui ui...
Mas pronto, eu sou um dos que nunca tinha visto nevar, já tinha visto neve na Serra da Estrela e nos picos da Europa e até mesmo em Montejunto, mas a nevar não, e muito menos nos Casais Novos!!!!
Ver nevar é um espectaculo magnifico, sinto-me saciado por agora, assim que puder vou fazer a minha viagem de sonho à antartida, isto é, se ganhar o euromilhoes...
A propósito, nunca é demais relembrar que a neve não é branca, é cor neve...
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quinta-feira, janeiro 26, 2006
Eleições
Melhor do que assistir ao regresso do Don Sebastião é mesmo assistir ao fim da campanha, principalmente quando a campanha em questão é daquelas que se espreme espreme e não sai nada, pior que as laranjas no Verão (trocadilho politico). Continuando com a fruta, apetece-me dizer que os políticos são como os melões, só depois de abertos é que se vê se prestam ou não, por isso não vou opinar grande coisa, pese embora, note que a seca anda aí, e a seca não faz nada bem aos melões.
E por falar em melões, com um grande melão ficou o ancião da nossa campanha, mas também do que é que ele esperava? Ele é fruta fora de época!
Comentava um amigo meu que é bloquista que se encontrava profundamente desiludido com Portugal pela escolha que fez.
Eu não me sinto desiludido, porque não espero nada…
Editado em 27/01/06
Já que estamos numa de eleições, não resisti em colocar esta frase
"Claro que, por princípio, as eleições são boas, e no caso em concreto até já foram validadas. Mas o que fazer quando ganham os maus?"
George W. Bush, sobre a vitória do Hamas nas eleições palestinianas,
E por falar em melões, com um grande melão ficou o ancião da nossa campanha, mas também do que é que ele esperava? Ele é fruta fora de época!
Comentava um amigo meu que é bloquista que se encontrava profundamente desiludido com Portugal pela escolha que fez.
Eu não me sinto desiludido, porque não espero nada…
Editado em 27/01/06
Já que estamos numa de eleições, não resisti em colocar esta frase
"Claro que, por princípio, as eleições são boas, e no caso em concreto até já foram validadas. Mas o que fazer quando ganham os maus?"
George W. Bush, sobre a vitória do Hamas nas eleições palestinianas,
Lançamento do atum
Os Australianos sempre tiveram desportos esquisitos, lembro-me de ser pequeno e ver um concurso em que o objectivo era lançar bosta de elefante de encontro a uma ventoinha, quem conseguisse mandar a ventoinha abaixo ganhava.
Agora, e mantendo a senda dos lançamentos inventaram outro que é o lançamento do atum! Sim não há nada que saber, é tipo o lançamento do martelo, quem atirar o mart.. quer dizer, o atum mais longe, ganha..
Eu até achei piada à coisa, mas depois, pensando bem, é uma falta de respeito para com os países que passam fome…
Agora, e mantendo a senda dos lançamentos inventaram outro que é o lançamento do atum! Sim não há nada que saber, é tipo o lançamento do martelo, quem atirar o mart.. quer dizer, o atum mais longe, ganha..
Eu até achei piada à coisa, mas depois, pensando bem, é uma falta de respeito para com os países que passam fome…
segunda-feira, janeiro 23, 2006
birthday blog
1 anito!!
Faz hoje um ano que comecei a escrever neste blog, para ser franco nunca pensei que durasse tanto, ou se calhar sou eu que tenho poucas espectativas em relação a coisas que gosto, mas aqui estou um ano depois ainda a fazer post´s e cheio de vontade para fazer mais ainda. Nos últimos tempo não tenho actualizado muito o blog mas como vou passar a ter mais tempo :-) prometo ser mais regular, e tentar manter o nível, que é o mais dificil...
Faz hoje um ano que comecei a escrever neste blog, para ser franco nunca pensei que durasse tanto, ou se calhar sou eu que tenho poucas espectativas em relação a coisas que gosto, mas aqui estou um ano depois ainda a fazer post´s e cheio de vontade para fazer mais ainda. Nos últimos tempo não tenho actualizado muito o blog mas como vou passar a ter mais tempo :-) prometo ser mais regular, e tentar manter o nível, que é o mais dificil...
quarta-feira, janeiro 11, 2006
pirataria
A industria discográfica americana anunciou esta semana prejuízos recorde, a culpa é claro é da pirataria, ele é o mp3, a Internet, as gravações piratas da feira da ladra, enfim os músicos e sobretudo as empresas discográficas andam a levar porrada de todos os lados.
Sexta passada entrei numa Valentim de carvalho e houve um cd que me despertou a atenção, “The Piper at the gates of dawn” que para quem não sabe é o primeiro disco dos Pink Floyd, na altura em que o antigo guitarrista e vocalista Syd Barret ainda não se tinha metido no LSD.
Este cdzito, um marco do rock psicadélico (demasiado psicadélico para mim), custava a módica quantia de 20,49 euros, ou, em moeda de quando ele foi lançado 4107 escudos.
Agora eu pergunto, porque é que um cd que foi lançado em 1967 custa 20 euros? Quanto é que a banda já terá ganho com ele? Não seria lógico baixar o preço? Se formos para os cd´s de música clássica então é o descalabro, não concebo como é que se pode pedir 20 euros por um cd com obras de pessoas que morreram há séculos atrás (literalmente). Será que os familiares do Bach ainda recebem parte dos lucros? E como fazem com o Mozart? Que não deixou descendência? O custo de produzir estes cd`s é irrisório, é só gravar das inúmeras gravações já existentes e produzir em massa.
Depois queixam-se que as pessoas pirateiem os cd.
Sexta passada entrei numa Valentim de carvalho e houve um cd que me despertou a atenção, “The Piper at the gates of dawn” que para quem não sabe é o primeiro disco dos Pink Floyd, na altura em que o antigo guitarrista e vocalista Syd Barret ainda não se tinha metido no LSD.
Este cdzito, um marco do rock psicadélico (demasiado psicadélico para mim), custava a módica quantia de 20,49 euros, ou, em moeda de quando ele foi lançado 4107 escudos.
Agora eu pergunto, porque é que um cd que foi lançado em 1967 custa 20 euros? Quanto é que a banda já terá ganho com ele? Não seria lógico baixar o preço? Se formos para os cd´s de música clássica então é o descalabro, não concebo como é que se pode pedir 20 euros por um cd com obras de pessoas que morreram há séculos atrás (literalmente). Será que os familiares do Bach ainda recebem parte dos lucros? E como fazem com o Mozart? Que não deixou descendência? O custo de produzir estes cd`s é irrisório, é só gravar das inúmeras gravações já existentes e produzir em massa.
Depois queixam-se que as pessoas pirateiem os cd.
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