Descia eu a avenida da liberdade enquanto se discutia a verdade. “Discutia” talvez não seja o termo mais adequado, troçava-se numa daquelas conversas sem nexo que eu gosto de ter.
Brincadeiras á parte o assunto era muito sério. Nesta sociedade da desinformação em que vivemos, o que é que podemos aceitar como verdade, em que é que podemos acreditar?
Tomemos como exemplo o caso da morte de Slobodan Milosevic. Ditador sérvio, responsável por todas as guerras que se sucederam aquando do desmembramento da antiga Jugoslávia, morreu na sua cela enquanto esperava que o seu julgamento terminasse.
E agora? De que morreu Milosevic? Ataque cardíaco é a resposta rápida, convincente, diria mesmo, se pensarmos que ele sofria do coração. Claro que os conspiradores dirão que o tipo foi assassinado, ou porque o julgamento corria mal, ou porque tinham receio que pudesse falar demais, ou que algum dos seus inimigos aproveitou um falha de segurança, existe ainda a teoria de que o próprio andava a tomar medicamentos para ficar pior de modo a ser transferido para a Rússia, País onde tinha diversos aliados e de onde provavelmente já não regressaria. Ou será que ele próprio se suicidou?
Dificilmente se saberá a verdade, mas o que é a verdade afinal? Ao fim e ao cabo a historia não é feita por quem a vive mas por quem a escreve.
No meio de tanta comédia que ia no meu carro sobressaiu uma frase de um senhor alemão cujo nome não fixei, mas que não resisto em colocar aqui.
“ Uma autobiografia é sempre verdadeira mas nem sempre sincera”.
quinta-feira, março 23, 2006
terça-feira, março 07, 2006
Pipocas
É comummente aceite que duas coisas boas juntas não fazem necessariamente uma terceira coisa boa.
Isto vem a propósito das pipocas e do cinema. Eu adoro pipocas e gosto muito de filmes, mas não consigo juntar as duas coisas, porque ou estou concentrado no filme ou nas pipocas, estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo é um pouco como não aproveitar nenhuma na sua plenitude.
Mas quando se está numa sala de cinema o problema amplifica-se, isto porque há imensa gente que insiste em entrar na sala municiados de um mega balde de milho e maxi latas de refrigerante. Depois durante longos minutos alterna-se o ruminar das pipocas e o desagradável barulho do sorver coca-cola, com a banda sonora do filme. Isto é deveras desagradável.
Alguém que me explique, o que é que um filme, seja ele qual for, tem a ver com pipocas? Quem é que pela primeira vez decidiu associar as duas coisas? Porquê??
Fica um exercício, da próxima vez que foram ao cinema, não se levantem logo assim que o filme acabar, esperem que a maior parte das pessoas se levantem e as luzes se acendam e então saiam. Olhem para o chão e digam de sua justiça…
Isto vem a propósito das pipocas e do cinema. Eu adoro pipocas e gosto muito de filmes, mas não consigo juntar as duas coisas, porque ou estou concentrado no filme ou nas pipocas, estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo é um pouco como não aproveitar nenhuma na sua plenitude.
Mas quando se está numa sala de cinema o problema amplifica-se, isto porque há imensa gente que insiste em entrar na sala municiados de um mega balde de milho e maxi latas de refrigerante. Depois durante longos minutos alterna-se o ruminar das pipocas e o desagradável barulho do sorver coca-cola, com a banda sonora do filme. Isto é deveras desagradável.
Alguém que me explique, o que é que um filme, seja ele qual for, tem a ver com pipocas? Quem é que pela primeira vez decidiu associar as duas coisas? Porquê??
Fica um exercício, da próxima vez que foram ao cinema, não se levantem logo assim que o filme acabar, esperem que a maior parte das pessoas se levantem e as luzes se acendam e então saiam. Olhem para o chão e digam de sua justiça…
segunda-feira, março 06, 2006
A matança do reco
Além da festa do Carnaval era suposto haver também a festa da matança do porco. É uma festa, dependendo do ponto de vista, se nosso se do porco. Mas na província é sempre uma festa importante, em que os familiares se juntam e todos colaboram na matança, divide-se a carne entre todos, come-se e bebe-se, enfim, Portugal.
Eu pessoalmente não acho piada nenhuma à coisa, não sou daqueles fundamentalistas tipo, ah e tal e coitadinho do bichinho e isto e aquilo. Eu gosto de entremeada e o bicho não vai vivo para a brasa não é? Só que agarrar no porco, espetar o porco ouvi-lo a guinchar e a espirrar sangue por todo o lado…. Não está propriamente na minha lista de favoritos.
De qualquer maneira a porquita estava com a maré e não pôde ser morta! Ganhou mais uma semana…
Eu pessoalmente não acho piada nenhuma à coisa, não sou daqueles fundamentalistas tipo, ah e tal e coitadinho do bichinho e isto e aquilo. Eu gosto de entremeada e o bicho não vai vivo para a brasa não é? Só que agarrar no porco, espetar o porco ouvi-lo a guinchar e a espirrar sangue por todo o lado…. Não está propriamente na minha lista de favoritos.
De qualquer maneira a porquita estava com a maré e não pôde ser morta! Ganhou mais uma semana…
O carnaval parte II
Detesto o Carnaval!
Aqueles que tiverem paciência podem recuar neste blog até 6 de Fevereiro de 2005 e lerem a primeira parte deste post.
Agora perguntam vocês, se detestas tanto o Carnaval o que andavas tu a fazer pelas ruas de Torres Vedras no passado dia 28 de Fevereiro pelas duas da manhã?
Andava vestido de mineiro…
Esta seria uma forma simplista de me dirigir à questão. No entanto resposta a esta questão admite várias abordagens.
Continuo a não gostar do Carnaval no seu sentido lato, mas confesso que me diverti imenso, quiçá pela companhia, pois é uma verdade que mesmo as coisas más se podem tornar boas com a companhia certa. Se calhar a minha disposição tb era boa. Ou sou eu que não ando bem da cabeça!
De qualquer maneira, gostei de ver os disfarces das pessoas, Serial killers, diabos, anjos, presidiários, wallys (o que tornava o jogo bastante enfadonho) muita chinesa, árabes, muitos noddys, mesmo muitos noddys e até uma pipoca lá andava.
Eu ia vestido de mineiro, mas o disfarce não funcionou como o esperado porque faltava o frontal (a luz que os mineiros têm no capacete), e então confundiam-nos com engenheiros (era como se não estivéssemos disfarçados) mas uma coisa é certa com capacete, luvas de borracha e fato de macaco não havia frio que entrasse, e se estava frio! Mas melhor ainda foram as galochas de biqueira de aço, não senti pisadela nenhuma. Já as pessoas que pisei, bom, desculpem lá qualquer coisinha, não foi por mal.
No entanto, o prémio de melhor disfarce vai sem dúvida para as meninas do gás, não eram “meninas” mas o disfarce estava muito bom, nem sequer faltaram as bilhas.
Ah, e já me esquecia, vi a Lara Croft…
Aqueles que tiverem paciência podem recuar neste blog até 6 de Fevereiro de 2005 e lerem a primeira parte deste post.
Agora perguntam vocês, se detestas tanto o Carnaval o que andavas tu a fazer pelas ruas de Torres Vedras no passado dia 28 de Fevereiro pelas duas da manhã?
Andava vestido de mineiro…
Esta seria uma forma simplista de me dirigir à questão. No entanto resposta a esta questão admite várias abordagens.
Continuo a não gostar do Carnaval no seu sentido lato, mas confesso que me diverti imenso, quiçá pela companhia, pois é uma verdade que mesmo as coisas más se podem tornar boas com a companhia certa. Se calhar a minha disposição tb era boa. Ou sou eu que não ando bem da cabeça!
De qualquer maneira, gostei de ver os disfarces das pessoas, Serial killers, diabos, anjos, presidiários, wallys (o que tornava o jogo bastante enfadonho) muita chinesa, árabes, muitos noddys, mesmo muitos noddys e até uma pipoca lá andava.
Eu ia vestido de mineiro, mas o disfarce não funcionou como o esperado porque faltava o frontal (a luz que os mineiros têm no capacete), e então confundiam-nos com engenheiros (era como se não estivéssemos disfarçados) mas uma coisa é certa com capacete, luvas de borracha e fato de macaco não havia frio que entrasse, e se estava frio! Mas melhor ainda foram as galochas de biqueira de aço, não senti pisadela nenhuma. Já as pessoas que pisei, bom, desculpem lá qualquer coisinha, não foi por mal.
No entanto, o prémio de melhor disfarce vai sem dúvida para as meninas do gás, não eram “meninas” mas o disfarce estava muito bom, nem sequer faltaram as bilhas.
Ah, e já me esquecia, vi a Lara Croft…
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Mito rodoviário
Este fim-de-semana fui para os lados de Viseu, para o Portugal profundo como eu gosto de dizer. Convêm dizer, para que não haja mal entendidos que eu gosto muito deste Portugal.
Umas das coisas que eu gosto neste Portugal são das estradas, esqueçam lá as grandes rectas, as auto-estradas com 3 faixas para cada lado e o transito caótico, aqui só passa um carro e quando vem outro no sentido contrario temos de nos encolher, o piso não esconde o passar dos anos e o traçado da estrada parece ter sido desenhado por um engenheiro bêbado. Mas eu pessoalmente gosto bastante de curvas (…) guiar numa auto-estrada é uma seca, eu gosto mesmo é de curvas, 3ª e 4ª ora para a esquerda ora para a direita, a subir e a descer.
Ora, vinha eu a percorrer a estrada entre Castelo de Paiva e Arouca quando vi um sinal que nunca dantes tinha visto, era de perigo, triangular e tinha 3 z´s desenhados! A quantidade de curvas e contracurvas era tanta que para poupar foi posto apenas um sinal como que a dizer: daqui para a frente é sempre aos esses… Este sinal já não é usado, mas também, hoje em dia já não faria grande sentido.
No entanto ainda fiquei mais surpreendido quando percorria a estrada entre sezures e outro sitio qualquer perdido no mapa que eu já não me lembro. Foi ai que eu o vi, o sinal de estrada com prioridade, para quem já não se lembra é aquele amarelo em forma de losango. A única vez em que o tinha visto tinha sido no livro do código e sinceramente pensava que era como os pilhões, um mito urbano! Mas afinal ele existe mesmo…
E viva o Portugal profundo, e a sopa de legumes e porque não, as autunites…
http://www.europcar.pt/travelcenter/drivingabroad.html
Umas das coisas que eu gosto neste Portugal são das estradas, esqueçam lá as grandes rectas, as auto-estradas com 3 faixas para cada lado e o transito caótico, aqui só passa um carro e quando vem outro no sentido contrario temos de nos encolher, o piso não esconde o passar dos anos e o traçado da estrada parece ter sido desenhado por um engenheiro bêbado. Mas eu pessoalmente gosto bastante de curvas (…) guiar numa auto-estrada é uma seca, eu gosto mesmo é de curvas, 3ª e 4ª ora para a esquerda ora para a direita, a subir e a descer.
Ora, vinha eu a percorrer a estrada entre Castelo de Paiva e Arouca quando vi um sinal que nunca dantes tinha visto, era de perigo, triangular e tinha 3 z´s desenhados! A quantidade de curvas e contracurvas era tanta que para poupar foi posto apenas um sinal como que a dizer: daqui para a frente é sempre aos esses… Este sinal já não é usado, mas também, hoje em dia já não faria grande sentido.
No entanto ainda fiquei mais surpreendido quando percorria a estrada entre sezures e outro sitio qualquer perdido no mapa que eu já não me lembro. Foi ai que eu o vi, o sinal de estrada com prioridade, para quem já não se lembra é aquele amarelo em forma de losango. A única vez em que o tinha visto tinha sido no livro do código e sinceramente pensava que era como os pilhões, um mito urbano! Mas afinal ele existe mesmo…
E viva o Portugal profundo, e a sopa de legumes e porque não, as autunites…
http://www.europcar.pt/travelcenter/drivingabroad.html
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Nem pensar
Amanhã vou até Viseu, vou passar um fim de semana a apanhar minerais, vou pegar no carro às horas que quizer, vou para onde quizer e não há ninguem que me impeça de o fazer. Não vou ser interpelado por ninguem armado com uma Ak-47 para.. o que for...
Quando saio com os amigos e amigas ninguem nos impedirá de beber (não o farei por opção) e ninguem irá bater ou apedrejar as minhas amigas por irem vestidas como quizerem.
Posso discutir politica com o meu Pai
Posso escrever estas linhas no meu blog
Ir à Gulbenkian ver um concerto
Posso comer entremeadas ao almoço, e porque não, ao jantar também! Ler um livro, ir ao cinema, passear.
Fazer a barba...
Fazer a barba e tantas outras coisas que fazemos no dia a dia às quais não damos valor, e não damos porque são naturais e nem nos passa pela cabeça não ter direito a fazê-las.
Bom, em certas partes do mundo a vida não é bem assim... não se tem liberdade de expressão, as pessoas são apedrejadas, as mulheres são tratadas abaixo de cão, corta-se um braço a uma criança porque rouba um pão, não se pode fazer a barba porque à séculos houve um profeta que não tendo lâminas andava barbudo...
E é a esta gente que temos de pedir desculpas??
Quando saio com os amigos e amigas ninguem nos impedirá de beber (não o farei por opção) e ninguem irá bater ou apedrejar as minhas amigas por irem vestidas como quizerem.
Posso discutir politica com o meu Pai
Posso escrever estas linhas no meu blog
Ir à Gulbenkian ver um concerto
Posso comer entremeadas ao almoço, e porque não, ao jantar também! Ler um livro, ir ao cinema, passear.
Fazer a barba...
Fazer a barba e tantas outras coisas que fazemos no dia a dia às quais não damos valor, e não damos porque são naturais e nem nos passa pela cabeça não ter direito a fazê-las.
Bom, em certas partes do mundo a vida não é bem assim... não se tem liberdade de expressão, as pessoas são apedrejadas, as mulheres são tratadas abaixo de cão, corta-se um braço a uma criança porque rouba um pão, não se pode fazer a barba porque à séculos houve um profeta que não tendo lâminas andava barbudo...
E é a esta gente que temos de pedir desculpas??
terça-feira, janeiro 31, 2006
fordes
A Mercedes foi fundada em 1902, já nessa altura o senhor Benz dizia que poucas pessoas teriam capacidade para guiar um automóvel.
A ford foi fundada por Henry ford em 1903,apenas um ano depois, e foi graças ao senhor Ford que os automóveis começaram a massificar – se. O primeiro carro que foi fabricado foi precisamente o ford T. Seguiram-se outros modelos: os belíssimos mustang, os cortina, os fiesta, e mais recentemente os escort e o mondeo.
Estes dois últimos carros têm um comportamento muito viril, aliás comportam-se como autênticos touros, tendo por isso o grave defeito de cegarem sempre que vêm vermelho. Até aqui tudo bem, não fosse o meu carro vermelho… e aqui a historia começa a não ter piada.
O problema dos condutores portugueses é que quando tem acidentes a culpa é sempre dos outros e nunca deles, bem… tendo eu nascido na terra de Camões acabo por não fugir à regra. Dos 2 acidentes em que me vi envolvido como condutor não fui eu o culpado. A história conta-se em poucas linhas.
No primeiro parei para deixar passar um transeunte pela passadeira e o Ford Mondeo que seguia atrás de mim não, e pronto, lá se foi o para choque.
No segundo parei para deixar passar um transeunte pela passadeira, e o ford escort que seguia atrás de mim não, e pronto, lá se foi o para choque... pela segunda vez…
I’m seeing a pattern here…
A ford foi fundada por Henry ford em 1903,apenas um ano depois, e foi graças ao senhor Ford que os automóveis começaram a massificar – se. O primeiro carro que foi fabricado foi precisamente o ford T. Seguiram-se outros modelos: os belíssimos mustang, os cortina, os fiesta, e mais recentemente os escort e o mondeo.
Estes dois últimos carros têm um comportamento muito viril, aliás comportam-se como autênticos touros, tendo por isso o grave defeito de cegarem sempre que vêm vermelho. Até aqui tudo bem, não fosse o meu carro vermelho… e aqui a historia começa a não ter piada.
O problema dos condutores portugueses é que quando tem acidentes a culpa é sempre dos outros e nunca deles, bem… tendo eu nascido na terra de Camões acabo por não fugir à regra. Dos 2 acidentes em que me vi envolvido como condutor não fui eu o culpado. A história conta-se em poucas linhas.
No primeiro parei para deixar passar um transeunte pela passadeira e o Ford Mondeo que seguia atrás de mim não, e pronto, lá se foi o para choque.
No segundo parei para deixar passar um transeunte pela passadeira, e o ford escort que seguia atrás de mim não, e pronto, lá se foi o para choque... pela segunda vez…
I’m seeing a pattern here…
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Multibanco
Finalmente veio!! Eu já pensava que os multibancos eram como os pilhões, um mito urbano, mas afinal não, eles existem mesmo
Ok, de que é que eu estou a falar? Bom, o meu velho Multibanco passou de prazo, coisas da vida, o problema foi que o meu actual banco, a caixa geral de depósitos não se lembrou de me enviar um novo e graças a isso só ontem é que voltei a ter Multibanco. Aliado à incompetência da caixa geral de depósitos, tenho de agradecer tb aos nossos magníficos correios, que ao que parece nos últimos tempos andam a passo de caracol e demoraram 15 dias a entregar uma mísera carta. Não percebo os correios, numa altura em que cada vez se mandam menos cartas, graças à Internet e ao e-mail era de esperar que os correios arranjassem novas maneiras de cativar as pessoas, sei lá, melhorando os serviços??
Enfim, tentem viver um mesito sem cartão Multibanco, olhem que não é nada fácil.
Um conselho, se algum dia quiserem enviar algo com urgência não usem os correios, usem o rodomail, vão a um entreposto da rodoviária, tipo sete rios por exemplo, e a encomenda seguirá no próximo autocarro, chegando ao destino em poucas horas, até mesmo onde judas perdeu as botas, como Portel por exemplo.
Ok, de que é que eu estou a falar? Bom, o meu velho Multibanco passou de prazo, coisas da vida, o problema foi que o meu actual banco, a caixa geral de depósitos não se lembrou de me enviar um novo e graças a isso só ontem é que voltei a ter Multibanco. Aliado à incompetência da caixa geral de depósitos, tenho de agradecer tb aos nossos magníficos correios, que ao que parece nos últimos tempos andam a passo de caracol e demoraram 15 dias a entregar uma mísera carta. Não percebo os correios, numa altura em que cada vez se mandam menos cartas, graças à Internet e ao e-mail era de esperar que os correios arranjassem novas maneiras de cativar as pessoas, sei lá, melhorando os serviços??
Enfim, tentem viver um mesito sem cartão Multibanco, olhem que não é nada fácil.
Um conselho, se algum dia quiserem enviar algo com urgência não usem os correios, usem o rodomail, vão a um entreposto da rodoviária, tipo sete rios por exemplo, e a encomenda seguirá no próximo autocarro, chegando ao destino em poucas horas, até mesmo onde judas perdeu as botas, como Portel por exemplo.
Cristaliza no sistema hexagonal
Quando eu era mais novo tinha a mania de dizer que o frio era psicológico. Hoje tive ocasião de o comprovar...
Tudo o que ouvi durante o dia foi pessoas a queixarem-se do frio, ah! e tal está frio,...
Pessoal! estavam apenas 0 graus, não é caso para tanto! Já passamos por dias mais frios, o que não houve foi condições para nevar, entenda-se precipitação, dai que não havia necessidade para tanto queixume por causa do frio. Alguns dos dias mais frios que passei foram sem dúvida no monte da Caparica, lembro-me bem de sair de casa e ter dificuldades em respirar, lembro-me dos dias em que estudava no departamental e tinhamos de trazer aquecedores para não morrermos de frio, lembro-me da Panasqueira em Novembro,isso é que era frio!! Não havia era condições de chuva porque se houvesse! Ui ui...
Mas pronto, eu sou um dos que nunca tinha visto nevar, já tinha visto neve na Serra da Estrela e nos picos da Europa e até mesmo em Montejunto, mas a nevar não, e muito menos nos Casais Novos!!!!
Ver nevar é um espectaculo magnifico, sinto-me saciado por agora, assim que puder vou fazer a minha viagem de sonho à antartida, isto é, se ganhar o euromilhoes...
A propósito, nunca é demais relembrar que a neve não é branca, é cor neve...
link
Tudo o que ouvi durante o dia foi pessoas a queixarem-se do frio, ah! e tal está frio,...
Pessoal! estavam apenas 0 graus, não é caso para tanto! Já passamos por dias mais frios, o que não houve foi condições para nevar, entenda-se precipitação, dai que não havia necessidade para tanto queixume por causa do frio. Alguns dos dias mais frios que passei foram sem dúvida no monte da Caparica, lembro-me bem de sair de casa e ter dificuldades em respirar, lembro-me dos dias em que estudava no departamental e tinhamos de trazer aquecedores para não morrermos de frio, lembro-me da Panasqueira em Novembro,isso é que era frio!! Não havia era condições de chuva porque se houvesse! Ui ui...
Mas pronto, eu sou um dos que nunca tinha visto nevar, já tinha visto neve na Serra da Estrela e nos picos da Europa e até mesmo em Montejunto, mas a nevar não, e muito menos nos Casais Novos!!!!
Ver nevar é um espectaculo magnifico, sinto-me saciado por agora, assim que puder vou fazer a minha viagem de sonho à antartida, isto é, se ganhar o euromilhoes...
A propósito, nunca é demais relembrar que a neve não é branca, é cor neve...
link
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Eleições
Melhor do que assistir ao regresso do Don Sebastião é mesmo assistir ao fim da campanha, principalmente quando a campanha em questão é daquelas que se espreme espreme e não sai nada, pior que as laranjas no Verão (trocadilho politico). Continuando com a fruta, apetece-me dizer que os políticos são como os melões, só depois de abertos é que se vê se prestam ou não, por isso não vou opinar grande coisa, pese embora, note que a seca anda aí, e a seca não faz nada bem aos melões.
E por falar em melões, com um grande melão ficou o ancião da nossa campanha, mas também do que é que ele esperava? Ele é fruta fora de época!
Comentava um amigo meu que é bloquista que se encontrava profundamente desiludido com Portugal pela escolha que fez.
Eu não me sinto desiludido, porque não espero nada…
Editado em 27/01/06
Já que estamos numa de eleições, não resisti em colocar esta frase
"Claro que, por princípio, as eleições são boas, e no caso em concreto até já foram validadas. Mas o que fazer quando ganham os maus?"
George W. Bush, sobre a vitória do Hamas nas eleições palestinianas,
E por falar em melões, com um grande melão ficou o ancião da nossa campanha, mas também do que é que ele esperava? Ele é fruta fora de época!
Comentava um amigo meu que é bloquista que se encontrava profundamente desiludido com Portugal pela escolha que fez.
Eu não me sinto desiludido, porque não espero nada…
Editado em 27/01/06
Já que estamos numa de eleições, não resisti em colocar esta frase
"Claro que, por princípio, as eleições são boas, e no caso em concreto até já foram validadas. Mas o que fazer quando ganham os maus?"
George W. Bush, sobre a vitória do Hamas nas eleições palestinianas,
Lançamento do atum
Os Australianos sempre tiveram desportos esquisitos, lembro-me de ser pequeno e ver um concurso em que o objectivo era lançar bosta de elefante de encontro a uma ventoinha, quem conseguisse mandar a ventoinha abaixo ganhava.
Agora, e mantendo a senda dos lançamentos inventaram outro que é o lançamento do atum! Sim não há nada que saber, é tipo o lançamento do martelo, quem atirar o mart.. quer dizer, o atum mais longe, ganha..
Eu até achei piada à coisa, mas depois, pensando bem, é uma falta de respeito para com os países que passam fome…
Agora, e mantendo a senda dos lançamentos inventaram outro que é o lançamento do atum! Sim não há nada que saber, é tipo o lançamento do martelo, quem atirar o mart.. quer dizer, o atum mais longe, ganha..
Eu até achei piada à coisa, mas depois, pensando bem, é uma falta de respeito para com os países que passam fome…
segunda-feira, janeiro 23, 2006
birthday blog
1 anito!!
Faz hoje um ano que comecei a escrever neste blog, para ser franco nunca pensei que durasse tanto, ou se calhar sou eu que tenho poucas espectativas em relação a coisas que gosto, mas aqui estou um ano depois ainda a fazer post´s e cheio de vontade para fazer mais ainda. Nos últimos tempo não tenho actualizado muito o blog mas como vou passar a ter mais tempo :-) prometo ser mais regular, e tentar manter o nível, que é o mais dificil...
Faz hoje um ano que comecei a escrever neste blog, para ser franco nunca pensei que durasse tanto, ou se calhar sou eu que tenho poucas espectativas em relação a coisas que gosto, mas aqui estou um ano depois ainda a fazer post´s e cheio de vontade para fazer mais ainda. Nos últimos tempo não tenho actualizado muito o blog mas como vou passar a ter mais tempo :-) prometo ser mais regular, e tentar manter o nível, que é o mais dificil...
quarta-feira, janeiro 11, 2006
pirataria
A industria discográfica americana anunciou esta semana prejuízos recorde, a culpa é claro é da pirataria, ele é o mp3, a Internet, as gravações piratas da feira da ladra, enfim os músicos e sobretudo as empresas discográficas andam a levar porrada de todos os lados.
Sexta passada entrei numa Valentim de carvalho e houve um cd que me despertou a atenção, “The Piper at the gates of dawn” que para quem não sabe é o primeiro disco dos Pink Floyd, na altura em que o antigo guitarrista e vocalista Syd Barret ainda não se tinha metido no LSD.
Este cdzito, um marco do rock psicadélico (demasiado psicadélico para mim), custava a módica quantia de 20,49 euros, ou, em moeda de quando ele foi lançado 4107 escudos.
Agora eu pergunto, porque é que um cd que foi lançado em 1967 custa 20 euros? Quanto é que a banda já terá ganho com ele? Não seria lógico baixar o preço? Se formos para os cd´s de música clássica então é o descalabro, não concebo como é que se pode pedir 20 euros por um cd com obras de pessoas que morreram há séculos atrás (literalmente). Será que os familiares do Bach ainda recebem parte dos lucros? E como fazem com o Mozart? Que não deixou descendência? O custo de produzir estes cd`s é irrisório, é só gravar das inúmeras gravações já existentes e produzir em massa.
Depois queixam-se que as pessoas pirateiem os cd.
Sexta passada entrei numa Valentim de carvalho e houve um cd que me despertou a atenção, “The Piper at the gates of dawn” que para quem não sabe é o primeiro disco dos Pink Floyd, na altura em que o antigo guitarrista e vocalista Syd Barret ainda não se tinha metido no LSD.
Este cdzito, um marco do rock psicadélico (demasiado psicadélico para mim), custava a módica quantia de 20,49 euros, ou, em moeda de quando ele foi lançado 4107 escudos.
Agora eu pergunto, porque é que um cd que foi lançado em 1967 custa 20 euros? Quanto é que a banda já terá ganho com ele? Não seria lógico baixar o preço? Se formos para os cd´s de música clássica então é o descalabro, não concebo como é que se pode pedir 20 euros por um cd com obras de pessoas que morreram há séculos atrás (literalmente). Será que os familiares do Bach ainda recebem parte dos lucros? E como fazem com o Mozart? Que não deixou descendência? O custo de produzir estes cd`s é irrisório, é só gravar das inúmeras gravações já existentes e produzir em massa.
Depois queixam-se que as pessoas pirateiem os cd.
escadas rolantes e centros comerciais
Já repararam que numa superfície comercial, sempre que há escadas rolantes duas são para subir e apenas uma é que desce? Haverá aqueles que dirão que subir custa mais, que a descer todos os santos ajudam, mas eu acredito é que a filosofia das superfícies comerciais será a de dar todo o conforto e facilidade para entrar, e depois da compra feita o cliente já não interessa, até poderia sair pela porta dos fundos… Deve haver psicólogos a estudar isto…
Amanha à mesma hora
Noutro dia fui ver o harry potter, como estava no isel optei por ir ao Vasco da gama por ser mais à mão, contava assistir à sessão das 18 infelizmente quando lá cheguei verifiquei que a sessão das 18 era dobrada em Tuga, bolas isso não, eu não cometi nenhum crime!!
A partir dai foi o descalabro pois comecei a sentir na pele a doença que os portugueses têm (não sei como é nos outros países) de fazer tudo à mesma hora. De facto, seja ir para o emprego ou voltar para casa, almoçar, fazer compras ou entregar documentos na repartição de finanças nós escolhemos sempre tudo às mesmas horas.
Como seria de esperar as sessões de cinema têm também uma hora estipulada, começam todas sensivelmente à mesma hora e por conseguinte se quisermos ir ao cinema fora de horas estamos tramados… O filme estava em exibição em quase tudo o que é sala em Lisboa, mas tudo se passava entre as 18:00 e as 18:15. Resultado estando às 17:50 no Vasco da gama era de todo impossível chegar ao Alvaláxia às 18:15 de modo que tive de ir á sessão das 21:00.
Esta mania de tudo acontecer à mesma hora só nos trás transtornos, engarrafamentos, confusão entupimento dos serviços, além de que torna tudo menos eficiente. Seria preferível haver horários maleáveis, tínhamos todos a ganhar.
A partir dai foi o descalabro pois comecei a sentir na pele a doença que os portugueses têm (não sei como é nos outros países) de fazer tudo à mesma hora. De facto, seja ir para o emprego ou voltar para casa, almoçar, fazer compras ou entregar documentos na repartição de finanças nós escolhemos sempre tudo às mesmas horas.
Como seria de esperar as sessões de cinema têm também uma hora estipulada, começam todas sensivelmente à mesma hora e por conseguinte se quisermos ir ao cinema fora de horas estamos tramados… O filme estava em exibição em quase tudo o que é sala em Lisboa, mas tudo se passava entre as 18:00 e as 18:15. Resultado estando às 17:50 no Vasco da gama era de todo impossível chegar ao Alvaláxia às 18:15 de modo que tive de ir á sessão das 21:00.
Esta mania de tudo acontecer à mesma hora só nos trás transtornos, engarrafamentos, confusão entupimento dos serviços, além de que torna tudo menos eficiente. Seria preferível haver horários maleáveis, tínhamos todos a ganhar.
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Geo Kong
Fui ver o king kong, sinceramente achei o filme uma estopada, mas a critica deixo para o ginja, do que eu gostaria mesmo de falar era dos aspectos geológicos do filme.
É um pouco deformação profissional, mas sempre que vejo um filme estou atento à geologia do mesmo, por exemplo um barco que se aproxima de uma escarpa, eu estou atento ao tipo de rocha e por ai adiante...
Bom, neste filme a geologia esteve sobretudo a cargo dos dinossauros, e como eu gosto muito de dinossauros não resisti a fazer este comentário. Aliás, convêm dizer que o King Kong original (1933) foi o primeiro filme em que apareceram dinossauros.
Os primeiros dinos que aparecem no filme são diplodocus, nome que significa duplo eixo. Os diplodocus eram pesados como todos os saurópodes mas o que realmente impressionava era o seu comprimento que podia chegar aos 30m, mais metro menos metro. Eram herbívoros e encarnavam aquela ideia que temos dos dinossauros herbívoros, (grandalhões, pachorrentos e simpáticos). Viveram no período jurássico, onde os grandes dinossauros tiveram o seu apogeu.
No filme eles corriam dos velociraptores, (que todos conhecemos do Jurassic Park), pelo menos pareceu-me ser velociraptores visto que as imagens apareciam muito depressa. Isto levanta duas questões, primeiro os diplodocus dificilmente correriam com aquela velocidade, não tinham pernas nem se alimentavam o suficiente para correr daquela maneira, o peso e o seu comprimento levantariam grandes problemas á sua mobilidade. A outra questão tem a ver com os raptores, é que dificilmente um raptor caçava um diplodocus e o problema é mesmo o tamanho, no filme não parece mas o diplodocus é muito maior que o raptor que muito provavelmente caçava presas bem menores. Para caçar um diplodocus talvez só um alosaurus, penso eu de que.
Depois aparecem uns lagartos, que para ser sincero não sei de que espécie seriam embora pelo aspecto eu os colocasse no Triássico junto dos primeiros dinossauros existentes.
Um filme com dinossauros não é filme sem o inevitável T-rex. E aqui as coisas ainda correram pior (geologicamente falando) Primeiro o T-rex apenas viveu no fim do Cretácico, quando os dinossauros já estavam em decadência e os diplodocus já estavam extintos há milhões de anos. Depois não faz muito sentido aparecer logo 3 T-rex juntos. E porque? Bom pelo que se sabe, o t-rex era um super-predador, e como tal precisa de muito espaço para caçar visto que a quantidade de alimento que precisa é monstruosa, assim não podiam aparecer muitos t-rex juntos. E por falar em comida, se ele já tinha um lagartão na boca porque andava ele atrás da Naomi Watts? (não se esqueçam de pensar como um dinossauro e não como um homem!). De qualquer forma, estudos recentes indicam que o T-rex era muito provavelmente necrófago e por isso a ideia que temos do bicho está provavelmente errada.
Só para que conste pensa-se que a dentada do T-rex tinha a pressão de 15 toneladas por cm2. O kong tinha de ter uns braços muito fortes...
Por fim, a para compor o ramalhete lá apareceu um triceratops, aqueles com três chifres na cabeça, que ficam sempre bem na fotografia.
Eu sei o que é que vocês estão a pensar, mais fantasista do que os dinossauros seria o símio gigantesco, no fundo o filme é fantasia e nesse caso tudo é permitido, mas o que é que querem, ver o T-rex e saurópodes jurássicos juntos it just gives me the creeps…
É um pouco deformação profissional, mas sempre que vejo um filme estou atento à geologia do mesmo, por exemplo um barco que se aproxima de uma escarpa, eu estou atento ao tipo de rocha e por ai adiante...
Bom, neste filme a geologia esteve sobretudo a cargo dos dinossauros, e como eu gosto muito de dinossauros não resisti a fazer este comentário. Aliás, convêm dizer que o King Kong original (1933) foi o primeiro filme em que apareceram dinossauros.
Os primeiros dinos que aparecem no filme são diplodocus, nome que significa duplo eixo. Os diplodocus eram pesados como todos os saurópodes mas o que realmente impressionava era o seu comprimento que podia chegar aos 30m, mais metro menos metro. Eram herbívoros e encarnavam aquela ideia que temos dos dinossauros herbívoros, (grandalhões, pachorrentos e simpáticos). Viveram no período jurássico, onde os grandes dinossauros tiveram o seu apogeu.
No filme eles corriam dos velociraptores, (que todos conhecemos do Jurassic Park), pelo menos pareceu-me ser velociraptores visto que as imagens apareciam muito depressa. Isto levanta duas questões, primeiro os diplodocus dificilmente correriam com aquela velocidade, não tinham pernas nem se alimentavam o suficiente para correr daquela maneira, o peso e o seu comprimento levantariam grandes problemas á sua mobilidade. A outra questão tem a ver com os raptores, é que dificilmente um raptor caçava um diplodocus e o problema é mesmo o tamanho, no filme não parece mas o diplodocus é muito maior que o raptor que muito provavelmente caçava presas bem menores. Para caçar um diplodocus talvez só um alosaurus, penso eu de que.
Depois aparecem uns lagartos, que para ser sincero não sei de que espécie seriam embora pelo aspecto eu os colocasse no Triássico junto dos primeiros dinossauros existentes.
Um filme com dinossauros não é filme sem o inevitável T-rex. E aqui as coisas ainda correram pior (geologicamente falando) Primeiro o T-rex apenas viveu no fim do Cretácico, quando os dinossauros já estavam em decadência e os diplodocus já estavam extintos há milhões de anos. Depois não faz muito sentido aparecer logo 3 T-rex juntos. E porque? Bom pelo que se sabe, o t-rex era um super-predador, e como tal precisa de muito espaço para caçar visto que a quantidade de alimento que precisa é monstruosa, assim não podiam aparecer muitos t-rex juntos. E por falar em comida, se ele já tinha um lagartão na boca porque andava ele atrás da Naomi Watts? (não se esqueçam de pensar como um dinossauro e não como um homem!). De qualquer forma, estudos recentes indicam que o T-rex era muito provavelmente necrófago e por isso a ideia que temos do bicho está provavelmente errada.
Só para que conste pensa-se que a dentada do T-rex tinha a pressão de 15 toneladas por cm2. O kong tinha de ter uns braços muito fortes...
Por fim, a para compor o ramalhete lá apareceu um triceratops, aqueles com três chifres na cabeça, que ficam sempre bem na fotografia.
Eu sei o que é que vocês estão a pensar, mais fantasista do que os dinossauros seria o símio gigantesco, no fundo o filme é fantasia e nesse caso tudo é permitido, mas o que é que querem, ver o T-rex e saurópodes jurássicos juntos it just gives me the creeps…
sábado, dezembro 17, 2005
Arco iris
Nos últimos dias, no meu circulo de amigos tem-se generalizado uma discução colorida.
Ao fim e ao cabo, o que é o caqui? Uns disseram que era uma cor, mas não houve consenso quanto ao tipo de cor, se seria mais para o castanho ou para o branco, houve quem dissesse que era verde (não, não fui eu), eu fui um dos que pensava que que caqui era um tecido...
Mas nisto de cores não há nada como perguntar às meninas, sim, porque elas conseguem ver muito mais cores que nós os homens, afinal só mesmo uma mulher para ver a cor pessego ou a fucsia!!!
Mas mesmo entre o sexo feminino houve algumas discrepâncias acerca do verdadeiro lugar do caqui na palete de cores da natureza. Assim, decidi investigar...
Cores
De acordo com a wikipedia o caqui é de facto uma cor e tem o aspecto que podem ver no link, assim a fugir para o amarelo.
Podem também aproveitar para ver algumas cores fantásticas como o azul flor de milho, azul meia noite (lindo) o branco navajo (creme), creme de menta, feldspato (potássico, falta dizer), mamão batido (?), neve, renda antiga, verde primavera, verde paris.
Nada como ser homem e só ser capaz de ver as cores do arco iris e pouco mais....
Estou desgraçado, e eu que pensava que a neve era branca...
Editado em 11 de janeiro 06
Ao que parece, e os anciões sabem melhor, o caqui é um tecido (tinha razão) feito de cânhamo, acontece que este tecido era usado nas roupas do soldados e tem uma cor caracteristicas e por isso é que por vezes se diz cor caqui.
Ao fim e ao cabo, o que é o caqui? Uns disseram que era uma cor, mas não houve consenso quanto ao tipo de cor, se seria mais para o castanho ou para o branco, houve quem dissesse que era verde (não, não fui eu), eu fui um dos que pensava que que caqui era um tecido...
Mas nisto de cores não há nada como perguntar às meninas, sim, porque elas conseguem ver muito mais cores que nós os homens, afinal só mesmo uma mulher para ver a cor pessego ou a fucsia!!!
Mas mesmo entre o sexo feminino houve algumas discrepâncias acerca do verdadeiro lugar do caqui na palete de cores da natureza. Assim, decidi investigar...
Cores
De acordo com a wikipedia o caqui é de facto uma cor e tem o aspecto que podem ver no link, assim a fugir para o amarelo.
Podem também aproveitar para ver algumas cores fantásticas como o azul flor de milho, azul meia noite (lindo) o branco navajo (creme), creme de menta, feldspato (potássico, falta dizer), mamão batido (?), neve, renda antiga, verde primavera, verde paris.
Nada como ser homem e só ser capaz de ver as cores do arco iris e pouco mais....
Estou desgraçado, e eu que pensava que a neve era branca...
Editado em 11 de janeiro 06
Ao que parece, e os anciões sabem melhor, o caqui é um tecido (tinha razão) feito de cânhamo, acontece que este tecido era usado nas roupas do soldados e tem uma cor caracteristicas e por isso é que por vezes se diz cor caqui.
terça-feira, dezembro 13, 2005
birthday boy
yeah, that´s me...
É oficial, apartir das 3:50 da manha de hoje, 13 de Dezembro, tenho 28 anos...
É oficial, apartir das 3:50 da manha de hoje, 13 de Dezembro, tenho 28 anos...
quarta-feira, novembro 23, 2005
A portuguesa
esta surpreendeu-me! afinal existe mais hino para lá do hino!
aqui está a versão completa da portuguesa:
I
Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Composição
Música Alfredo Keil
Poesia Henrique Lopes de Mendonça
aqui está a versão completa da portuguesa:
I
Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Composição
Música Alfredo Keil
Poesia Henrique Lopes de Mendonça
terça-feira, novembro 22, 2005
jingau beu
E pronto, é oficial, já estamos na época do natal, a baixa pombalina já está engalanada para a comemoração de mais um natal.
Começou a época da loucura nos centros comerciais, da fúria desenfreada para comprar mil e um presentes para toda a gente, ele é o marido/mulher, filhos, pais, mães, avós, sobrinhos, afilhados até o cão tem direito! Venham as longas filas, a confusão nas ruas e centros comerciais, que se lixe o stress o que a malta quer é gastar…
Mas há malta e malta, eu pessoalmente não sou muito gastador e por isso refreio-me sempre nas prendas até porque nunca tive assim muito dinheiro. Noutro dia, em conversa com um amigo meu ele explicou-me que no passado apenas as crianças tinham direito a prendas. Assim, graças à tradição, este ano tenho uma boa desculpa para não dar prendas a ninguém, despacho a sobrinha com outro peluche e está a festa feita! É só ter cuidado de o escolher melhor, ela não gostou muito do último que ofereci!
Mas não se pense que eu não gosto do natal, longe disso eu apenas critico as pessoas que por esta altura do ano andam desvairadas a comprar este mundo e o outro, eu próprio tb faço compras mas sempre de uma forma racional.
Apesar do consumismo que se verifica por estes dias o natal é tb uma época propicia à solidariedade. É nesta altura que se realizam, mais do que noutra época do ano, festas de solidariedade, beneficência e um sem número de acções de ajudar o próximo. Os críticos dirão “sim é verdade mas devia ser assim o ano todo”. Pois devia, devia mas não é, seja como for mais vale uma vez do que nenhuma vez.
Agora, se há coisa que eu não suporto são as músicas natalícias!!
Argh!!! Como eu as detesto, é preferível escorrer-me um pingo gelado pelas costas… Tudo menos canções de natal!!!!
Quais é que não gosto? Basicamente de nenhuma, são todas más, embora o jingle bells e o withe Christmas ocupem o pódio das piores.
Vai um tipo descansado da vida, a apreciar as decorações de natal enquanto vagueia inebriado pelo cheirinho das castanhas assadas e de repente (“and so it is christmas…. and what have you done….”) what the … até apetece ser mal educado… As letras são péssimas, musicalmente também não se aproveita muito e o tema? Bom, há gostos para tudo. Arrisco – me a dizer que até o novo cd da Diana Krall (que ainda não ouvi) deve ser de fugir. Ouvir canções de natal só se deve ser ultrapassado pelo acto de ir a um hipermercado com crianças mimadas de idade compreendida entre os 3 e os 8 anos, embora, lá está, eu baseie esta informação apenas na minha observação...
Começou a época da loucura nos centros comerciais, da fúria desenfreada para comprar mil e um presentes para toda a gente, ele é o marido/mulher, filhos, pais, mães, avós, sobrinhos, afilhados até o cão tem direito! Venham as longas filas, a confusão nas ruas e centros comerciais, que se lixe o stress o que a malta quer é gastar…
Mas há malta e malta, eu pessoalmente não sou muito gastador e por isso refreio-me sempre nas prendas até porque nunca tive assim muito dinheiro. Noutro dia, em conversa com um amigo meu ele explicou-me que no passado apenas as crianças tinham direito a prendas. Assim, graças à tradição, este ano tenho uma boa desculpa para não dar prendas a ninguém, despacho a sobrinha com outro peluche e está a festa feita! É só ter cuidado de o escolher melhor, ela não gostou muito do último que ofereci!
Mas não se pense que eu não gosto do natal, longe disso eu apenas critico as pessoas que por esta altura do ano andam desvairadas a comprar este mundo e o outro, eu próprio tb faço compras mas sempre de uma forma racional.
Apesar do consumismo que se verifica por estes dias o natal é tb uma época propicia à solidariedade. É nesta altura que se realizam, mais do que noutra época do ano, festas de solidariedade, beneficência e um sem número de acções de ajudar o próximo. Os críticos dirão “sim é verdade mas devia ser assim o ano todo”. Pois devia, devia mas não é, seja como for mais vale uma vez do que nenhuma vez.
Agora, se há coisa que eu não suporto são as músicas natalícias!!
Argh!!! Como eu as detesto, é preferível escorrer-me um pingo gelado pelas costas… Tudo menos canções de natal!!!!
Quais é que não gosto? Basicamente de nenhuma, são todas más, embora o jingle bells e o withe Christmas ocupem o pódio das piores.
Vai um tipo descansado da vida, a apreciar as decorações de natal enquanto vagueia inebriado pelo cheirinho das castanhas assadas e de repente (“and so it is christmas…. and what have you done….”) what the … até apetece ser mal educado… As letras são péssimas, musicalmente também não se aproveita muito e o tema? Bom, há gostos para tudo. Arrisco – me a dizer que até o novo cd da Diana Krall (que ainda não ouvi) deve ser de fugir. Ouvir canções de natal só se deve ser ultrapassado pelo acto de ir a um hipermercado com crianças mimadas de idade compreendida entre os 3 e os 8 anos, embora, lá está, eu baseie esta informação apenas na minha observação...
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